sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Exames orais

de 6/3/2005 a 12/3/2005

"Perfeita a colocação do nobre migalheiro (clique aqui). Efetivamente, tanto a prova oral, como a "infame" entrevista, são inconstitucionais. Aliás, a que se presta essa entrevista, senão a reprovar candidatos que, por critérios puramente subjetivos, são considerados 'inaptos' para o exercício do cargo? Agora, o que me causa mesmo revolta, é a passividade com que nossa comunidade jurídica ainda aceita esse tipo de prática, mesmo com quase 20 décadas de promulgação da CF/88."

Tharmes Chiodarelli - advogado - 7/3/2005

"Com todo respeito a Adauto Suannes, não me parece inconstitucional o exame oral por si só (clique aqui). Inconstitucional é a previsão, em edital de concurso, de que o resultado da prova é irrecorrível. Isto, pois viola, como bem disse Adauto, o inciso XXXV do art. 5° da Constituição Federal. E, tal como a argüição oral, o exame escrito também pode ser usado por um examinador para testar o que o candidato NÃO sabe, em vez de verificar o que o candidato sabe. Basta colocar a questão no papel. Caso haja algum abuso em uma argüição oral, o candidato pode se valer do recurso ao Judiciário, conforme o inciso XXXV do art. 5° da Constituição Federal. Particularmente, creio que, em tempos em que a formação de muitos bacharéis é deficiente, o retorno da argüição oral à prova da OAB permitiria examinar melhor a condição do bacharel para exercer a advocacia. De qualquer modo, o importante é buscarmos a melhora da qualidade do ensino jurídico e da formação dos advogados brasileiros. Autoridades, movam-se!"

Erick Corvo - advogado - 7/3/2005

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