quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Caso Suzane Von Richthofen

de 20/6/2010 a 26/6/2010

"O que Suzane fez contra os próprios pais foi bárbaro (Migalhas 2.410 - 18/6/10 - "Progressão de regime" - clique aqui). Ela foi julgada, condenada, é uma pessoa fria, irascível, e, a meu ver, irrecuperável. Por mim, merecia, no mínimo, prisão perpétua. Fez uma cena rídicula para enganar os telespectadores em pleno Fantástico, sob orientação de um advogado, e tudo isso presenciamos. Entretanto, está cumprindo pena, e assim como outros podem recorrer, ela também. Infelizmente, todos os crimes que têm muita repercussão (prato cheio para a imprensa fazer um verdadeiro 'circo'), não podem influenciar o Judiciário a fundamentar as suas decisões apenas na conduta e comportamento dela, sem embasamento legal. O julgamento de Suzane, dentre outros, foi movido a 'pão e circo' em razão da imprensa. A imprensa faz um estrago também. O trabalho de acusação foi belíssimo, não desmereço isso. Vamos ver as coisas com um olhar técnico, de cima. Para quem tem coração, para jurados que vão para o júri pautados em notícias veiculadas por imprensa e jornais (e sem o conhecimento técnico que deveria a legislação penal exigir) querem mais que ela apodreça na cadeia. Cumprindo pena, ela volta a ser citada, e com ela não pode ser diferente. Mas sem estrelismos ou influência de imprensa, por favor. Vamos ver a situação tecnicamente. Pode, pode. Não pode, não pode. Fundamentação legal. Isso porque eu já peguei sentenças e acórdãos, em casos diversos, de juízes que não dão procedência ou provimento por alegações pessoais, avaliando que a autora jantou em tal lugar, age de tal forma, faz compras em tal lugar... Pelo amor de Deus. Isso está virando uma palhaçada. Abraços,"

Amanda de Abreu Cerqueira Carneiro - OAB/RJ 137.423 - 21/6/2010

"Simplesmente vergonhosa a decisão do TJ/SP (Migalhas 2.410 - 18/6/10 - "Progressão de regime" - clique aqui)! Seguindo esse raciocínio do nosso Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo, a famigerada Suzane tem 'direito' de permanecer presa eternamente, já que possui uma 'frieza incomum'. Agora uma dúvida: essa decisão do TJ/SP é técnica ou popular? Se fosse um caso sem repercussão teria a mesma análise? Esse pode ser mais um caso que seja necessária a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a fim de forçar o Poder Judiciário a cumprir a legislação sem discriminação."

Éder Miguel Caram - advogado - 21/6/2010

"Se os desembargadores do TJ/SP são incapazes de discernir o que estão julgando - como ficou patente na decisão - deviam pedir a aposentadoria e irem dedicar-se a outros misteres que não distribuir Justiça (Migalhas 2.410 - 18/6/10 - "Progressão de regime" - clique aqui). Francamente, como advogado e paulista, sinto-me decepcionado, envergonhado, desesperançado. As razões levantadas pelo relator, dando vazão a 'achismos' incompatíveis com a nobre missão de julgar, bradam aos céus. Uma vez mais a apenada foi julgada pelo crime original que, por mais nefando que tenha sido, não estava em causa, pois já tinha sido julgado."

Alexandre de Macedo Marques - 21/6/2010

"É uma vergonha como nossa Justiça está agindo no caso Suzane, como os nossos desembargadores do Tribunal de Justiça podem ratificar uma decisão tão fraca de argumentação e sem nexo algum (Migalhas 2.410 - 18/6/10 - "Progressão de regime" - clique aqui). Um verdadeiro retrocesso para o nosso país. Porque ao ler a decisão da juíza das Execuções nota-se que ela apenas negou o direito de progressão porque a reeducanda é uma pessoa intelectual. Uma verdadeira iniquidade e, pior, todos os requisitos da lei para a progressão foram cumpridos."

Sidnei Miguel Ferrazoni - 22/6/2010

"Qualquer pena seria pequena (Migalhas 2.410 - 18/6/10 - "Progressão de regime" - clique aqui)."

Conrado de Paulo - 23/6/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram