domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Eleições

de 13/6/2010 a 19/6/2010

"A criminalidade que tomou conta do Brasil só existe porque nenhum ladrão vai para a  cadeia. Todos estão livres. Os corruptos do legislativo são julgados e absolvidos pelos colegas. Todos  os ladrões e assassinos de colarinho branco no Brasil se protegem nas leis brasileiras que foram feitas  na medida para que nenhum marginal seja condenado. Motoristas embriagados matam inocentes e continuam livres. Para que isto tudo aconteça basta que os juízes  alicercem suas sentenças na ambiguidade das leis, e não sejam influenciados por qualquer tipo de  sentimento ético, moral ou cívico que possa afetar o cumprimento da lei destinada a acolher na sua  ambiguidade a impunidade para os desonestos. Como esperar honestidade do cidadão num país onde a impunidade, a frieza e o desprezo da maioria dos políticos pelos princípios éticos e morais é manchete diária na imprensa? É revoltante assistir ao discurso oportunista de deputados, senadores e vereadores que nunca fizeram uma única lei visando  realmente a formação de cidadãos dignos, sejam eles pobres ou ricos. As leis que surgem no Congresso Nacional, ou em qualquer Assembleia Legislativa no Brasil, são mal intencionadas e  ambíguas. Todos sabem que a maioria das leis brasileiras fazem parte de um jogo de cartas marcadas. São leis destinadas a manter longe da cadeia os criminosos que podem pagar os grandes escritórios de advocacia, feitas na medida para proteger os que cooperam com o sistema eleitoral dos oportunistas. Essa impunidade legal, revoltante e escancarada, articulada nos subterrâneos da nossa sociedade, é o monstrengo jurídico que orienta o judiciário. É difícil aceitar uma impunidade epidêmica, mas o cidadão revoltado tem que resistir à  tentação de parar com a luta. Não podemos deixar de lutar, porque algum dia a  justiça aqui no Brasil será igual para todos. Para termos algum dia uma Justiça que funcione com dignidade temos que persistir na luta, sem jamais perder a esperança. Todos os deputados e senadores estão no Congresso Nacional porque nós os  colocamos lá dentro. Vamos tentar buscar um meio de acabar com a total falta de vergonha que tomou conta de grande parte dos nossos congressistas. Vamos acabar com eles, não com a democracia. Vamos lutar e protestar. Vamos gritar. Vamos às ruas. Vamos colocá-los para fora. Vamos fazer de tudo para  acabar com a impunidade que tomou conta da nação. Vamos colocar na lista negra o nome dos parlamentares corporativistas que transformaram o Congresso Nacional na matriz da falta de vergonha nacional. Vamos lutar contra tudo isso, mas vamos continuar a votar, até acertar."

Wilson Gordon Parker - 15/6/2010

"A candidata Dilma Roussef declarou que no período da ditadura militar ela foi uma terrorista de retaguarda.  Sem saber direito o siginificado de tal coisa, fiz uma pesquisa, e encontrei a resposta num jogo chamado 'Counter-Strike'. Lá estava: é o terrorista que defende os outros terroristas de um ataque surpresa e pronto para guiar o grupo para uma fuga, se preciso abrindo fogo contra o inimigo. Percebe-se que a função de terrorista de retaguarda exigia muita coragem, frieza e audácia da pessoa escalada para executar tal ação. Podemos concluir que a Dilma está muito bem preparada para qualquer tipo de luta nesta eleição. Diante deste fato novo na campanha eleitoral, os oposicionistas esperam que o candidato Serra esclareça qual foi o seu papel na luta contra a ditadura militar, isto é, se ele estava no 'front' ou na retaguarda. Não esqueçamos que os outros dois candidatos, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio, também estiveram envolvidos no 'Counter-Strike' deste perídodo da história do Brasil. Todos gostariam de saber também qual a posição que os mesmos ocupavam naquela época. Pelo andar da carruagem, esse histórico revolucionário terá um peso muito importante na eleição de 2010. Certa vez uma pessoa me disse que sofria de dislexia diametral de memórias opostas. Sua carreira política foi um sucesso."

Wilson Gordon Parker - 15/6/2010

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