sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Greve

de 2/5/2010 a 8/5/2010

"Cheguei ao fórum às 18h10 e só consegui efetivar os protocolos às 19h27, o que, geralmente, é concluído em 10 ou 15 minutos em dias de grande movimento (vésperas ou pós feriados). Encaminhei as poucas imagens que registrei e não foram confiscadas pelos seguranças do fórum, à imprensa. Venho mostrar minha indignação e como todos os usuários do judiciário paulista foram recepcionados no fim desta segunda-feira 3/5/10. 'Mais uma greve do Judiciário Paulista Imensurável a falta de respeito dos servidores do Judiciário Paulista para com os advogados nesta noite. Os cartórios do Fórum João Mendes, embora em greve, mantém o atendimento precário de sempre. No entanto, o serviço de protocolo geral teve seu funcionamento praticamente paralisado, caótico, causando imenso desgaste, prejuízo e irritação aos advogados e estagiários que se utilizam deste setor diariamente. O saguão principal do fórum foi transformado numa gigantesca 'sala de espera', concentrando centenas de pessoas em filas direcionadas ao atendimento do setor de protocolo. Inconformados com tal situação, diversas pessoas que ali se encontravam, começaram a registrar aquela situação humilhante à qual todos que ali se encontravam estavam passando. Para surpresa dos presentes os seguranças do TJ/SP, sob a alegação de que uma Portaria do próprio Tribunal, proibia o registro de imagens internas sem prévia autorização, passaram a impedir que os registros fossem feitos e, praticamente, confiscaram aparelhos celulares e máquinas fotográficas dos advogados que fotografavam e filmavam a situação vexatória pela qual estavam passando. É certo que o Estado existe para servir a sociedade. Os servidores públicos são empregados do povo, e não empregados de si mesmos. Quem vai para a área pública já sabe que vai ganhar mal. Outrossim, é sabido que o direito à greve consiste em garantia constitucional, mas o acesso da população à Justiça também merece respaldo, pois trata-se de efetivação de cidadania. A paralisação das atividades forenses, além de obstar esse direito, afeta a atuação de milhares de advogados. Antes que essa greve se prolongue como àquela ocorrida em 2004, necessária a intervenção da OAB/SP na mediação do processo de negociação para que tal este ocorra normalmente, sem prejuízo ao cidadão e à advocacia.' (não sei se é o caso, mas me veio essa questão em mente) Coincidência ou não, estamos às vésperas de mais uma eleição. Assim como as últimas greves do Judiciário ocorreram em anos eleitorais, há como imaginar algum tipo de interesse político ao se fazer uma greve que, em apenas 6 dias, teve tamanha abrangência, repercussão e, mais precisamente hoje, falta de respeito com a advocacia."

Cibele Aparecida Fialho - 4/5/2010

"Tentem confiscar o meu telefone celular... olha a que ponto chegamos... Observo que a questão maior é a autonomia Financeira do Poder Judiciário. Como alguém pode ser visto como um Poder Constituído sem orçamento? Seria a hora da OAB abraçar essa luta, mais do que justa. Não acho certo pagar pouco ao servidor público. Não acho certo esse convênio vergonhoso com Prefeituras para ceder e retirar funcionários, ao sabor da vaidade dos chefes políticos... isso para pensar pouco. Acho que o ano para fazer greve está correto, tem é que manter 30% do pessoal trabalhando, e já passou da hora de o protocolo de documentos seguir o modelo da Justiça Trabalhista. Investir! Simples assim. Nem venha dizer que o movimento processual lá é menor etc.. essa é a tática que o dono do cofre sempre usa, apostar na divisão e conceder pouco ou nada a cada um. Temos que realmente defender a nossa profissão e exigir um tratamento digno ao Poder Judiciário e aos seus funcionários. É hora de união e não de divisão. Quem vai para a área pública sabe que vai ganhar mal? Não concordo com tal afirmação. Quem sabe saiba que vai ganhar menos. Essa assertiva exemplifica bem a aposta na divisão, na fuga da questão maior. Espero mesmo que a Ordem assuma um papel digno com o tamanho da Advocacia e não uma mera 'condenação' panfletária do movimento. Saudações."

Alexandre de Morais - 5/5/2010

"Sr. redator, passei minha vida inteira (tenho 77 anos) ouvindo dizer que as professoras eram pessimamente remuneradas. Todos nós, inclusive eu, dizíamos que era preciso remunerá-las condignamente. Até que o prefeito de São Paulo publicou na Internet a folha de pagamento de todos os funcionários municipais. Acessei a folha da Secretaria da Educação e, para minha surpresa, verifique que a história não é bem essa que se divulga. Vi poucos, ou quase nenhum, salários baixos. Ao revés, vi alguns bem significativos. Será que com os servidores do Judiciário é diferente? Publique-se, para nosso conhecimento (nós, sociedade civil, que pagamos os salários), a folha de todos, inclusive dos magistrados e então veremos quem está com a razão!"

José Fernandes da Silva - OAB/SP 62.327 - 6/5/2010

"Sr. diretor, li em Migalhas o comntário do dr. José Fernandes da Silva. Excelente sugestão; mas não esqueça também de publicar os salários dos professores de 2º grau comparando-os com os dos magistrados e verão a diferença, nestes 20 anos; ainda mais o que dizer dos aposentados da Educação do Estado de São Paulo? O sr. Serra soube aumentar o salário mínimo dos outros (pimenta nos olhos dos outros é refresco) esquecendo-se dos aposentados do Estado. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – OAB/SP 56.299 - 7/5/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram