segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Caso Isabella

de 21/3/2010 a 27/3/2010

"Não será nenhuma surpresa se o competentíssimo promotor Dr. Cembranelli encerrar o caso apresentando uma inesperada prova incontroversa. Desde o princípio ele fez transparecer subliminarmente uma certeza absoluta quanto à condenação do casal. Havendo justiça, a pena deverá ser a máxima possível - no mínimo, pela tamanha atrocidade do crime."

Conrado de Paulo - 22/3/2010

"E se a defesa usar como testemunha o pedreiro desaparecido desde seu segundo depoimento, e que reapareceria para negar o desmentido de que teria visto alguém entrar no prédio no dia do homicídio?! Seria um trunfo que abalaria o júri."

Iracema Palombello - 22/3/2010

"Para reflexão:-Todo cidadão tem direito a julgamento. A pena de morte inexiste em nosso Código Penal. Isabella foi julgada? Quem decretou a sua pena de morte?"

Maria Luiza Bonini - 22/3/2010

"Não podemos esquecer que a primeira autoridade a chegar ao local do crime foi um Sargento pedófilo que suicidaria 3 dias após o evento. Ele pode sim ter mudado algo na cena do crime pesando 'estar ajudando alguém do seu submundo'."

Jose Roberto Amorim - 23/3/2010

"Muito bem lembrado sobre o sargento pedófilo, e, ainda, destaco que o caso já está há muito tempo sentenciado, pela mídia."

Luiz Bellotti Gimenez - 23/3/2010

"Tenho pena de Isabella

De precoce sofrimento

Vou rezar pro Papa Bento

Se meter no céu por ela

Que já é u'a nova estrela

A brilhar no firmamento

E terá no céu assento

E na terra eterna história

Não importa a triste glória

Dos que estão em julgamento."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 23/3/2010

"Sr. diretor, eu temo e muito por esse julgamento. Eu não quereria ser jurado. Aliás, continuo a achar que não deveriam ser jurados os que os julgassem e, na pior das hipóteses, se fossem, fossem como nos States: unanimidade para condenar. Por enquanto, só ouvi palpites, até do Promotor que, para mim, em face de sua disposição de dar opinião à imprensa, deveria ser afastado. Quanto à imprensa faz-me lembrar sempre da Escola Base: não deveria opinar. E quanto àqueles que lá vão sem serem nem jurados nem testemunhas eu trataria a jatos d'água 'data venia', principalmente porque vaiaram o pai do réu. Não tem sentido essa paixão Deveriam ser neutros não escolherem um lado. Bem, nessa hora, pena que não existe a Justiça de Deus, porque a humana é caótica, não é confiável. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299 - 23/3/2010

"Sobre o caso Nardoni é triste o papel da imprensa, que ao invés de informar, está fazendo um espetáculo circense, desrespeitando a pequena e infeliz Isabella, que quer descansar em paz, e condenando os réus antes do veredicto final (Migalhas 2.351 - 23/3/10 - "Sociedade espetáculo"). Uma repórter da Vênus Prateada deu o seguinte furo: a avó de Isabella está com um terço na mão e uma rosa branca na outra. E daí? Isto é noticia para um Jornal? Estão irradiando - como os antigos locutores de rádio, transmitindo o futebol, sem saber o que está acontecendo no salão do Júri. Agora será ouvida a testemunha tal e depois fulano, mas o promotor não deu sua qualificação... vamos ouvir, agora, o Dr. Sicrano, mestre em psicologia forense que vai dar sua impressão sobre... voltaremos em instantes. A injustiça pode ser feita, por culpa da mídia televisiva, aliás culpada de outras tantas injustiças. Valha-me Deus. E ainda, acabaram com a obrigatoriedade do diploma de jornalista."

