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Em 2021, ano previsto para o fim do backlog - estoque de patentes pendentes de exame - emergirá o INPI 4.0, com gerenciamento remoto, processos digitalizados, teletrabalho e decisões mais técnicas. Quem garante é a Diretora de Patentes, Programas de Computador e Tomografias Computadorizadas da autarquia, Liane Lage, em webinar organizado, no último dia 29, pela ABPI - Associação Brasileira da Propriedade Intelectual. "No pós backlog, teremos o INPI na palma da mão", disse. "Aguardem, as notícias serão muito boas".

Outra boa notícia é que, segundo a diretora do INPI, está sendo praticamente nulo "O impacto da Covid-1 no Programa de Combate ao Backlog de Patentes", tema do webinar, que teve a participação do presidente da ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta, e mediação dos coordenadores da Comissão de Patentes da ABPI, Ana Cristina Müller, Ana Cláudia Mamede Carneiro e José Eduardo Filgueiras. Na área de patentes, nos quatro primeiros meses deste ano, foram tomadas 8.658 decisões técnicas, contra 9.793 em 2019, enquanto que, em 2020, o tempo médio de decisão por divisão técnica foi reduzido para 8,4 anos.

A pandemia, que obrigou o INPI a ampliar o regime de tele-trabalho, segundo Liane Lage, não interferirá na meta do instituto de acabar com o backlog de patentes em 2021. A redução do estoque não para. Em 1º de agosto de 2018, quando teve início o Programa de Combate ao Backlog, o "backlogômetro" do INPI indicava 149,92 mil pedidos de patentes pendentes de exame. Nove meses depois, o número caiu para 112,09 mil. Nos últimos dois meses, em plena pandemia, o backlog foi reduzido em mais de 5 mil pedidos.

ABPI Associacao Brasileira da Propriedade Intelectual

Publicado quinta-feira, 30 de abril de 2020