quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Severino presidente

de 27/2/2005 a 5/3/2005

"Sugiro que Migalhas, meio eletrônico de comunicação, aproveite de sua força e respeito no mundo "digital" divulgando o e-mail do Dep. Severino Cavalcanti para que todos os migalheiros possam enviar mensagens demonstrando repúdio ao aumento do salário dos deputados e demais aumentos de verbas. Isso é uma vergonha. Não devemos mais uma vez ficar calados: dep.severinocavalcanti@camara.gov.br."

Marina Martins - 28/2/2005

"Prezados Colegas! Primeiramente gostaria de expressar o enorme prazer que tenho em receber diariamente Migalhas em meu e-mail. Mas, em particular hoje, confesso que por um lado, gostaria de não tê-lo recebido. Não pelo boletim, evidentemente, pelo qual sempre me atualizo nos mais diversos assuntos, mas pelo desprazer de ler a postura absurda, injustificável e absolutamente contrária à realidade econômico-social atual deste país, do Presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, Xique-Xique, Cheque-Cheque, seja lá o que for, em mobilizar aquela Casa para o absurdo aumento de seus salários para R$ 21.500,00. É lamentável que pessoas como ele continuem ocupando cargos de tão elevada importância e responsabilidade em nosso país. Pessoas que nem de longe trazem em seus corações o real significado da função política dentro da sociedade, limitando-se a "em caráter de urgência" legislar a favor de seus próprios interesses. Sinto-me traído, envergonhado e humilhado por aqueles a quem ajudei a representar a vontade democrática de meu amado Brasil, e estou certo que este sentimento de repúdio está presente no coração de cada brasileiro, que diariamente trava uma verdadeira luta pela sobrevivência, enquanto uma minoria continua se favorecendo às custas da miséria alheia. Deixo pela primeira vez minha migalha, na acepção gramatical da palavra, pois é exatamente isso que ela representa diante da indiferença, da falta de ética e de honestidade da maioria dos representantes do povo em nome de sua ganância pelo ser, ter e poder. Para finalizar, não quero deixar de externar a certeza de que essa realidade triste e vergonhosa possa um dia se modificar, bastando a cada um de nós fazermos nossa pequena parte com dignidade, e também, que a sociedade aprenda a impor seu poder através do voto limpo e consciente."

Wilson de Alcântara Buzachi Vivian - 28/2/2005

"Menos mal ou tudo igual? O mal amado poeta Zé Preá responde:

Engolir o Severino?
É sacrifício pra mim!
De maneira que, na Câmara
A coisa ficou assim:
Não foi o Cão quem levou
Mas ganhou o Coisa Ruim!"

Zé Preá - 28/2/2005

"Data vênia!... de entendimentos divergentes, mas sobre o 'causo Severino e sua proposta de aumento para os edis', me veio à mente um dito aqui do sul, ... dizem sobre os bodes, ... 'quanto maior o recuo, maior a cabeçada. Vamos continuar em vigília democrática, contra os abusos e o tamanha da cabeçada que vem por aí. Pois, é do couro que sai as correias. E, embora, haja tanto couro nessa invernada, os Nobres Edis, todos indistintamente a solapa do seu líder cameral, já devem estar astuciando uma nova investida. A propósito, está na hora, aliás, já passou muito da hora, pois lá se vão quase quinhentos anos, desde que, na pequena Vila de São Vicente na Bahia, foi realizada a primeira sessão de uma Câmara de Vereadores, e portanto, surgiram por essas plagas, um arremedo de exercício de democracia; do congresso, moralizar as chamadas 'verbas de gabinete', 'vale beka', 'despesas com comunicação', 'despesas com transporte', 'viagens para os estados', etc... Portanto, ainda, temos muito serviço pela frente, pois, primeiro a gente vota neles, e depois, têm que ficar lutando pelo veto neles."

Cleanto Farina Weidlich - advogado e professor - Carazinho / RS - 3/3/2005

"Caros amigos migalheiros, eis o momento em que toda a indignação contida durante estes últimos dias, sufocada pela resignação, clama por sua liberdade. Não há modos e nem meios de calar esta mente revoltada com as recentes notícias sobre o aumento salarial dos deputados. Inicia-se a grande tragédia (permito que os otimistas leiam comédia), com a eleição de um homem marcado pelo extremismo, amigo da incoerência e dos absurdos. Homem que tem como objetivo maior o aumento de salário cuja posição, em uma suposta lista das necessidades vitais do país, ocuparia, indubitavelmente, a última posição. A paciência vai aos poucos se esgotando... A mídia então faz saber que, a título de cumprimento de exigência, os servidores públicos federais contariam com o irrisório (não encontrei adjetivo à tão insuficiente altura) aumento de 0,1%! Estouro! Mas, como toda natureza humana dotada de sabedoria recomenda, a raiva deve ser contida. Apenas lamente, mas não esbraveje. Respire fundo. Ok! Na crença de que a comodidade, que com certeza não é o melhor remédio, e sim o mais fácil, produzia os seus efeitos, aparece a revelação bombástica de como se deu toda a articulação do mencionado aumento. Que se exploda qualquer boa educação: VOCÊS SÃO MESMO UNS IRRACIONAIS! Não é que Nelson Jobim articulou uma saída pela porta dos fundos, sorrateira, pé ante pé, para consecução de seus descabidos fins? Que ABSURDO! O STF, qualificado como a mais alta Corte do país, que outrora suspendeu semelhante ato, agora incentiva sua prática? DEPOIS NINGUÉM ENTENDE O PORQUÊ DE TANTA VIOLÊNCIA... Que meus amigos perdoem estes maus modos."

Camilla Rocha - 4/3/2005

"Vários comentaristas utilizaram a expressão humorística "pendurado na brocha", para caracterizar a situação de súbita falta de apoio corporativo a que ficou submetido o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, no episódio das manobras do aumento salarial dos parlamentares. Na verdade há uma outra autoridade da República que ficou ainda pior perante a população brasileira: o Ministro do STF Nelson Jobim. A ligeireza com que ele agiu para dar uma "facada" no bolso do povo jogou por terra sua biografia."

Américo Valebaum - 4/3/2005

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