domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Exame da OAB

de 25/4/2010 a 1/5/2010

"Sou um bacharel. Na verdade, espero dizer, 'eu era um bacharel até dia 18/4/10'. E, com certeza, na seara civil esta prova estava muito mais difícil e extensa que a anterior anulada. Também, podemos perceber isto pelo espelho de respostas desta e o espelho da prova do exame anterior (2009.2). Nestes, o padrão de respostas foi muito maior. Repleto de detalhes. Fiz o exame pela primeira vez. Sou a favor dele, porque gera uma credibilidade (qualidade) aos profissionais. Lembremos, que iremos atuar (atuamos) com a sociedade. E, ela, só nos percebe, mais, pelo Exame, isto é, as pessoas nos valorizam por termos passado pelo Exame OAB. Contudo, acredito que algumas coisas devem ser alteradas. Vejo uma pressão enorme em cima deste exame, tanto pela OAB, quanto pelas universidades. A sociedade só se atenta pelo resultado. Agora, o maior absurdo, é estudarmos cinco anos e para exercer nossa profissão sermos obrigados a nos submeter a um exame obrigatório pagando mais de R$ 150,00 de inscrição. No meu estado (MS) o valor foi de R$ 200,00, e nenhum concurso público, seja para o MP, magistratura ou Defensoria Pública é tão caro. Isto porque, a aprovação nestes concursos garantem um subsidio mensal, vitaliciedade e inamovibilidade, enquanto a aprovação no Exame garante o pagamento perpétuo de uma anuidade. E, ainda que trabalhemos em instituições com sindicatos próprios, teremos de arcar com a OAB. Por fim, lamento que a OAB se atente tanto para este Exame como maneira de filtrar os mais preparados a exercerem a sagrada missão de advogados, mas não mantenha a mesma postura para os profissionais já atuantes (com suas inscrições da OAB) que atuam de forma desregrada, sem ética e respeito aos seus cliente e aos correligionários, contra a própria instituição. Então, que a OAB mantenha o mesmo espírito para os que entram e para os que já estão dentro."

Kennedy Ribeiro - 26/4/2010

"Sr. diretor, li as considerações sobre o exame da OAB do Kennedy Ribeiro, e concordo com ele quando diz do absurdo das taxas. Quanto aos que lá estão (eu estou) e prestei concurso em 1980, isto é, as provas; e naquele tempo havia oral absurdamente por profissionais despreparados que pareciam mestres e não haviam prestado exames nenhum. A OAB suspendeu o oral. Estou com 84 anos e requerendo isenção de mensalidades, pois completei 30 anos de exercício como advogado. Agora! Acho que a OAB poderia fazer muito mais pelos advogados: o tal exame de sentenças absurdas, que venho solicitando, e, no setor saúde, infelizmente estou doente, o que venho sugerindo há anos, uma forma de não sermos explorados como se fossemos todos ricos. Já sugeri a forma, está lá. É preciso desvincular-nos de sociedades de saúde, que só visam lucros: Após 30 anos fui obrigado a deixar a Medial, pois ela queria praticamente se apoderar de minha aposentadoria de diretor de escola, impondo-me outros médicos, substituindo os que eu vinha usando há décadas. Eu pagava como luxo, mudaram o plano e venderam-na. Não era possível continuar. Aguardo respostas de colegas. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299 - 26/4/2010

"Prezado Sr. (e espero futuro colega Doutor) Kennedy Ribeiro, eu o parabenizo pela visão lúcida que o senhor tem do exame da ordem. Concordo plenamente com seu ponto de vista e concordo que existem profissionais já qualificados que atuam de forma desregrada e até mesmo sem ética. Fica aqui minha torcida para que o Senhor seja aprovado e se torne um advogado de sucesso, pois lucidez e sensatez já demonstrou."

Daniel Consorti - 26/4/2010

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