Ademir Ribeiro de Andrade - 23/3/2010

"Certa feita, fui nomeado advogado dativo já em cima do dia do júri. Sendo assim, somente vi o réu no dia do julgamento. O réu já tinha um histórico de crimes e tinha cara de bandido. As vítimas eram um rapaz de dezesseis anos e o seu irmão de oito anos, cadeirante. Tratava-se de homicídio tentado, qualificado pelo motivo torpe e pelo meio que impossibilitava a defesa das vítimas. A polícia produziu todas as provas de que o acusado teria cometido o crime. Eu mesmo, antes e depois de conversar com o réu, tinha a certeza de que ele cometera a tentativa de homicídio. Deu-se o insólito: ao sair da conversa, bastante irritado porque o réu não confessava um crime evidente, dei de cara com a sua mãe. Aquela senhora me apresentou uma menina, novinha – pouco mais de doze anos – que teria visto todos os fatos. E a menina me contou que, na realidade fora armação: a família dos meninos brigara com o réu que quebrara, porque quisera, um parabrisa de um veículo. O parabrisa fora quebrado depois de as 'vítimas' insultarem o réu. Assim, todos os acusaram de homicídio. Aquele rapaz teve tripla sorte: o Juiz era justo, o promotor estava interessado na verdade e não na acusação, como parece no caso Nardoni e a menina foi admitida para depor, mesmo depois de transcorrido o prazo para arrolar as testemunhas, posto que o promotor concordou em ouvir. Foi absolvido, não sem antes aquele promotor de justiça ameaçar aqueles 'pestinhas' com internação no reformatório, uma vez que cometeram ato infracional. O Promotor era de Justiça; o Juiz era julgador; não eram apresentadores de televisão e nem repórteres. No caso Nardoni, existem muitos absurdos. Não dá para se ter certeza do que está acontecendo. O Ministério Publico de São Paulo e o Judiciário (e a Polícia Civil paulista) são pródigos em resolver casos para a mídia. Por exemplo, o caso do Bar Bodega – Juiz, promotor e polícia, juntos na tortura, eis que a polícia torturou e o MP e o Juiz convalidaram. Depois se verificou que os autores eram outras pessoas, mais o estrago já estava feito. Esse fato está relatado em livro, cujo título é: Bar Bodega, um crime de imprensa... Outro caso em São Paulo é o da Escola de Base – no qual a polícia acusou os proprietários de pedofilia e estragou a vida deles. O Judiciário, O Ministério Público e a Polícia de São Paulo são 'ratos' de televisão. Isto não é bom. Tenho muito medo de se estar cometendo uma enorme injustiça. O Julgamento é para a mídia. O próprio Promotor admitiu não existir prova direta. O promotor desse caso sempre buscou a mídia. É horrível, mas pode ser que, pela ineficácia e pela vaidade da autoridades, nunca o culpado seja preso e pode ser que inocentes padeçam para o resto da vida. É melhor um culpado solto do que inocente preso. Cuidado cidadãos: o desequilíbrio das instituições é ameaça ao Estado Democrático de Direito e a vaidade do MP, incondizente com a Ordem Constitucional e com os direitos básicos da pessoa humana. Pode ser que os criminosos, nesse caso, sejam os Nardoni. Pode ser que não, que sejam o Juiz, o Promotor e o Delegado que podem estar, pelo excesso de confiança, pela irresponsabilidade e pela cegueira da vaidade, arrastando inocentes à prisão, fundados em argumentos circunstanciais e na utilização da dor da infeliz mãe da saudosa menina. Cuidado ao expor as opiniões, pois, amanhã talvez sejamos nós as vítimas desses algozes que se utilizam do Estado para agir."

Samuel Santos - 24/3/2010

"Meu Deus! Afaste este cálice (mídia) de mim. A 'próxima vítima' desta, será a família do Glauco."

Luiza Resende - 25/3/2010

"Caríssimo diretor, os romanos, como sempre, estavam certos: 'Pani et Circensis!' ou, traduzindo em 'lulês', bolsa família e Big Brother Brasil. Além dos promotores, juízes e desembargadores aposentados, havia também advogados dando 'pitaco' na TV. A turba ignara adora. Seria melhor se pudessem linchar os acusados e todo o pessoal da defesa junto, com transmissão ao vivo e a cores! Pena que ainda exista Judiciário! Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Advogados têm parte com o demo, até a hora que você precisa deles! Cadê a OAB, que anda mais preocupada em promover ações (vide caso Arruda) do que zelar pelo direito de defesa e pelos advogados? Santo Ivo nos proteja!"

Batuira Rogerio Meneghesso Lino - OAB/SP 28.822 - 25/3/2010

"Ínclitos, Doutos e Vantajosos responsáveis pelo querido Migalhas. Há alguns anos tive a felicidade de descobrir vocês e de lá para cá, me acostumei a iniciar o dia, seja ele profissional ou não, lendo os ensinamentos, notícias e fatos para nós enviados diariamente. Já fui agraciado com um magnífico exemplar de Migalhas de Machado de Assis, que fica em minha cabeceira para meu deleite antes de adormecer, e hoje torno a ser agraciado com uma bela mensagem dessa Redação pela passagem de meu aniversário. Faz tempo que estou para me dirigir a vocês buscando enviar uma crítica construtiva, acrescida do mais justo e perfeito agradecimento pela forma que nos situam diária e gratuitamente no meio que escolhemos para a labuta e sustento. Ao desfrutar-me com a edição do Migalhas 2.352, deparei-me com comentários do caso Isabella que realmente cansa a qualquer mortal pela excessiva exploração da mídia, e no mesmo momento lembrei-me de ter assistido nos noticiários televisivos matutinos, populares vaiando o advogado do casal Nardoni, se não me engano Dr. Pandoval, quando o mesmo adentrava no Fórum onde ocorre o julgamento. Fiquei estarrecido com o episódio, pois, sou criminalista e um dos trabalhos que mais desenvolvo é no Tribunal do Júri e assim sendo, não podia me furtar em comentar o episódio e o faço lembrando que respondendo à consulta de um criminalista que indagava se devia aceitar o patrocínio da defesa de um adversário político, acusado de homicídio, escreveu Ruy Barbosa uma carta magistral, onde sustentou que: 'Ante a deontologia forense não há acusado, embora o fulmine a mais terrível das acusações, e as provas o acabrunhem, que incorra no anátema de indigno de defesa'. Quanto ao defensor, dispõe o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, em seu artigo 31 § 2º, que: 'Nenhum receio de desagradar a juiz ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão'. Ainda hoje, entretanto, há quem não entenda por que os advogados assumem, sem constrangimento, a defesa de acusados que a opinião pública já condenou antecipadamente. O criminalista, todavia, não pode preocupar-se com a sociedade, porque só tem deveres para com seus patrocinados. Do contrário, a defesa criminal só seria admissível quando os interesses do réu não colidissem com os da comuna, e isto só ocorre quando ele é inocente. Nada podendo esperar da coletividade, porque com ela se acha, como representante dos réus, em conflito permanente, não deve o criminalista afligir-se com o que dele pensem, nem temer a impopularidade. Se agir de outro modo, estará servindo a dois senhores e sacrificará forçosamente um em favor do outro. Se o criminalista necessitar de motivação filosófica, bastará lembrar-se de que, segundo Hegel, toda sociedade é a síntese de seus próprios antagonismos. Quem a afronta concorre para aperfeiçoá-la. Como arguiu Lachaud em sua célebre defesa de Tropmann, abominável facínora que trucidara uma família inteira (o casal, um adolescente de dezesseis anos, e quatro meninos, o mais velho de treze e uma criancinha de dois), os que não compreendem as obrigações da defesa 'confundem, em sua generosa indignação, a vingança e a cólera com a justiça'. Não percebem que 'abrasados nessa paixão ardente e excitados de comiseração para com tantas vítimas, acabam por querer que se deixe consumar um crime social, de todos o mais perigoso, o sacrifício da lei'. O mesmo ocorre na deontologia médica, onde também não há enfermo indigno de tratamento. Ninguém ousaria censurar um médico que socorresse, com sua ciência, o