sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 20/6/2010 a 26/6/2010

"Nosso inverno tem início oficialmente neste dia 21 de junho. Dia 24 é dedicado aos discos voadores. 29 é o dia do Papa. Leio para vocês no Almanaque Abril. Se gostarem continuarei."

Antônio Carlos de Martins Mello - juiz federal aposentado - 21/6/2010

"'Jovem é morta após denunciar padrasto por abuso sexual (clique aqui).' Bem! E analiso: qual pena sofrerá o assassino? Acho que o Brasil está despencando nesses casos e não é só neles. Vemos menores brincando de marginais e serem punidos de maneira absurda, quando são. Eu fui menor e sabia o que era lícito e ilícito. Vamos acordar, gente? E esse caso da nissei-advogada? Há um suspeito e ele está solto? Na pior das hipóteses deveria estar trancafiado para não ameaçar testemunhas. Eu acho que a pena de morte para esses assassinatos é pequena. Senão vamos conviver com esses bandidos e acariciar-lhes a cabeça enquanto eles matam e ficam livres, impunes, e nós corremos riscos de morrer por nada, porque para eles vida não vale nada - a dos outros, é claro. Quisera ver se tivéssemos pena de morte se eles matariam assim facilmente. Duvido! 'Quo usque tandem?', diria Cicero, mas ele viveu numa época em que o marginal era crucificado, pelo menos. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio - OAB/SP 56.299 - 22/6/2010

"Durante debate em uma universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da Educação e atual senador Cristovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do sr. Cristovam Buarque: 'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Defendo a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!'"

Conrado de Paulo - 22/6/2010

"Os argumentos contra a liberação das drogas, destacados pelos autores do artigo 'A Polêmica da Legalização das Drogas', Bruno de Almeida Rocha e Gabriel Henrique Pisciotta (clique aqui), entendemos, são irretorquíveis. (1) - O usuário (assim como o traficante) não disponibiliza apenas a própria vida, mas, também, a vida daqueles que não surfam na praia das drogas. Basta ponderar sobre o drama dos pais cujos filhos sejam traficantes ou sejam usuários de drogas. Aliás, tem-se dito que o usuário acaba se transformando num traficante, pois vende a droga para ter a disponibilidade dela para si próprio. (2) – O usuário que não tenha dinheiro para adquirir a droga, é sabido, vai tentar obtê-la vendendo objetos, a começar pelos próprios e depois pelos domésticos de sua própria casa para desespero dos seus pais. E, ao cabo, transformar-se-á, se ainda tiver capacidade e discernimento para tanto, num traficante. (3) – Como ressaltado no artigo, é o quanto basta dizer: 'legalização não torna o produto saudável', tanto no tocante à sua pureza (não ser um produto falsificado, ainda que parcialmente – afinal é sabido que a cocaína como o whiskie e outras bebidas alcoólicas são batizados com substâncias complementares), como não o torna inofensivo. Os estragos serão os mesmos, mantendo-se a proibição, ou liberando-se a venda e consumo de drogas. Aliás, quem experimenta e se vicia (será que o simples experimento não vicia?) vai sempre querer mais para garantir o estado de bem-estar que, dizem, a droga proporcionaria. É o que acontece com o consumo, até certo ponto, de bebida alcoólica. A propósito, não podemos deixar de lembrar o recente falecimento da bisneta do político sul-africano Nelson Mandela, no dia da abertura da competição mundial de futebol profissional em curso. Zenani Mandela, de apenas 13 anos, morreu quando o carro, dirigido pelo motorista alcoolizado, capotou. Alcoolizado diz-se que estava o motorista; mas, não seria muito diferente se estivesse drogado. Aliás é tênue a diferença entre drogado e alcoolizado. Em suma, o referido artigo deveria ser encaminhado aos apologistas da liberação das drogas para se manifestarem, inclusive sobre o infausto acidente que enlutou a família de Nelson Mandela."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 22/6/2010

"O órgão competente (!?) baixou portaria sobre o uso obrigatório de cadeirinhas para transporte de crianças nos veículos. Logo depois de baixada, sua vigência foi levantada. E, conforme noticiado, até o Ministério Público contra ela se insurgiu, instaurando inquérito civil sobre o assunto. É incrível como se fazem as coisas neste país. No caso, a obrigatoriedade foi estabelecida para alguns e para outros não, apesar destes serem veículos que transportam criança, como é o caso dos ônibus escolares. Então como ficamos com esse imbróglio? Por que, depois da suspensão, o tal órgão competente não vem a público para esclarecer o que vem sendo feito a respeito?"

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 23/6/2010

"Apenas um comentário sobre o 'politicamente correto': da mesma forma que Migalhas acha isso chato, tenho o mesmo sentimento em relação ao 'gerundismo' usado por pessoas que dão entrevistas em rádio e televisão (Migalhas 2.413 - 23/6/10 - "Migalha que não quer calar"). Eta gente que imita tudo! Principalmente, o que não presta."

Alcione Pessoa Lima - 24/6/2010

"Em que pese o fato d’eu ser um carioca radicado no Ceará, mas minhas raízes e ancestralidade são todas nordestinas. Sendo assim, orgulha-me (no bom sentido) de ver tantos 'escritores/colunistas/colaboradores fixos' de Migalhas serem oriundos daqui do NE e que, fazendo o caminho inverso do meu que por cá me enraizei, hoje moram fora das terras nordestinas, mas se destacam na arte e ciência de escrever bem. Só para exemplificar: 'Porandubas políticas' com o potiguar Gaudêncio Torquato e, agora, mais recentemente, o Roberto Benevides com o 'Migalhas da Copa'. Sobre este último, gostaria de endossar a sugestão: Dunga e jogadores - concentrem-se nos adversários nos próprios jogos, pois só faltam 5, como disse o 'baixinho' Romário. As críticas pessoais e/ou injustas da imprensa e torcedores mais entusiastas e incontidos fazem parte do folclore e da própria magnitude e importância do 'esporte futebol' em terras brasileiras. Relevem e ganhem no campo! Equilíbrio, calma e boa sorte Brasil! Saudações humanísticas e cordiais,"

Paulo R. Duarte Lima - OAB/CE 19.979 - 24/6/2010

"Dia 26, sábado, a partir das 8h40, haverá eclipse lunar, visível em todo o país. Será o dia internacional de combate às drogas e de defesa das vítimas de tortura. E a quem interessar, segunda, 28, será o dia do orgulho gay."

Antônio Carlos de Martins Mello - juiz federal aposentado - 25/6/2010

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