sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Sem graça

de 14/3/2010 a 20/3/2010

"O relator deste acórdão nos deu uma aula de sabedoria, cultura, e inteligência (Migalhas 2.346 - 16/3/10 - "Sem graça" - clique aqui). Necessidade que se faz urgente em muitas decisões que eclodem em tantos pontos do país. Não se trata, obviamente, de negar vigência aos institutos de direito que norteiam a difícil tarefa de julgar, mas sim de aprofundar as questões, retirar a casca e ver o que há no interior de cada caso. Parabéns, a 8ª Câmara Cível do TJ/PR, e em especial ao Desembargador Relator, pela magistral lição, que não ofuscou o direito (exaltou-o com profícua cultura) e trouxe o cerne de tantas 'posturas idiotizadas' que assolam a vida nacional."

Donizete Cruz - escritório Duarte e Freire Advocacia, Ituverava/SP - 16/3/2010

"Parabéns! Há muito tempo não lia nada tão inteligente, abrangente e com uma visão tão ampla da realidade, sem o 'carimbo viscoso' da hipocrisia social e sem o medo que o obrigaria a esconder-se atrás da opinião da maioria menos inteligente (Migalhas 2.346 - 16/3/10 - "Sem graça" - clique aqui). O juiz demonstrou sensibilidade, conhecimento amplo e muita coragem. Fico muito feliz e gostaria que a objetividade e clareza da fundamentação deste Juiz, servisse de parâmetro para os demais, principalmente para aqueles que estão iniciando na função e ainda se julgam acima da própria verdade. Uma verdadeira aula de Justiça, Direito e Cidadania."

José Humberto Canton Itri - 16/3/2010

"Aqui no interior tem um ditado muito famoso: 'água corre pro mar'. Entre os miseráveis e a famosa Rede Globo, quem ganharia na justiça (Migalhas 2.346 - 16/3/10 - "Sem graça" - clique aqui)? A rede globo é que dá as cartas nesse país de alienados."

Rafaneli Andrade - 16/3/2010

"Foi disponibilizado por meio do Migalhas 2.346 o Acórdão de lavra do V.Exa., proferido na Apelação que a DEFIPAR moveu em face da TV Globo Limitada, o qual, ao meu ver, é simplesmente uma aula sobre o Papel do Poder Judiciário e Liberdade de Expressão (16/3/10 - "Sem graça" - clique aqui). Isso sem contar na forma como o Dr. tratou de um tema que dificilmente conseguimos mencionar até mesmo nos ambientes mais liberais, a cansativa obrigação de ser sempre politicamente correto. Parabéns pela coragem ao proferir o voto e obrigado pela brilhante aula. Atenciosamente,"

Divaldo Antonelli Neto Advogado - OAB/SP 237.212 - 17/3/2010

"O voto do i. relator mais parece um daqueles spams que recebemos em nossas caixas de e-mail, com recortes de textos engraçadinhos ou indignados, via de regra apócrifos (embora, no acórdão, não seja esse o caso) tirados da internet (Migalhas 2.346 - 16/3/10 - "Sem graça" - clique aqui). Parece-me que o Relator mediu os outros pelas suas próprias condutas. Se o insigne magistrado não vê restrições em rir de si mesmo, não pode impor tamanha boa vontade a todos os outros - principalmente quando age não em nome próprio, mas como membro do aparato jurisdicional do Estado. Eu até posso achar razoável rir de mim mesmo, mas daí a aceitar que ninguém pode reclamar se sentir ofendido pelo fato de ter sido transformado em motivo de chacota, são outros 500. Não li as razões do apelante, e nem as do apelado. Me espanta apenas que um Magistrado profira uma decisão, no exercício da atividade jurisdicional do Estado, fundamentando a negativa da pretensão do Autor por que ele, o Magistrado, não acha ofensivo rir de suas características físicas. Talvez assim entenda porque a maioria dos casos de obesidade - meu caso - advém da nossa própria conduta, e uma forma de escapar da culpa que sentimos por sermos assim seja justamente 'tirar sarro' de nós mesmos. Certamente, não é o que se passa com aquele que sofre de alguma deficiência física ou mental congênita - este não tem a menor culpa por sua situação, o mesmo ocorrendo com aquele que é envolvido, por exemplo, em um acidente de carro e perde o movimento, por exemplo, das pernas. Meia dúzia de frases de efeito não substituem um bom argumento jurídico. É um novo tipo de decisão: não se citou um único precedente jurisprudencial, nem um mísero doutrinador. Foram citados alguns humoristas (em vez de fulano de tal, em sua obra Curso de ..., lemos um Danillo Gentili, em seu Twitter), um amigo do magistrado, e discutíveis argumentos trazidos de um jornal de qualidade editorial duvidosa. O que mais podemos esperar? Novamente, não questiono o mérito da matéria sobre a qual versou a demanda. Somente os fundamentos que sustentam a tão comemorada decisão."

João Luiz M. de Mello - 17/3/2010

"Alvíssaras, alvíssaras! Finalmente aparece no Migalhas uma outra voz flagelando essa suprema estultice, apoteose da mediocridade e da ignorância enfatuada, o 'politicamente correto."

Alexandre de Macedo Marques - 18/3/2010

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