quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Nossos políticos

de 6/3/2005 a 12/3/2005

"Nestes tempos de "Severinos" e de incontinência verbal do despreparado presidente da república, faltava-nos flagrar a advocacia administrativa praticada pelos políticos, Ministros Nelson Jobim e Edson Vidigal. Com a orientação para reajuste dos deputados dada ao presidente da Câmara pelo primeiro, e a intermediação em benefício dos interesses da Varig feita pelo segundo, agora não falta mais. Só não se pode dizer que em matéria de Ética e Moral o País chegou no fundo do poço porque no horizonte das próximas eleições já se pode avistar, sem concorrentes, o capelo do sociólogo das "privatarias". Não temos terremotos, nem tsunamis ainda, o que não é nenhuma bênção porque, pensando na miséria que campeia por este Brasilzão, com tantas mortes por desnutrição, falta de assistência médica e falta absoluta de segurança, chega-se à conclusão de que nossos políticos são bem mais devastadores."

Léia Silveira Beraldo - advogada em São Paulo - 7/3/2005

"Nelson Jobim, o presidente do Supremo Tribunal Federal, que já havia atropelado a Constituição, votando a favor da taxação dos servidores inativos, desrespeitando frontalmente a cláusula pétrea do direito adquirido, pisou na bola pela segunda vez, no caso da tentativa de majoração de salários dos deputados. Seus esforços para elevar os vencimentos dos membros de sua instituição chegaram a arranhar profundamente a autoridade exigida para o exercício de presidente do STF. Meteu-se nas articulações de Severino, percebendo a chance de estabelecer uma espúria aliança corporativista da alta Corte da Justiça com o baixo clero do Legislativo. Jobim não se intimidou em propor que o aumento fosse sancionado sem o voto da Câmara e do Senado, por meio de um golpe administrativo das Mesas das duas Casas. Isso lá é papel de presidente do Supremo Tribunal Federal?"

Conrado de Paulo - 7/3/2005

"Até tu, Nelsus?"

Vanderlei R Silva - 7/3/2005

"De Jean-François Revel: "Quanto maior é o papel do Estado, maiores são as oportunidades de corrupção" ("in" O Estado de São Paulo de 17/8/1986)."

Pedro Luis Carvalho de Campos Vergueiro - 7/3/2005

"Com a notícia intitulada Regras no informativo Migalhas 1.119 (3/3/05) de ontem no qual se relata a postura do Min. Nelson Jobim, vê-se claramente que o modo de ingresso naquela Eg. Corte tem que mudar. Ou alguém tem dúvida que depois de nomear quatro Ministros, o Presidente Lula vai ser condenado pelo crime de Responsabilidade por ter mandado um alto funcionário do Governo omitir atos de corrupções do Governo FHC?"

Hendrikus Simões Garcia - 7/3/2005

"Rima pra Jobim e Vidigal

Você pode me dizer
A rima pra Vidigal?
Irei perguntar pro Lula
Se eu disser, eu fico mal
E se for para o Jobim
A rima será tão ruim?
Me atrevo não, pessoal!"

Zé Preá - 7/3/2005

"Uma vez mais um ministro do Supremo Tribunal decide por distorcidos critérios políticos utilizando o "pântano enganoso das palavras" para justificar a mãozinha marota ao amigo "companheiro". Quando  isso acontece - e, cada vez mais, freqüentemente - recordo-me da sensação de horror que se apossava das gentes quando o Judiciário Soviético "inventava" sentenças e pareceres de absoluto desdém ao Direito,  em exercícios de distorcido raciocínio jurídico para agradar aos detentores do poder. Primeiro foram os procuradores agindo como  comissários políticos. Agora, o Supremo decidindo com critérios partidários, repetidamente. Um Presidente da República cujo perfil foi magistralmente descrito pelo Daniel Piza, no Estadão, "24 discursos por mês, quase sempre crivados de leviandades, megalomanias e erros gramaticais." Um governo que é um imenso convescote entre  comparsas. Uma grande farra de gozadores querendo reinventar a roda entre churrascos,  peladas, uns tragos e  pagodes. Aonde vamos chegar? Ou, melhor, aonde quer chegar uma sociedade que a tudo assiste bovinamente impassível?"

Alexandre de Macedo Marques - 9/3/2005

"O ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do pedido de interpelação, autuado como Petição (PET 3349), feito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro entendeu que não haveria no discurso proferido pelo presidente, no Espírito Santo, ofensas equívocas ou ambíguas que pudessem estar endereçadas ao PSDB. Pertence também observou que o partido não poderia ser parte legítima para propor uma ação penal por crime contra a honra do ex-Presidente.(Migalhas 1.122 - 8/3/05 - "Legitimidade ativa")

Até as crianças sabem disso. Ignorância ou má-fé de quem representou o partido?"

Adauto Suannes - 9/3/2005

"Mui humildemente, um singelo lembrete e adendo à "agudeza" jurídica do ilustre migalheiro Adauto Suannes frente à "escapada" do Dr. Pertence: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa." Ou como dizia um colega francês, em mau castelhano: 'quando usted quiere a matar su perro dice que él tiene rabia'."

Alexandre de Macedo Marques - 10/3/2005

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