quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Circus

de 25/7/2010 a 31/7/2010

"Eminente desembargador e colegas migalheiros, instado a me manifestar, porque referido no Circus publicado hoje por Migalhas, eis-me aqui (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui). Com efeito, quando o cronista escreve: 'Essas luzes tocam teus olhos (o Cearucho poderá esclarecer como é isso lá com ele), está se referindo a mim, Francimar Torres Maia, o Cearucho, advogado cego nascido no Ceará, militando em Porto Alegre. Aliás, conhecemo-nos através do Migalhas. Pois bem, a sempre brilhante crônica do desembargador levou-me a várias lembranças. Vejamos: primeiro, devo explicar que, para um usuário cego de computador, onde se lê 'olhos', 'visão', entenda-se 'ouvidos', 'audição'. É que os cegos, para se valerem do computador, utilizam-se de um programa de síntese de voz, que faz com que tudo o que aparece na tela seja falado, a fim de que possam ter pleno conhecimento do que lá está escrito. A crônica do desembargador transportou-me a 1976, quando, pela primeira vez, tive contato com programação de computador que, por sinal, já foi chamado de cérebro eletrônico. Para admiração dos alunos, o professor disse que o computador era burro. Meio descrentes, nos perguntávamos como é que um burro poderia fazer tantas proezas. Então veio a explicação: o programa de computador é assim como uma receita. Mas há um detalhe importante: se a gente dá uma receita para uma cozinheira fazer um bolo, a gente enumera os ingredientes e indica o modo de fazer, e pronto. Ela fará o bolo 'numa boa'. Já para o computador, a gente tem que dizer tudo, tudo, pois sendo burro, só vai fazer o que se manda, nada mais que isso. Assim, se se disser 'pegue uma xícara de farinha de trigo', ele já se perderá, pois faltou dizer, por exemplo: dê 3 passos para a frente, levante a mão direita tantos centímetros, abra o armário, peque a maior das latas que lá se encontram (onde está a farinha) e pegue a xícara que está lá dentro e ponha no recipiente que, anteriormente, você o mandara pegar onde estava guardado. Isto é: você tem que dizer tudo, tudo. Nós, usuários dos computadores de hoje, nem nos damos conta de que é assim que funciona, porque já está tudo programado. Mas, se houvesse uma falha de programação não detectada nem corrigida, logo se sentiriam as consequências. Então, para terminar, diria que não tenho condições de saber se o cérebro eletrônico chegará a ser tão perfeito quanto o cérebro humano. Graças à chamada inteligência artificial talvez haja quem pense que isso seja possível. Porém, acho que, se o homem ainda não sabe tudo sobre seu cérebro... Bem, o fato é que, para nós cegos, a informática e o computador tornaram-se recursos inestimáveis de acesso ao conhecimento, à cultura e à informação. Graças a eles, mesmo cego, consigo interagir com vocês e ficar a par do que acontece mundo afora. Quando fiz um curso de Dosvox (o programa de síntese de voz que me permite usar o computador), pediram-me uma frase sobre ele, e eu disse: antes do Dosvox alguém tinha que conferir o que eu datilografava; agora, eu posso conferir e revisar qualquer coisa que tenha sido digitado."

Francimar Torres Maia - OAB/RS 21.132 - 26/7/2010

"Alerto o autor do último Circus que os computadores estão ficando diferentes daquele descrito na última matéria (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui). A notícia (clique aqui) é do site da FAPESP, entidade maior em pesquisa no Brasil e que a reproduziu da revista Science. Abraços,"

