sábado, 28 de novembro de 2020

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Não é do ramo

Moro caiu numa enrascada ontem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Moro caiu numa enrascada ontem. Divulgou-se que, ao ser questionado sobre uma audiência pública, ele teria se negado a responder alegando direito à privacidade. O que se perguntou ao ministro foi se ele teria se reunido com representantes da empresa de armas Taurus antes da assinatura do decreto que flexibiliza a posse. A resposta que alegava privacidade teria se dado por alguém do ministério. Ao se deparar com a confusão, Moro, sem perder a altivez, disse que não se encontrou com ninguém, e que não foi responsável pela nota. Certo e errado, doutor. Certo em responder e também em não ter encontrado com quem iria se beneficiar do decreto. Mas errado, e muito errado, por não assumir as responsabilidades pelo ato de subordinados. Todos no ministério são responsabilidade do chefe, que é quem diz como a banda toca. Fosse diferente, ele teria que absolver boa parte dos que condenou em Curitiba. 

Análise 

Aliás, no debate político Moro tem ido de mal a pior. Em Davos, há algumas semanas, não trocou uma palavra com os empresários. Em almoço no IASP, recentemente, causou péssima impressão ao sair do local sem nem sequer cumprimentar as pessoas. Ontem, o MJ respondeu à consulta feita pelo IGP acerca de pedido para debater o projeto anticrime dizendo que não tem obrigação de fazer isso. Na semana passada, num sala fechada do Congresso, apresentou os projetos para um grupo de deputados selecionados. Os que parlamentares que foram ficaram insatisfeitos por não poderem nem sequer perguntar, e os que não foram também falaram mal. Ou seja, na política - e o cargo é político - vai de mal a pior. A impressão que se tem é que ele odeia ter de conversar com as pessoas. Talvez ainda esteja com o cacoete de juiz: "decido". 

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Atualizado em: 14/2/2019 11:00