quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus

de 20/6/2010 a 26/6/2010

"Sr. editor, excelente a coluna 'Circus' de hoje, do sr. Adauto (Migalhas 2.415 - 25/6/10 - "Circus" - clique aqui). Ouso acrescer que, dias desses, tais repórteres que nunca jogaram futebol e lá estão, um deles, após o goleiro 'encaixar a bola', como se dizia (hoje é coisa rara), e devolvê-la chutando, gritou em alto e bom senso: 'bate o tiro de meta o goleiro'. Não entendi. No meu tempo, tiro de meta se dava quando a bola saia pela 'linha de fundo' (nem mais isso fala) e o zagueiro ou o próprio goleiro, com ela no chão (é bom que se diga), a colocava, novamente, em jogo. Com relação a bola, o sr. Adauto é mais do que feliz na exposição. Com a bola de 'capotão', não era qualquer um que tinha um 'tirambaço'. Lembro-me de Romeiro, o Pepe e, certamente, mais uns dois outro três, e só. Hoje, não. Qualquer pé de chinelo 'tem um foguete' nos pés, solta um 'pombo sem asa'. Coitado do goleiro, às vezes chamado de frangueiro, como bem relata o artigo. Queria ver com a 'nossa' bola, tão bem descrita pelo excelente colunista. Também, ouso relatar, nem sei se o artigo seria para isso: no nosso tempo não havia 'pipoqueiro'. Aquele jogador que 'tirava o pé na hora de uma dividida', expressão usada, que no fundo o impingia de 'covarde'. O jogador, assim chamado, era uma vergonha. Caia em desgraça por um bom tempo. Hoje não. No último jogo do Brasil, um dos nossos, ameaçou uma disputa e tirou o pezinho da bola. Os comentaristas de plantão sequer tocaram no assunto ou fizeram que não 'viram'. Está certo que o jogo estava bastante violento a ponto de quase arrebentarem o Elano. No 'nosso tempo', aquilo não ficava barato. Os demais jogadores partiriam para cima do agressor e tirariam satisfação. Além disso, na era Pelé, na próxima 'dividida' aquele agressor sairia carregado de maca da peleja. Outros tempos com futebol que dava gosto e os comentaristas esportivos não elogiavam jogadores para agradar uns e outros, principalmente os patrocinadores. Desculpe-me o sr. Adauto por tais considerações. Abraço,”

Elcio Aparecido Vicente - 25/6/2010

"Nota dez a coluna de hoje (Migalhas 2.415 - 25/6/10 - "Circus" - clique aqui)!"

Alexandre de Morais - também goleiro - 25/6/2010

"Adauto, você seria um excelente comentarista esportivo, apesar de (com razão) saudosista (Migalhas 2.415 - 25/6/10 - "Circus" - clique aqui). Esta Copa é decepcionante, em termos de bom futebol. Talvez o Dunga traga a taça com o seu futebol de resultados. Enfim... Um abração,"

Hamilton Penna - 25/6/2010

"Querido mestre! Mais uma sincronicidade: eu também, na minha juventude, antes de me decidir pelo tênis de quadra, pelas mesmas razões que você foi para as espadas, andei chamando a jabulani de 'guria' (Migalhas 2.415 - 25/6/10 - "Circus" - clique aqui). E guardo na memória, dessa época, alguns gols de 'charles' (não sei como é que chamam aí, quando a gente ensaia um drible, tocando da esquerda - que é a minha - para a direita, e bate por trás da caneta). Teve uns de 'sem-pulo', e até um até hoje não esquecido pelo goleiro, que quando nos cruzamos pela nossa 'paulista' dos pampas ainda lembramos e rimos para festejar a saudade que sentimos desses bons momentos. Agora, vamos combinar, e não foi por falta de aviso: a jabulani, ou melhor, aquela 'meleca' de material sintético que os alemães fabricaram está sendo a 'estrela' da Copa. Quando vi a velocidade que ela pega, e já estou sendo chato com a minha galera, dado o passe, na mesma hora eu grito: 'não pega' e lá se vai a jabulani pela linha de fundo, pela lateral, para todo lugar menos para onde a gente esperava, e os craques muita mais, que ela fosse. Um remédio para isso, e ainda dá tempo, pois a Copa está em sua primeira fase: vamos pedir para o Dunga mandar amarrar a bola no pé dos nossos craques com um elástico de menos de 'palpo de medida' e fazer com que eles andem, com uma em cada caneta, 'namorando' o peso, as curvas, o tamanho e o jeito das 'gurias'. É sério, talvez com essa terapia de contato mais íntimo dos nossos guris com essas gurias elétricas, teimosas e intempestivas, possamos, como se diz aqui no sul, 'tirar umas crias'. Ah!, ia esquecendo, eu jogava na ponta esquerda, no tempo que usava a linha de fundo e, cruzes, outro esquecimento: se fazia gol olímpico! Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 25/6/2010

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