quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

COLUNAS

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"Manual de Filosofia Política"

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Manual de Filosofia Política







Editora:
Saraiva
Organizadores: Flamarion Caldeira Ramos, Rúrion Melo e Yara Frateschi
Páginas:
336










Bem lá atrás na história da humanidade, cerca de 500 anos antes de Cristo, nas cidades-estado gregas, começou-se a pensar nos rumos do ethos (algo como costumes) da coletividade reunida na polis a partir da percepção de que os homens eram iguais entre si. É certo que havia escravidão, mas ainda assim, dentro da classe dos homens livres, desenvolveu-se o conceito que faria a diferença: a isonomia.

Mil anos depois outros pensadores escutaram essa conversa e apuseram seus palpites no debate: Agostinho, embora bispo de Hipona e como tal defensor da fé, reconheceu que os conceitos compreendidos por Platão impunham-se à racionalidade humana, que em seu entender convergia para Deus; assim, foi com fatos que se sobrepôs a seus contendores, mostrando que a crença na igualdade entre os homens, fossem cristãos ou gentios, havia propiciado a salvação de inúmeras pessoas nas basílicas à época dos conflitos originados da queda do Império Romano.

Seu colega de alguns séculos depois, o também doutor da Igreja Tomás, original de Aquino, completou que Aristóteles havia intuído conceitos caros ao cristianismo, e com suas releituras iluminou muito do período que entraria para a História como a Idade das Trevas. Tomás entendia a cidade como a associação que permitiria o homem encontrar o bem, que identificava com Deus, razão pela qual defendia que a sua organização merecia toda a atenção.

As perseguições do Papa às vozes dissonantes produziram ruídos na conversa, mas ainda é possível ouvir-se a de Guilherme de Ockham, franciscano cujos argumentos abriram caminho para as teses que quase dois séculos mais tarde seriam pregadas às portas da capela de Wittenberg e revolucionariam a fé cristã.

Poderíamos ficar nesse colóquio por séculos, ouvir falar todos os contratualistas, os socialistas, Kant e Hegel, Weber, Foucault, Rawls, tantos outros, que conversa boa não tem hora para acabar. Mas para isso é melhor que nos valhamos do livro completo, leitura deliciosa, em cuja capa vemos alguns dos pensadores em artística colagem. Tendo ouvido a conversa desde o início, o leitor será capaz de puxar um banquinho e tomar parte na conversação.

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Ganhador :

Luiz Fernando Coraiola Filho, advogado da MRV Engenharia, de Curitiba/PR

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Atualizado em: 18/9/2012 11:16