pior dos criminosos. Não é função do médico, nem do advogado, facilitar a eliminação dos inimigos públicos. Assim como pode qualquer criminoso chamar um médico para livrá-lo da doença, sem que este tenha o direito de eximir-se porque a vida do paciente seja nociva à sociedade, pode também o delinqüente chamar um criminalista para livrá-lo da pena, sem que a este seja lícito esquivar-se a pretexto de constituir um risco social a liberdade daquele que o chamou. Para o criminalista não há culpado nem inocente. Apenas alguém que caiu ou está prestes a cair nas malhas da justiça. O advogado que julga o réu, usurpa as atribuições do juiz e do tribunal. Evidencia alarmante ignorância de sua missão e estorva a dialética, revertendo o sistema racional de indagação da verdade, onde a acusação é a tese, a defesa a antítese e o juízo a síntese. O criminalista não tem direito de sentir aversão alguma pelo acusado, seja qual for o crime por ele cometido. O repúdio à causa em razão exclusiva da gravidade do delito é prova de cegueira jurídica, pusilanimidade e hipocrisia. Porque os sãos não precisam de médico e sim os doentes, Jesus não veio cuidar de justos e sim de pecadores. Simples cireneu, o criminalista apenas ajuda o acusado a carregar a sua cruz. Se o médico não pode, sequer na véspera da execução, recusar tratamento ao condenado à pena de morte, não pode também o advogado, a pretexto algum, descumprir sua missão. O defensor é a voz do acusado. A ele cumpre fazer o que o próprio réu faria, se estivesse habilitado a defender-se. E quanto mais grave for o crime – disse Ruy – mais necessita o acusado de assistência e defesa. A recusa de patrocínio em razão da natureza do crime ou da confissão recebida em confiança constitui imperdoável omissão de socorro. Ao criminalista não interessa a confissão do acusado, porque seu dever é defendê-lo em qualquer circunstância. Para tanto, basta-lhe indagar quais os fatos, documentos ou testemunhas que podem ser utilizados em sua defesa. Para assegurar justiça ao povo, o Estado não necessita do farisaísmo ou da omissão dos advogados. Muito menos ainda, da traição daqueles a quem os acusados confiaram seu destino. Polvo gigantesco, o Estado possui tentáculos poderosos, capazes de sugar dos réus até mesmo o ânimo de defesa, cabendo ao advogado, com dedicação e competência, auxiliar a justiça a manter o equilíbrio entre os pratos de sua balança. O último dos criminosos, como disse Ruy, tem o mais absoluto direito de que com ele se observe a lei. Portanto, ainda quando a condenação seja inevitável, há sempre o que fazer em defesa do acusado. Além de velar pela observância do devido processo legal, cabe ao advogado denunciar contrafações, impugnar o falso testemunho e as provas ilegalmente obtidas, bem como apurar e expor a eventual contribuição da vítima para o delito, e recorrer, quando a pena exceda os limites razoáveis. Consciente da indispensabilidade de sua função, uma vez que sem defensor não pode haver processo, o criminalista deve ignorar a opinião pública, mormente porque, hoje em dia, ela já não é pública e nem mesmo opinião. É apenas o que a mídia impinge. Esses foram os ensinamentos de meu maior mestre, com quem tive a honra de dividir a tribuna por diversas vezes, saudoso Dr. Vinícius, e que nesse momento, uso para fazer um desagravo ao brilhante advogado que atua na defesa do casal Nardoni. A vocês do Migalhas, meus mais sinceros agradecimentos por tudo, ou seja, pelos ensinamentos, pelo conhecimento obtido através de seus periódicos e pela cortesia em lembrar-se de meu simples aniversário. Atenciosamente,"

Gilberto Ferreira Pereira - migalheiro Ferrenho - 25/3/2010

"Por que a mãe de Isabella

Tem que estar trancafiada

À espera da Justiça

Para ser acareada

Com esses frios suspeitos

Que podem tirar proveito

De uma mãe descontrolada?"

Zé Preá - 25/3/2010

"Resto de Babárie! O Tribunal do Júri é um resto de barbárie que já devia, há muito, ter sido abolida, ou então, para deixar a cena ainda mais hedionda que o delito, que tal voltar ao tempo da autotutela? Atirar aos leões em praça pública talvez pudesse, quiçá, satisfazer uma mínima parte do instinto de vingança que mora em cada membro de uma sociedade que, definitivamente, não tem condições de julgar os seus iguais. Talvez por isso, um dia, tenha nascido a função judiciária do Estado. Não devem se preocupar os que não conseguiram suas senhas, a nossa mais prestigiada novelista está lá... Segue o nosso apoio ao colega e o desejo de que encontre paz e tranquilidade para o fiel cumprimento de seu dever!"

Márcia Santos da Silva - avogada em Marília/SP - 26/3/2010

"Esse 'caso Isabella’ está tão focado pela mídia que em qualquer lugar que vou (e mesmo que não vou, me chamam via msn) perguntam minha opinião, se penso que haverá ou não condenação do casal Nardoni! Isso porque nem criminalista eu sou! Independentemente do meu convencimento sobre o que conheço do caso, agora quem pergunta sou seu: O que a defesa pode fazer para absolver o casal se a mídia já embutiu na cabeça de todos a culpa dos réus desde o acontecimento dos fatos? Será mesmo que os jurados já não chegaram influenciados?"

Célia R. Sala - 26/3/2010

"'Sempre fui contrário à instituição do júri, essa velharia britânica, transposta ao Brasil em razão de seu caráter de imitação. Palco de teatro de vaidades (veja a respeito a notícia "Casagrande, Arnaldo Cesar Coelho, Galvão Bueno...")  e de impunidades, de altíssimo custo, de demorada execução. O latrocínio, crime mais grave, é julgado pelo juízo monocrático. o tribunal do júri é mais um engodo enfiado goela abaixo desse povo que, há muito, vem sendo enganado pelos ladinos de sempre! Que o diabo carregue essa obsoleta instituição!"

José Geraldo Braga da Rocha - 26/3/2010

"Colegas, meus cordiais cumprimentos sobre os comentários do "Direito de Defesa" (Migalhas 2.353 - 25/3/10), na pessoa do advogado do casal Nardoni, Dr. Roberto Podval. Vivemos num país que se diz 'estado democrático de direito', mas infelizmente, de democrático mesmo para os hipócritas brasileiros é assistir aos telejornais sensacionalistas convidando 'celebridades' para comentar sobre o caso taxando vergonhosamente os acusados como culpados. Mas a culpa é de quem? Da OAB que não se manifesta na defesa dos advogados de defesa? Ou, culpa dos 'estilosos advogados' criminalistas que se apresentam nos mesmo telejornais e que não defendem a própria classe? Longe de achar que 'penso' que o casal não seja culpado, mas estender essa culpa ao douto advogado de defesa e taxá-lo como se bandido também fosse, já é pedir de mais. Advogado de defesa, de crime, de bandido, de assassino... também é gente, de corpo e alma! Os demagogos esquecem que o que se defende em plenário são as pessoas, os acusados e não o crime propriamente dito. Grande abraço,"

Orlando Knop Júnior – advogado, Blumenau/SC - 26/3/2010

"Só tristeza e lamento

Nos noticiários da vida,

Tragédia humana sentida,

Lágrimas e sofrimento,

É duro ver o andamento

Do caso que se apresenta,

Morte trágica, violenta,

Vítima pequena, indefesa,

A vingança diz ter certeza,

A dúvida me atormenta."

Mano Meira - Carazinho/RS - 26/3/2010

"Prezados senhores, cumprimento-os por seus comentários acerca do julgamento do chamado caso Isabella (Migalhas 2.353 - 25/3/10 - "Casagrande, Arnaldo Cesar Coelho, Galvão Bueno..."). Faz lembrar a disputa de populares,  na revolução francesa, pelos primeiros lugares diante do cadafalso para  assistirem de perto  às decapitações e  colherem sangue dos executados, ao se espalhar a informação de que este  curava epilepsia. Se não houver, por parte de pessoas sensatas e moralmente sadias, reação contra o papel  desempenhado pela mídia nesse episódio, vamos   caminhar da mediocridade, que já tomou conta do pais,  para o seu ensandecimento. Como diz Migalhas: Valha-Nos Deus!"

Cleone Heringer – OAB/ES 1.290, Vitória/ ES - 26/3/2010

"Será ético o comportamento de um advogado que já não sabe mais o que fazer para aparecer no caso do julgamento do casal Nardoni? Ele faz discursos que parecem ensaiados diante do espelho, nas câmeras de TV. Agora está twitando o julgamento, utilizando até secretária. A OAB o que achará do assunto? Isso é ética profissional? Dizem até que se trata de um ex-juiz, coisa inacreditável."

Antonio do Vale - 26/3/2010

"Oportuníssima a nota a propósito do papel do advogado na defesa de seu cliente, sem o qual, não é possível a tramitação do processo (Migalhas 2.354 - 26/3/10 - "Nota pública - Caso Isabella"). Importantíssima a ressalva feita no sentido de que o profissional não se confunde com seu cliente. A opinião pública precisa ter conhecimento dessas noções."