Pedro John Meinrath - 26/7/2010

"Querido amigo Francimar, você foi citado nesse Circus e essa era a prova que faltava para confirmar o quanto você ocupa o intelecto e o afeto do nosso mestre Adauto (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui). Da minha parte, só posso continuar vivendo, suportando a tudo isso em razão de umas lições tomadas com o Zuenir Ventura em 'A Inveja", fui, que o Antonio Olinto, com seu 'Trono de Vidro', me colocou no meio de 'uma guerra', em Zorei, em pleno continente africano e o negócio está incendiando por lá, preciso me posicionar, acho que vou me candidatar em favor da redemocratização daquele país e o que é mais, mais, de tudo isso, com a passagem comprada na Livraria Virtual, ao custo de mínimos caraminguás, com frete e tudo. Abraços, saudades, saudades, saudades, de vocês meus queridos, e de poder servir um mate, que não o do João Cardoso (o Eldo que explique), com erva colhida em manhã de inverno com geada, carijada em noites de lua cheia, e canchada, em soque de angico com marmelo e curunilha, para ficar perfumada, com o 'auroma', das nossas mais intestinas raízes da pampa farrapa e guarani. Cruz credo, fui. Se quiserem ir mais longe, nessas 'campereadas', façam contato com o Mano Meira, ou ainda, com o nosso amigo dr. Vicente e desse poderão aproveitar, ainda, as lendas/histórias sobre antigos guerreiros, tais como: Gomercindo Saraiva, ou ainda, aquele, famoso caudilho, Julio de Castilhos, Borges de Medeiros, Assis Brasil, e não quer me acudir a memória/computador, segundo o nosso mestre Adauto, aquele que alardeava, 'ideias não são metais que se fundem', vai ficar órfão, por breves momentos. Até,"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 26/7/2010

"A personagem do Circus 190 (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui)

Com nossos computadores,

meu amigo Francimar,

Nós podemos navegar

Nesse mar de espinhos e flores,

Quais grandes navegadores,

Mestre Adauto no comando,

Vamos seguir navegando,

Sentindo o amargo e doce

Do verso que desgarrou-se

Quando a d'alva ia cruzando."

Mano Meira - 27/7/2010

"Meu querido Mano Meira, tudo bem, pela parceria vamos concordar que 'D'alva ia cruzando, só que não esqueça de confessar, para o universo migalheiro que com essa invernia negra, que anda grassando o nosso planalto, faz um bom par de mês, que você não vê essa estrela, que dizem os entendidos, é a 'primeira estrela da manhã' (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui). Nada como ser poeta, e dos bons, e assumir a autoridade e coragem de escrever no inverno, com a inspiração dos verões e das primaveras. A outra, ficou faltando a estória do 'Mate do João Cardoso', e nome do nosso imortal símbolo da conciliação política e guerreira, que afirmou: 'ideias não são metais que se fundem', veio!, é o Gaspar Silveira Martins. Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 27/7/2010

"Nunca será demasia lembar do sempre atual '2001 - Uma Odisseia no Espaço', do Stanley Kubrick, no qual o computador HAL, de inteligência quase-humana, passa por aquilo que muitos humanos já passaram, passam e passarão: enlouquece (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui)."

Adauto Suannes - desembargador aposentado - 27/7/2010

"E por falar em 'loucura', a minha paciência está se esgotando de tanto espreitar e nada ver sobre a resposta devida pelo nosso querido Mano Meira, acerca do 'mate do João Cardoso' (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "Circus - 190" - clique aqui). Então, te aprochega vivente, que a água já está na cambona, é só mandar buscar os avios. Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 28/7/2010

"Amigo Cleanto, o Mate do João Cardoso, quem explica é o imortal João Simões Lopes Neto. Quem está lendo os Contos Gauchescos e Lendas do Sul, do famoso autor é o nosso amigo Dr. Vicente Marcondes e para alegria desse migalheiro, minha filha Juliana me contou que também está lendo e se impressionou com um entardecer descrito no conto As Trezentas Onças. Me disse, e isso confirmado pelo próprio Dr. Vicente que nunca leu nada que descrevesse tão genialmente um por de sol como aquele. Caro Cleanto, a geada de agosto que está por chegar pode ser que nos faça ver a D'Alva tilitando de frio. Um abraço migalheiro,"

Mano Meira - 28/7/2010

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