segunda-feira, 30 de novembro de 2020

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Lava Jato

terça-feira, 17 de março de 2015

Moro x STF

 

Migalheiro fiel, fique atento para o que está acontecendo. Não estamos aqui a condenar nem a defender ninguém. Trata-se apenas de um retrato do momento. Acompanhe-nos, desapaixonadamente. Estamos assistindo a um silencioso, mas duro embate entre o juiz Federal Sérgio Moro e o STF. Como antecipamos aos leitores, Renato de Souza Duque foi preso novamente ontem por fato ocorrido antes do primeiro encarceramento. No início deste ano, na ausência de elementos concretos que apontariam para o risco de fuga, base da preventiva, a 2ª turma do STF concedeu a liberdade para o ex-diretor da Petrobras (cujo depoimento, dizem, pode derrubar a combalida República). Inconformado, o MPF foi atrás de outra linha argumentativa. O parquet informou ao juízo da JF/PR a "descoberta recente" de que Duque teria esvaziado suas contas na Suíça, remetendo os valores para outros países. De modo que estaria fundamentada nova preventiva, dessa vez com base na ordem pública. Mas a verdade é que documento do governo do principado de Mônaco informa que as movimentações de Duque se deram entre junho e agosto de 2013 e maio de 2014. Nesse sentido, decretando a prisão no dia seguinte às manifestações que reuniram milhões de pessoas, e nas quais o Judiciário foi objeto de cartazes, fica-nos a impressão de que o magistrado paranaense pressiona o Supremo. Outro não parece ser o motivo de Moro se explicar no despacho dizendo que não há "qualquer afronta ou contrariedade à decisão anterior de soltura de Renato Duque pelo STF". Parafraseando Freud, quando Moro fala do STF, sei mais de Moro do que do STF. Veja a íntegra do despacho.

 

Lava Jato

 

O MPF denunciou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e outras 26 pessoas suspeitas de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

 

Anticorrupção

 

O governo enviará amanhã ao Congresso o pacote de combate à corrupção.

 


Atualizado em: 17/3/2015 11:32