sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

R$ 0,40

de 20/3/2005 a 26/3/2005

"Causa-me espécie o fato (sic) de alguém estar litigando com um banco para receber R$ 0,40 (quarenta centavos). Evidentemente que, se o pretenso credor tem legitimidade para propor a ação, falta-lhe o interesse. Demais, esse contencioso antoja-se verdadeiro acinte à Justiça, que, devendo ocupar-se com coisa séria, fica perdendo seu precioso tempo em solucionar um capricho. Penso que o Judiciário deva negar andamento a um processo cujo fim devera ser de natureza econômica, mas o resultado é economicamente insignificante."

Adauto Quirino Silva - 21/3/2005

"Para mim, o caso dos R$ 0,40 em que o HSBC foi condenado, sem dúvida nenhuma, reflete única e exclusivamente um erro de cálculo. Basta que alguém, menos burocrata e que realmente entenda de cálculos, mudanças de moeda, indexação, etc., tome o valor inicial da causa e o atualize corretamente. Esperemos que prevaleça o bom senso e que a paranóia que se apossou de muitos tenha fim. Um abraço."

José Fernandes da Silva - advogado em São Paulo - 21/3/2005

"Caros senhores Ouso discordar do ilustre migalheiro Adauto Querino Silva quando a ser “Capricho” do litigante querer de volta os R$ 0,40 usurpado pelo banco. Eu tive R$ 150,00 (mixaria para mim) sacados de minha conta salário pelo TRT/bacenjud. Não fui citado no processo, o autor da demanda foi admitido 4 anos após a minha retirada da empresa, devidamente averbada na junta comercial, tive meus extratos juntados ao processo e varias outras barbaridades. Então esmigalhei mesmo, tudo em nome da cidadania de milhões de brasileiros e micro empresários vitimas do famigerado Bacenjud e sua celeridade discutível. Mandei ver mesmo! Embargo de terceiros, liminar para desbloquear a conta, citação do INSS, das partes, sigilo no processo, despacho com o juiz, e se duvidar vou para Brasília. Tudo que tenho direito. Não aceitei devolução por conta de ser um aposentado e nem de ser conta salário. Não devo, não pago, é meu ninguém tasca, quero R$ 150,00 de volta na minha conta. Garanto a milhões brasileiros que depois de ZE RUBERTU o TRT ES aliviou o pé no acelerador do Bacenjud online e ficou mais criterioso. Abraço a todos,"

José Roberto Amorim - 21/3/2005

"'Data venia'", discordo da opinião do colega Adauto Quirino Silva sobre o valor da causa na ação que certa senhora move contra um banco. Primeiro, porque, quando do início da ação o valor, ainda não corroído pela inflação, deveria ser substancial para a economia doméstica da litigante. Segundo, ao banco réu o interesse na defesa não se prendia ao valor da causa, mas ao princípio da responsabilidade de pagar as dívidas do banco liquidado e comprado pelo banco réu. Se perder a causa o seu prejuízo será de muitos milhões de reais."

Cláudio B. Costa - OAB/SP 11.087 - 21/3/2005

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