Elvira de Campos Liberatori - 26/3/2010

"O brasileiro, desacostumado com o exercício da cidadania, impõe sua fúria contra quem exerce a mais nobre das profissões, o advogado (Migalhas 2.354 - 26/3/10 - "Direito de defesa" - clique aqui)."

Eugenio Vago - 26/3/2010

"Sr. Editor, falo do caso da menina Isabela Nardoni, hoje em fase de decisão no Tribunal do Júri de São Paulo. Achei perfeita a manifestação da OAB nacional e paulista na defesa da atuação dos advogados contratados pelos acusados. Em tese, é indiscutível a posição da nossa entidade de classe. De fato, é indispensável um defensor dos réus para que não se fira o direito ao devido processo legal. Mas o que eu estranho e muita gente também estranha é a atitude de certos colegas que se empenham desmedidamente na defesa de questões indefensáveis. Por exemplo, desmentir fatos comprovados nos autos, dizer que é isto quando todos sabem que é aquilo... Isso é mentir e, para mim, está errado. O defensor pode defender sem mentir, apenas colocando em dúvida a verdade e deixando para o juiz a decisão. Enfim, está faltando um pouco de bom senso em muitos casos. Não sei se neste também..."

José Fernandes da Silva - OAB/SP 62.327 - 26/3/2010

"É impressionante como a mentalidade do leigo é conduzida ao bel prazer da mídia. O estardalhaço incontinenti das entrevistas, reportagens e manifestações do caso Nardoni é tão preocupante que chega a induzir a existência de um pre julgamento, e o que é pior, de condenação  (Migalhas 2.354 - 26/3/10 - "Direito de defesa" - clique aqui). Todas as lutas do povo na busca da liberdade, do estado democrático de Direito, do devido processo legal, estão pelo próprio povo sendo deixados de lado num incrível retrocesso. Tenho medo porque poderá ser, apenas, a ponta de um iceberg demonstrando desconfiança do sistema o que, com o devido respeito não procede. O Brasil é detentor de uma Justiça exemplar. É preciso confiar."

Eduardo Pereira da Silva - 26/3/2010

"Tenho comigo o seguinte : diante do quadro que se apresenta, ao sabor de uma mídia sensacionalista e cruel e de um público ignaro o ilustre colega não deveria se expor tanto para não sofrer tais constrangimentos (Migalhas 2.354 - 26/3/10 - "Direito de defesa" - clique aqui)."

Oclecio de Assis Garrucho - 26/3/2010

"Senhores, posso entender a indignação da OAB/SP/RJ etc., mas tenho que lembrar que o advogado do casal não foi agredido por defendê-los, mas sim pela vingança sórdida de prender a mãe de Isabella, por 5 dias, nas condições que se encontra, sem nenhuma culpa e tendo certeza - como nós - que não teria coragem de acareação - como não teve -, pois seria um tiro no próprio pé. Esta 'sordidez' e a arrogância dele, foram os geradores dos 'impulsos emocionais' e não o fato de ser advogado de defesa do casal."

Nicanor de Freitas Filho - 26/3/2010

"Sr. diretor, lamentável, sob todos os aspectos o julgamento dos réus, quanto ao acompanhamento do público. Provou não ter educação nem cívica nem social; ademais, deveriam saber que os julgados não eram tão somente os réus; mas pessoas inocentes, tais como principalmente os filhos deles que sofrerão durante décadas, todas suas vidas que não participaram absolutamente da morte de Isabela. A condenação dos réus deveria ser sob silêncio absoluto, constrangimento, não com a soltura de fogos de artifício, e palmas, e demonstração de compaixão, não o ódio que expressaram até para o advogado de defesa, que tão somente cumpriu seu dever. Enfim, o brasileiro não está preparado absolutamente para julgamentos desse jaez, principalmente sendo feito sob a pressão da imprensa, a cupidez dela à procura de tragédias, para se projetar; e por Tribunal de Júri, que pode tê-los condenado por 4 a 3 votos, quando deveriam ser no mínimo onze e condená-los por unanimidade, como é nos Estados Unidos. Bem, não é à toa que estamos no dito terceiro Mundo, quiçá o 4º, ou o último. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299 - 27/3/2010

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