segunda-feira, 30 de novembro de 2020

COLUNAS

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Cenário - 10.7.18

terça-feira, 10 de julho de 2018

A semana pré-recesso é cercada de baixíssimas expectativas no Congresso, mas ao menos um grande tema está às portas de ser votado.

Amanhã, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019 entrará na pauta.

Pelo cronograma acertado entre os partidos, o texto passará pela Comissão Mista de Orçamento e, no mesmo dia, em sessão conjunta de deputados e senadores.

O último ato antes da folga de julho costuma dar boas pistas sobre o que esperar da segunda metade do ano no Legislativo.

A LDO assumiu as feições da crise, incorporando parte do discurso de austeridade repetido pelo mercado. Está mais restritiva com os gastos e mais realista com as receitas.

Isso não quer dizer, no entanto, que esteja blindada de pressões.

As forças que agem sobre o Orçamento da União costumam atuar com carga máxima já a partir de agosto.

São pedidos de reajuste ao funcionalismo, créditos fora de hora e despesas sem lastro que em anos eleitorais, especialmente, se descolam ainda mais da realidade.

Conjuntura

Pessimismo na virada

Boa parte das expectativas macroeconômicas divulgadas no início de 2018 não se sustentam mais.

Com isso, as projeções para o segundo semestre estão sendo refeitas por analistas, consultorias, setor produtivo, bancos e governo.

A revisão não é inédita - já mobilizou esses mesmos agentes tempos atrás. Também não será a última.

O comportamento arredio do câmbio, as incertezas que rondam a produção industrial, as dificuldades no mercado de trabalho, os números do campo e as eleições ainda vão impactar bastante nas planilhas de agosto e setembro.

Eleições 1

Reflexos de curto prazo

A saída de José Luiz Datena da disputa ao Senado pelo DEM na chapa de João Doria mexe bastante com a estratégia tucana.

Os planos traçados especialmente para o apresentador de TV não podem ser aplicados a mais ninguém.

Eleições 2

O candidato do Planalto

O MDB definiu que fará sua convenção nacional em 4 de agosto.

Algumas das principais lideranças do partido se articulam para manter as pontes desobstruídas ao longo de julho e, com isso, preservar internamente a atmosfera que sustenta a ideia de candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles.

Lula x TRF-4

Embate sob outra ótica

A disputa jurídica envolvendo a libertação do ex-presidente Lula no último domingo reativou entre os chamados partidos de esquerda o debate em torno de estratégias para chegar ao 2º turno da corrida ao Planalto.

A tese sobre uma eventual união entre legendas voltou à tona.

Fake news

Jogo da verdade

O acordo articulado pelo TSE para evitar a disseminação de fake news nas eleições de 2018 já conta com a assinatura de 28 partidos.

Agenda

Frete - A MP 832 que estabelece pisos mínimos para o serviço de frete pode ser votada hoje na Câmara.

Posse - Às 15h, no Planalto, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello toma posse como ministro do Trabalho.

Campo - O IBGE divulga hoje o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a junho.

Nos jornais

PGR - A procurador-Geral da República se manifestou no sentido de que somente o STJ aprecie recursos a favor do ex-presidente Lula. (manchete de O Estado de S. Paulo)

CNJ - O Conselho Nacional de Justiça recebeu oito reclamações disciplinares e pedidos de providências contra o desembargador Rogério Favreto, do TRF-4. (O Estado de S. Paulo e O Globo)

Centrão - Partidos médios e pequenos começam a dar sinais de rachadura, o que pode ser decisivo para a composição de chapas nas próximas eleições (Folha de S.Paulo)

Datena - O apresentador Luiz Datena retornou à TV ontem, enterrando de vez a ideia de ser candidato ao Senado pelo DEM. (todos os veículos)

Ministro - O advogado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello será o novo ministro do Trabalho em substituição a Helton Yomura, afastado após ter sido alvo de operação da Polícia Federal. (todos os veículos)

Geddel - A juíza Federal substituta da 5ª Vara Federal do Distrito Federal, Diana Wanderlei, tornou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) réu por improbidade administrativa. (Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

Temer - A menos de seis meses para o fim do mandato, Michel Temer acelerou a liberação de verba do Orçamento indicada por parlamentares. (O Estado de S. Paulo)

PIB - A expectativa de que 2018 seria um ano de retomada da economia está sendo frustrada a cada novo indicador. Os efeitos da greve dos caminhoneiros persistem e há quem veja 'teto' de 1,5% para o PIB. (manchete de O Globo)

Odebrecht - A Odebrecht fechou com a União acordo de leniência de R$ 2,72 bilhões, que serão pagos em 22 anos. A negociação, primeira fechada com uma grande empreiteira envolvida na Lava Jato, está sendo contestada pelo TCU. (Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo)

ICMS - Ao mesmo tempo em que reduziram o ICMS sobre o óleo diesel, 13 governos estaduais decidiram aumentar a taxação da gasolina, por meio de elevação no preço de referência sobre o qual incide o imposto. (manchete da Folha de S.Paulo)

Fundos - Fundos que compram participações acionárias em empresas devem captar de US$ 3,5 bilhões a US$ 3,7 bilhões neste ano, maior montante desde 2014. (manchete do Valor Econômico)

Atualizado em: 10/7/2018 08:40