quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Burocracia

de 20/2/2005 a 26/2/2005

"Sou servidor público e, apesar de ver com alegria um trabalho denunciando a burocracia - coisa que venho fazendo em minha coluna semanal há tempos -, principalmente cobrando ação dos interessados, até hoje super passivos, como posso testemunhar no meu dia-a-dia, noto que o preconceito contra o servidor público está presente, como um lugar comum. O autor do texto "O exercício da advocacia frente aos emaranhados burocráticos: porque a superação é crucial" (Migalhas 1.112) aceita como favas contadas 14 salários (não os tenho), impedimento para uso da inteligência (há certa dificuldade, mas não impedimento, e iniciativas muito criativas afloram aqui e ali), mas principalmente um descaso da sociedade e das suas lideranças para com o serviço público, como se este pudesse ser suprimido. Assim a quantidade imensa de cargos de livre nomeação não é contestada, antes aceita como solução, trazendo problemas de apadrinhamento e falta de competência específica; a falta de políticas de cargos e salários, de políticas de avaliação é ignorada, fazendo com que praticamente inexista a progressão por mérito, que deveria ser a base do serviço público. Treinamento usualmente é inexistente ou administrado sobre questões de menor importância. Finalmente, é até difícil encontrar um advogado que saiba seus direitos e os direitos dos seus clientes ao buscar resolver os problemas deles nas repartições: por isso apelam para o jeitinho ou para o blá-blá-blá, ignorando suas prerrogativas e pouco se diferenciando dos particulares sem qualquer conhecimento jurídico. Atenciosamente,"

Paulo Werneck - 24/2/2005

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