terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Crítica

de 6/3/2005 a 12/3/2005

"É revoltante que a OAB de São Paulo assuma o patrocínio dos interesses dos "grandes credores do Município", postulando que os contratos sejam honrados pela Prefeitura. A Ordem não pode advogar e muito menos deve emprestar o seu prestígio, a sua capacidade, os argumentos jurídicos do seus integrantes à defesa de interesses patrimoniais de pessoas jurídicas que prestam serviços em troca de elevados lucros e, ainda, financiam campanhas de candidatos a prefeitos, vereadores, deputados, presidentes etc. A participação dessas empresas na vida política revela que possuem não só condições de ouvir o seu próprio corpo jurídico, mas também têm meios de pressionar o Poder Público por outros canais. Custa crer que a OAB que se cala diante da dramática situação da Justiça, mormente em São Paulo, que se distancia do advogado em reivindicações por melhores condições de trabalho, que não luta pela criação da Defensoria Pública em São Paulo, afastando-se dos necessitados, postule para os grandes empresários, deixando de seguir um ideário de defesa dos fracos e oprimidos. Mais chocante é, ainda, a orientação que dá aos empresários, segundo o Estadão de hoje, para que não procurem a Justiça, ou seja, não consultem um advogado! O tempora, o mores!"

Clito Fornaciari Júnior - escritório Clito Fornaciari Júnior - Advocacia - 6/3/2005

"O colega Clito Fornaciari diz-se revoltado com o fato de a "AB de São Paulo", naturalmente representada na figura do seu Presidente Luiz Flávio Borges D'Urso, postular que – referindo-se a "grandes credores do Município" - "os contratos sejam honrados". Afirmou que a OAB só deve voltar-se para "...defesa dos fracos e oprimidos.". Respeito muito o Dr. Clito, mas neste caso ele não tem razão. Primeiro porque não é verdade que a OAB/SP "...se cala diante da dramática situação da Justiça,..."Aliás, não vi o referido esmigalhado (aliás, “revoltado”) colega nos palanques quando enfrentamos a nefasta greve do Judiciário passada. Não o vejo nas tribunas – que estão franqueadas a qualquer um, expondo suas propostas para "...melhores condições de trabalho,..." aos advogados. Assim, parece que a “revolta” do prezado colega é ainda reflexo de sua derrota nas urnas, quando, no pleito passado, para o Presidente atual da OAB/SP. Ora colega, vamos deixar de lado as diferenças de trabalhar em conjunto! Pare de “buscar pelo em ovo” só porque o Presidente D'Urso ganhou as eleições, e agora é seu Presidente também. Venha somar, não dividir. Traga suas sugestões e grande inteligência para serem aproveitadas em prol da classe, mas saiba que as grandes questões, assim como as pequenas, devem ser enfrentadas, sim, pela OAB/SP. Muito embora eu não tenha procuração para falar pelo Presidente D'Urso, o fato é que ele tem dirigido os destinos da classe cumprindo o ideário traçado nas suas promessas de campanha, e que foram aprovadas nas urnas! Um forte abraço."

Aluísio de Fátima Nobre de Jesus – Vice-presidente da 18ª Subsecção (Taubaté) da OAB/SP (gestão 2004-2006) - 7/3/2005

"Conhecendo a trajetória profissional do migalheiro Clito Fornaciari, em quem votei nas últimas eleições, e com quem partilho do mesmo entendimento a respeito da postura indevida da OAB paulista no patrocínio de interesses de empresas, ainda que credoras do governo municipal, sinto-me ofendida com os comentários deselegantes feitos pelo Dr. Aluísio de Fátima, nobre advogado de Taubaté. Aliás, deveria ele ter presente que perder eleição nos retira o direito à crítica. E a propósito, não vejo tantos méritos na atuação da OAB para o fim da última greve do Judiciário, sobretudo porque tardou demais a tomada de providências, sendo certo que o caminho escolhido acabou por exacerbar o já difícil relacionamento dos advogados com os descontentes funcionários."

Léia Silveira Beraldo - 8/3/2005

"A respeito da crítica de Clito Fornaciari Júnior, sobre o fato de a OAB assumir o patrocínio dos grandes credores do Município, concordo em gênero, número e grau. Trata-se de evidente desvio de finalidade. Cabe à OAB patrocinar os interesses dos advogados, quanto à dramática situação da justiça em São Paulo e no País, patrocinando, isso sim, os interesses dos advogados, principalmente quanto às condições de trabalho que enfrentam. Esse reiterado interesse da OAB por assuntos outros, com mais holofotes, não só deserve os advogados como a afasta de suas principais obrigações."

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Patentes e Marcas Ltda - 11/3/2005

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