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Eventos jurídicos em São Paulo

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Atualizado às 09:31

A amiga Hanna Silveira pergunta:

"Sou da Bahia e estive na semana passada na Fenalaw e foi um evento muito bom. Porém eventos como esse não são priorizados pelos advogados quando acontecem na minha própria terra. Porque isso acontece, Alexandre?"

Hanna, obrigado pela pergunta. Esse é um cenário bem comum no meio. Se colocarmos O MESMO evento aqui em São Paulo e em outra localidade é possível que o de SP lote e o outro não. Isso acontece porque - vamos admitir - São Paulo é considerado o polo de negócios do Brasil. Tudo acontece aqui e a percepção que as pessoas tem é de que os eventos aqui podem trazer mais networking e consequentemente mais negócios para o advogado. Ledo engano. Já palestrei no Brasil todo e, na maioria da vezes, os eventos tem uma excelência de organização e troca de informações de nível máximo, de fazer inveja em qualquer outro grande evento do setor.

Talvez o que precise ser melhor anunciado seja o resultado que estes eventos fora do eixo SP-Rio trazem. Muitas vezes o que precisa ser feito é o pós evento, ou seja, explicitar o resultado e sucesso da empreitada para que seja criada então uma imagem de evento de sucesso, como uma marca de respeito. Isso, ao longo do tempo, transforma a imagem de evento simples, aquele que "podemos perder" em "o evento do ano que nenhum advogado da região pode perder". Foi isso que aconteceu com a Fenalaw. Construiu seu nome ao longo dos anos e agora aproveita a devida fama (deixando claro que existe uma competência organizacional tremenda na entidade).

E é por isso que vemos diversos "primeiros" e não "segundos". Explico: toda hora aparece o 1º Congresso de X, 1º Seminário de Y, e assim por diante. Mas como não se fomenta a imagem desses eventos com resultados positivos, grande parte das vezes nunca se chega à necessidade do mercado pela continuação do mesmo, simplesmente pelo fato de que não mostramos os resultados efetivos que a primeira edição trouxe.

E isso pode ser transposto para o marketing jurídico no geral. Muitas vezes pensamos na ação mas nunca no pós-ação, que geralmente é onde colhemos os frutos do trabalho, seja ele institucional ou comercial. Cuidado, portanto: toda ação de marketing e comunicação deve ter pré-ação, a ação em si e o pós-ação.

Por fim, parabéns Hanna, por estar visitando e vivenciando os eventos jurídicos tão importantes para o setor. Informação e networking de qualidade nunca são demais.

Espero ter ajudado.

Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.

Bom crescimento!