No próximo dia 5, a Editora Migalhas lança a obra "De Lula a Temer: O Capitalismo Inacabado", do consagrado advogado e economista Francisco Petros. O evento será em SP, na Livraria da Vila Fradique (rua Fradique Coutinho, 915 - Piso superior), das 18h30 às 21h30.

A obra contou com o prefácio do professor Titular de Direito Financeiro da USP Heleno Taveira Torres.

"Este livro é a reunião de artigos escritos ao longo do período compreendido entre o início de 2014 até meados de 2016. Inclui também um pequeno ensaio sobre a natureza política de Luiz Inácio Lula da Silva, "Lula, o presidente cordial", texto este inspirado na clássica obra de Sérgio Buarque de Holanda. Há também nele o Sentimento do Mundo de uma geração. A pretensão dessa obra é a de projetar para o leitor a reflexão deste período a partir de artigos cuja escrita foi feita no calor dos fatos, sem o confortável lugar da cadeira do futuro quando os fatos podem ser integrados intelectualmente em processo histórico, social, econômico e político. Tal pretensão se junta a despretensão de que essa aglutinação de temas possa produzir algo além do que a própria reflexão contextualizada do que vivemos e como construímos a percepção da realidade.

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O Brasil, entretanto, parece sem estruturas políticas e econômicas capazes de realizar o processo capitalista. Capengamos pelo retardamento das reformas institucionais e ainda consideramos a exclusão social como parte aceitável do violento e tumultuado cotidiano do país. A Academia não exerce seu papel crítico e balizador de novas fronteiras. O clientelismo e o patrimonialismo estão vigentes e vigorosos na cena política e econômica. De Lula a Temer: o capitalismo inacabado é livro-fragmento de um tempo, repetição de uma era, desassossego da geração nascida pós-1964, inquietação partícipe no debate com novos atores ao tempo da velhice da política brasileira. Há nele a esperança de que as estruturas e instituições do capitalismo brasileiro avancem em prol do bem comum. É preciso acabar com a incompatibilidade de valores entre o progresso capitalista e a satisfação das necessidades sociais. De um lado a racionalização da utilidade econômica e, de outro, a dignificação das relações sociais por meio de consciente humanismo que une os desiguais no sentido da colaboração que torne tal desigualdade apenas mensurada pelo esforço de cada um e não pela imoral ausência de oportunidades para aqueles que nascem nas manjedouras miseráveis do Brasil". O autor

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Publicado quarta-feira, 30 de novembro de 2016