terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Jorge de Sena

de 20/3/2005 a 26/3/2005

"(Migalhas 1.129) Jorge de Sena, escritor e crítico literário português, nasceu em Lisboa em 1919 e morreu na Califórnia em 1978. Foi professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, SP. Foi ali que compôs os quatro sonetos. com perfeição formal, e que representam uma grande transformação na linguagem poética. Para nós, leigos da linguagem jurídica, representa o nada que entendemos da linguagem técnica e instrumental do direito. Considero muito relevante o movimento dos operadores do Direito que procuram transmitir para a linguagem corriqueira os conceitos e os termos técnicos (necessários) do linguajar jurídico. Não há que ter medo, pois nada substituirá o trabalho dos advogados."

Antonio Carlos Mattos, engenheiro agrônomo do Instituto de Terras do Estado de São Paulo - 21/3/2005

"Caros companheiros de Migalhas, na edição 1.130, o leitor Frederico Augusto M. R. Marinho questionou sobre o significado do poema de Jorge de Sena. Ao ensejo, gostaria de tentar esclarecê-lo. O nome do soneto citado é "Pandemos", e foi escrito em conjunto com outros três ("Anósia", "Urânia" e "Amátia"), igualmente enigmáticos que foram denominados "Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena", no início da década de 1960. No posfácio do volume "Metamorfoses", seguidas dos sonetos retromencionados, o autor esclarece sua intenção: "trata-se de uma experiência [...] para sugerir mais amplamente do que a própria metáfora ambígua, com as suas fixações de sentido, o poderia fazer. [...] O que eu pretendo é que as palavras deixem de significar semanticamente, para representarem um complexo de imagens suscitadas à consciência liminar pelas associações sonoras que as compõem." [sem gifos no original] Portanto, quis o insigne literato lusitano "criar" palavras, impondo ao poema um significado não pelas idéias que a palavra suscita, mas pela própria forma como ela se nos apresenta. Por isso é tão incompreensível! E louvável a iniciativa de Migalhas em introduzi-lo no rotativo. Meus cumprimentos,"

Bernardo Morais Cavalcanti - Universitário (Universidade Federal de Uberlândia) - 21/3/2005

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