segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Exame da Ordem n° 125 - aumento nas aprovações

de 27/3/2005 a 2/4/2005

"Prezados, sobre o percentual de aprovação desse último exame da OAB, acredito que a comparação deva ser feita com o percentual do exame que se realizou em dezembro2003/janeiro2004. Parece-me que, todos os anos, o índice de aprovação vai decrescendo exame a exame. Tomo por base os nossos agora advogados que prestaram esse último exame. Todos os sete foram aprovados. E não sobrou nenhum para prestar os próximos exames deste ano. Abraço,"

Eduardo Teixeira da Silveira – escritório Lefosse Advogados, SP - 31/3/2005

"Não é que o nível dos candidatos ao Exame de Ordem em São Paulo melhorou de uma hora para outra; é que no penúltimo exame estava a sobra reprovada de todos os anteriores. Neste último competiram os recém formados nas Faculdades de Direito, no ano de 2004. Então o nível melhora; não muito, mas melhora."

Antonio Cândido Dinamarco, OAB-SP - 32.673 - 31/3/2005

"Prezados senhores, parodiando Dickens: mudou o Exame de Ordem ou mudaram os candidatos? Ante os mais de 20% aprovados nos últimos Exames e os resultados no dois anteriores (cerca de 13% e 8,5%, respectivamente), parece que a resposta fica clara: mudaram os Exames. Ficaram mais fáceis, é evidente. A pergunta é: facilitaram as provas para atender às pressões de quem? Ou alguém acha que, no período de um ano ou menos, o nível dos formandos melhorou tanto? As faculdades-arapucas passaram a ministrar ensino de qualidade, assim, de repente (e conseguiram que os alunos aprendessem!), contrataram docentes melhores, ampliaram as bibliotecas, etc... A "média histórica" invocada, de 20% a 30%, não tem o menor significado e não deve ser estabelecida como um patamar a atingir (pela OAB). O papel da Ordem é propor Exames com grau de dificuldade compatível com as grades curriculares das melhores Faculdades e com as exigências da moderna Advocacia, e não facilitar as coisas para bacharéis despreparados. Aliás, aproveito para reclamar, mais uma vez, que a Ordem (Seccional S. Paulo), aparentemente, não se apercebeu de que o Direito Internacional não poderia ficar de fora das exigências para os Exames em nosso Estado. Afinal, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e até o Piauí (que mantém diminuto relacionamento com outros países) já perceberam que, no século XXI, não dá para um advogado desconhecer completamente a matéria. Incluem DI Público e DI Privado nos Exames de Ordem. A OAB-SP está, nesse quesito, atrasada. Em matéria de qualidade de Exames de Ordem, a Seccional São Paulo, por este último, está reprovada."

José Cretella Neto – escritório Cretella Advogados - 31/3/2005

"Gostaria de deixar uma nota a respeito do comentário feito pelo Migalhas (1.137 – 30/3/05) sobre a aprovação no último exame da OAB. O Migalhas deveria reconhecer que não se pode constatar que houve moderação na avaliação do Exame n° 125 da OAB-SP pelo simples aumento do índice de aprovação. A nota de Migalhas sugere que os bacharéis que prestaram o Exame n° 125 foram beneficiados pela suposta moderação, o que absolutamente não é verdade. A prova em diversos momentos apresentou falhas. Na 1ª Fase, quatro questões foram anuladas (fato que prejudicou muitos bacharéis, que terão que fazer a 2ª Fase somente em maio). Na 2ª Fase, dou como exemplo a Prova de Direito Tributário, que foi objeto de artigos em sites jurídicos e protestos por ter sido mal feita. A referida prova exigia conceitos que não fazem parte de nenhum programa de Direito Tributário em qualquer Faculdade brasileira. O tempo para a resolução da prova (4 horas) foi manifestamente exíguo para as 4 questões de alta complexidade, além de uma peça com duas questões de mérito e três preliminares. Por fim, o resultado foi publicado duas semanas após a data anunciada, o que denuncia como foi complicado corrigir essas provas."

Daniel Gustavo Falcão Pimentel dos Reis – escritório Silveira, Andrade - Advogados - 31/3/2005

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram