sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 25/4/2010 a 1/5/2010

"É fato incontestável: os lobos (e também as raposas) perdem o pêlo mas não perdem o vício. Depois da revelação das mágoas que resultaram em ataques veementes de parte a parte e uma retaliação representada pela perda de cargos dados aos amigos ('Ciro Vira Alvo de Fogo Amigo no PSB e Pode perder seus Cargos no Governo' – O Estado, 26/4/2010), as coisas agoram mudam com o referido Governo fazendo vir a tona a ideia de uma 'reconciliação'. É isso, é exatamente isso: cargos no governo ou dinheiro público não passam de meios de negociação da permanência no exercício do poder. Porém, na verdade, seja qual for o partido político no poder, não foi para isso, para essas coisas espúrias, que os cidadãos brasileiros elegeram seus representantes que conduzem os negócios de interesse da sociedade que integram e vivem."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 26/4/2010

"Superproteção - Um Castigo. Os adolescentes, ao tempo da ditadura militar, sonhavam com a liberdade como um instrumento de auto-afirmação na família, nas comunidades e na sociedade como um todo. Pois, apesar do regime de exceção, a alma do espírito democrático a rondar o inconsciente ou 'consciente maturativo'. De que algo no espaço social, político precisava ser mudado. Este eixo espiritual não foi destruído pela força de dominação dos militares à época. A noção de mudança, sempre presente no tecido sociológico brasileiro, a inquietação grassava desde as camadas sociais mais baixas às mais altas – Elites. O espírito mudancista marcado no meio social em todas as suas arestas, em proporções e intensidades constantes, como uma massa pensamental uniforme e invisível a incomodar o regime de opressão – Uma permanente inquietação. A entrada no regime democrático um sonho realizado de um povo que não acostomou-se com a mordaça. A mancha negra do regime de exceção não pode e nem deve ser um trauma para superproteção de crianças, adolescentes, ou mesmo adultos, por algo que não pertence mais ao mundo deles, pois, o relativismo político do estado brasileiro foi incorporado ao Estado Democrático de Direito. Ao se propalar a superproteção às novas gerações, que vivem a liberdade, ideal sonhado pela anterior, está se criando um grande paradoxo, pois a própria liberdade almejada pela geração anterior não pode ser utilizada como ferramenta egoísta, vez que, os pais passam a controlar os passos de seus filhos de forma intensiva, coercitiva desde o nascimento, formando assim, não filhos reais, mais filhos ideais, modelos, referências, projetos, tudo, menos,uma vida autônoma e soberana no espaço tempo. A vida não pode ser um projeto de vida que não deu certo em um ideal sonhado por outrem, visto cada um, ser único, especial e total. Educação, orientação, sim, porém superproteção nunca, pois a superproteção é apenas um castigo disfarçado."

Luiz Domingos de Luna - 27/4/2010

"Poupe-nos, sr. Celso Amorim, de raciocínios sofistas. Melhor será, definitivamente, que se recolha ao ostracismo e ao tugúrio da aposentadoria que já tem. Dizer (entrevista ao jornal o Estado de São Paulo de 25/4/2001) que a manifestação do seu chefe a respeito da greve de fome dos presos políticos em Cuba não passou de uma metáfora 'tipo' autocrítica, é debochar da inteligência dos cidadãos brasileiros de bem e, acima de tudo, não fazer jus ao diploma que possui e que o eleva à condição de pertencer à elite privilegiada com cursos 'nível' universitário. E ao se retirar da vida pública, deverá procurar fazer algum curso de filosofia que abranja noções de ética e respeito tanto pela dignidade da pessoa humana como pela cidadania (Constituição da República, artigo 1º). Sempre é tempo para ampliar conhecimentos. A propósito, dado que priva da intimidade do seu chefe, responda de pronto, tem ele noção do que seja uma metáfora? E estilo?"

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 28/4/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram