quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Exame da OAB

de 18/4/2010 a 24/4/2010

"Na contramão da história e afrontando a CF e ao Estado de Direito, notadamente os art. 5º inciso XIII, "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer" e art. 205, bem como art. 43. da LDB, a educação superior tem por finalidade: "(…) II – formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para inserção em setores profissionais", a OAB e o Cespe/UnB, irão aplicar no domingo, 18/4, a 2ª fase do seu pernicioso, cruel, inconstitucional, abusivo, famigerado Exame de Ordem, anulado por suspeitas de fraudes em Osasco/SP. É uma verdadeira humilhação imposta aos bacharéis em Direito que depois de fazer verdadeiro malabarismo, sacrificando suas famílias, pagando altas mensalidades, formados em universidades reconhecida e fiscalizadas pelo MEC, atolados em dívidas do Fies, são impedidos do exercício da advocacia pela OAB, obrigados a se submeter a um exame infestado de pegadinhas, feito para reprovação em massa, gerando fome desemprego, jogando ao banimento cerca de 4,5 milhões de bacharéis em Direito devidamente qualificados. E o pior, sem adquirir um só giz, sem contratar um só professor, sem ministrar uma só aula, pasmem, ainda diz que isso é qualificação. Até quando o Presidente Lula com toda sua popularidade e o Egrégio STF ficarão omissos ao poder da OAB. Basta!"

Vasco Vasconcelos - analista e escritor, Brasília/DF - 19/4/2010

"Mais uma vez lhe pergunto Sr. Vasco, o fragmento do artigo constitucional citado pelo senhor, que diz (...)atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (...) não é aplicado? O Exame da OAB está previsto em lei, ou seja, é uma qualificação profissional estabelecida em lei. E me desculpe, mas afirmar que o exame de ordem causa desemprego, fome, etc., etc., me parece um verdadeiro dramalhão mexicano! Da mesma forma que milhares são reprovados, milhares são aprovados, por esforço. Então acho que ao invés de combater o exame, que volto a afirmar deveria ser aplicado à todas as profissões que exigem formação superior, seria melhor realmente verificar se os 4,5 milhões citados realmente estão qualificados para defender os direitos e até mesmo o futuro de outras pessoas."

Daniel Consorti - 19/4/2010

"Sr. Vasco, analise-se também a questão pelo seu lado moral. Ontem, falei com alguns candidatos a advogados que fizeram a prova e no entender deles a OAB "abriu". A prova foi uma "mamata" no dizer dos estudantes. Até os fraudadores da anterior terão condições de ser aprovados! Que coisa estranha, não?"

Abílio Neto - 19/4/2010

"Leio a migalha de Daniel Consorti. Estou totalmente de acordo com a opinião dele, e "data vênia" deve haver algum interesse do Sr. Vasco em defender a extinção do exame da OAB; ou ele é bacharel reprovado, ou defende alguém amigo ou de sua família. Interpreta a lei a sua maneira, como se vê, desprezando outros dispositivos da lei, interpretados pelo Sr. Daniel. Bem, que se ele não for afeito às interpretações, eu o desculpo, mas está querendo semear em seara alheia. Quando se interpreta um texto deve-se incluí-lo todo, não interpretar somente aquilo que entendeu a favor do que pensa. Realmente, estou em desacordo com a OAB naquilo que cobra reiteradas vezes do bacharel, isso sim deve ser corrigido. Que se empregue, na pior da hipóteses, o que arrecada, em cursos (aulas) para bacharéis mal formados em faculdades; e que se fechem as fábricas de diplomas, enriquecendo seus estelionatários donos."

Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299 - 20/4/2010

"Gostaria de me expressar acerca da prova da ordem realizada neste domingo. Como se não bastasse terem anulado a prova anterior, a nova prova aplicada tinha um nível muito mais alto de dificuldade, contendo inclusive questão com pegadinha, nas quais não era claro o que a CESPE queria como resposta. Nós, estudantes de direito que não colamos que estudamos arduamente e que não compramos o gabarito somos duplamente punidos pela falta de vigilância da OAB e pela incompetência da CESPE. Empresa esta que é duramente criticada por todos e que reiteradamente aplica provas dúbias, ou deixa vazar o gabarito ou mesmo faz uma correção insana das provas dos futuros advogados. Como se não bastasse atrasar a vida de todos com o cancelamento e depois com uma prova dificílima, os que não lograrem êxito neste exame não terá tempo hábil para recorrer da correção desta 2ª fase, pois provavelmente a inscrição para o próximo exame se encerrará na mesma data em que os resultados serão divulgados, tal qual aconteceu com a inscrição para o exame cuja segunda fase foi aplicada ontem."

Ana Luiza Aparicio - 20/4/2010

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