Treineiros

9/3/2005
Paulo Roberto Iotti Vecchiatti

"Aparentemente encerrada a discussão acerca dos "treineiros" ante o posicionamento do presidente da OAB paulista exposto em Migalhas 1.121 7/3/05, talvez fossem desnecessários estes comentários. Mas mesmo assim, gostaria de consignar dois pontos: primeiro, pelo que entendo, correto o posicionamento exposto em "Migalhas 1.118 - 2/3/05" no sentido de que está hoje vedada a participação de "treineiros" nas provas da OAB, ante o art. 2º do Provimento 81/96, que estabelece normas e diretrizes para o Exame de Ordem, estabelecer que apenas bacharéis podem participar do Exame de Ordem. Certa ou errada/justa ou injusta, essa é a norma hoje vigente. Todavia, gostaria de entender o motivo de toda essa indignação que existe por parte por  parte dos nobres migalheiros sobre a possibilidade da participação dos "treineiros" no Exame de Ordem, independente da citada proibição. Como vários disseram, as provas podem ser baixadas pela internet, onde o "treino" pode ser feito de uma forma ou de outra (assim, a "tecnização" do estudante no Exame de Ordem, como foi apontado em Migalhas 1.119 – 3/3/05, pode ser feita de qualquer forma). Assim, qual o problema de alguém querer fazer um "treino prático", fazendo a prova juntamente com os bacharéis que fazem a prova "pra valer", como se formado fosse? Em que os bacharéis serão prejudicados com a participação de "treineiros" no Exame de Ordem? Será então que não devem ser revistos os conceitos e se proibir a participação de "treineiros" nos vestibulares também? (pois nestes as provas passadas também encontram-se disponíveis, pelo menos em "cursinhos") A meu ver, o nível de uma prova não baixa pelo fato de se possibilitar a participação de "treineiros", é só ver o caso do vestibular da Fuvest. Se o aluno não tiver se preparado devidamente para o Exame da Ordem, ele pode fazer quantas provas quiser como "treineiro" que não vai passar nunca na OAB."

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