sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

"Eutanásia passiva"

de 10/4/2005 a 16/4/2005

"Muito boa a idéia do Ministro da Saúde, de promover a rotatividade na ocupação dos leitos das UTIs do atendimento público. Assim, cada doente fica no leito um pouquinho e, em seguida, é de lá retirado, abrindo vaga para o próximo da fila. Dessa maneira, é possível multiplicar a utilização dos leitos e ninguém poderá reclamar que não encontrou um leito vago. Principalmente os que vierem a falecer..."

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Patentes e Marcas Ltda - 12/4/2005

"Mais uma vez o nosso mui DD Ministro da Saúde Humberto Costa demonstra sua grande preocupação com a vida humana. Não bastasse o "caso" das indiazinhas, vem agora falar em rotatividade das UTIs, como se pudesse generalizar através da pena, o que tem de ser definido pelo conhecimento médico. Deus nos acuda!"

Sebastião Roberto de Souza Coimbra - advogado - 13/4/2005

"O ministro da Saúde Humberto Costa afirmou esta semana que o governo estabelecerá normas para selecionar os pacientes com prioridade de internamento nas UTIs (Migalhas 1.146). Significa dizer, o Estado não dá conta da demanda da saúde pública, então terá que separar pessoas por critérios, escolhendo alguns para internamento nas UTIs e os demais devem permanecer no corredor do hospital a espera da morte. Na verdade, é a autorização oficial para a prática do crime denominado eutanásia passiva. . Pior é que o critério utilizado para esta criminosa seleção, na verdade, faz lembrar os tempos dos campos de concentração nazistas, quando todos os dias eram selecionados alguns para trabalhar, enquanto os demais caminhavam para a câmara de gás. É evidente que a proposta de restringir os leitos de UTI para os doentes recuperáveis é ilegal e até mesmo criminosa, pois os médicos que seguirem critérios de exclusão, correrão o risco de responder pelo crime de omissão de socorro."

Antonio Carlos de Andrade Vianna - Sócio Senior do escritório Antonio Carlos de Andrade Vianna - Advogados Associados - 13/4/2005

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