quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 28/3/2010 a 3/4/2010

"A cada edição do Migalhas avoluma-se em meu espírito uma dúvida e/ou curiosidade. Estará o Conselheiro Acácio dando expediente na redação, escrevendo algumas notas politicamente corretas, cada vez mais frequentes nas 'páginas' do preclaro rotativo? Confesso que às vezes fico em dúvida e atribuo ao Barão de Itararé as estranhas tiradas."

Alexandre de Macedo Marques - 29/3/2010

"Aquariano, logo existo! Outro dia eu estava bem sentado no meu planeta natal-Aquarius, quando de repente comecei a pensar, ora, enquanto estava pensando, descobri que em Aquarius não se pensa, logo o pensar não existe, diante desta situação vexatória, passei do chip dos humanos para o dos aquarianos, foi um impacto muito forte, pois, a partir do momento do transplante todo pensamento sumiu, o chip aquariano é tão somente uma gravação que remonta a Big Bang, o tempo real não existe, um barulho ensurdecedor, são fatos ocorridos, tudo bem encaixado em uma sequência perfeita. - Quando a bateria que fornece energia parar – Como é que fica? - coloca-se uma nova, - Quando o chip pifar?- Coloca-se um novo. – O novo é atualizado?– Não, porque isto nunca acontece. Em Aquarius o tempo real não existe. Tudo é feito para a eternidade. Uma energia contínua que clona qualquer pensamento e coloca no arquivo da memória. - Nós somos como o sol a energia que consumimos é a mesma que produzimos, logo, matematicamente, o zero seria sempre o nosso referencial para o inicio, o meio ou o fim. Os humanos para existir, precisam pensar, e nós? - Nós precisamos apenas da matéria escura, sempre na matéria escura nós temos o formato, sem a matéria somos diluídos no espaço sideral, pois o nosso campo gravitacional é inverso ao que você conhece.

-E eu, finalmente, sou um terrestre ou um Aquariano? - O dois? - como assim? - você funciona na matéria clara e na escura.

-Existem outros que também são assim?

-Sem dúvida

-Alguma dúvida

-Todas

-Alguma certeza

-Nenhuma

-Mas é assim que a coisa funciona."

Luiz Domingos de Luna - 30/3/2010

"As limitações de construir em face ao meio ambiente. A propriedade é classificada como privada, quando pertencente a um individuo capaz de usá-la e fazer tudo aquilo que lhe provem dentro de seu limite de solo construído. Esse é verdadeiramente o direito de propriedade entabulado pelo nosso CC. Mas, como toda regra há exceções e neste caso encontramos várias maneiras criadas pela legislação que limitam o uso da propriedade. Ficou constatado que a propriedade deverá atingir a sua função social, como bem descrito pela nossa CF/88. Garantir a função social e dar a todo e qualquer individuo a dignidade de moradia, o pleno uso e fruição da propriedade. Assim a liberdade de construir de um vai até onde se inicia a liberdade do outro, já que vivemos em uma sociedade e nela devemos nos ambientar. Como então atingir a liberdade se temos regras administrativas, ambientais, civis e penais restringindo nossa liberdade de construção? É nesse ponto que defendemos a plena aplicação de regras com caráter repressivo e preventivo, pois tais normas visam a evolução social na medida em que impõe regras de construção, uso e ocupação do solo. Ora, se o homem deseja permanecer em sociedade, se tem o afectio societatis deve estar constantemente permeado de regras de conduta, atingindo sua propriedade a função social e o pleno e harmônico desenvolvimento social. É fácil constatar tais afirmações: devemos construir nossas residências, com o efetivo licenciamento expedido pelos órgãos municipais, seguindo as regras de loteamento de modo a não ferir o meio ambiente natural e artificial. Da mesma maneira devemos agir quando da construção de obras de grande impacto que será necessariamente precedida por um Estudo de Impacto Ambiental, se de qualquer maneira atingir de forma degradante o meio ambiente; a licença deverá ser concedida pelo respectivo ente público e deverá estar em área de zoneamento lícito, de modo a não atingir a qualidade de vida da população que a norteia. Está aí a conclusão de nosso empírico estudo onde constatamos que temos um direito fortíssimo de propriedade e de construir, mas esse direito não é absoluto, é barrado pelas regras impostas pelo Poder Público e reguladas por ele, pois se vivemos em sociedade e, principalmente em cidades, devemos respeitar os respectivos zoneamentos e normas, de modo a formarmos uma sociedade mais limpa, preocupada questões ambientais, com as regras primordiais de conduta e vizinhança e, principalmente, com a qualidade de vida de nossos semelhantes, afinal de contas, os recursos naturais são finitos e sem eles o homem é incapaz de sobreviver. Concluísse, então, que o meio ambiente é o verdadeiro responsável pelo surgimento de limitações ao uso de propriedade e sem esse meio ambiente, quem terá a propriedade. Assim a propriedade é vinculada ao meio ambiente e o meio ambiente vinculado à propriedade."

Marina Vanessa Gomes Caeiro - 1/4/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram