quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Paternidade

de 8/8/2010 a 14/8/2010

"Tenho o Exmo. Sr. Vice-Presidente em alta conta, não apenas pelo seu passado empresarial, sua decisão de ingressar na política, mas também pela sua luta incansável contra a sua doença que jamais o faz curvar-se (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "E agora José?"). É por isso que estou estranhando sua posição no caso do questionamento de paternidade no qual está envolvido. O argumento de que manter relações com prostitutas constitui-se em excludente de responsabilidade equivale a dizer que a gravidez, neste caso, é 'risco profissional' cujo risco e responsabilidades derivadas deveriam ficar com a profissional. Observo, ainda na mesma linha, que esse foi um dos argumentos do goleiro Bruno quanto à sua relação com a desaparecida. Não tenho dúvida que a maternidade é, de modo geral, sempre certa. Porém acho que a paternidade, com os atuais avanços técnicos também pode ser certa. A confirmação disso depende, é claro, de existir um pedido minimamente formulado e embasado em evidências razoáveis, mas também de um questionado e que tenha um comportamento socialmente responsável. Não sei com quantas mulheres o Exmo. Sr. Vice-Presidente manteve relações ao longo de sua vida e tampouco qual o número de relações que suas parceiras mantiveram com as demais, o que a questão suscita não é a leviandade da acusação (que até pode ser considerada), mas é a atitude frente ao problema. O sexo é, e deve ser encarado como um ato de responsabilidade, mesmo que tenha sido praticado num passado meio esquecido. Essa responsabilidade que existe em cada um de nós, é ampliada no caso daqueles que têm imagem pública e que deveriam se preocupar com os exemplos que suas atitudes passam. Quero confiar que o Exmo. Sr. Vice-Presidente não permita que este assunto seja algo que represente uma 'curva' em sua vida."


José André Beretta Filho - 12/8/2010

"'O Zé é demais' crocita embevecido o 'nosso líder dos povos da floresta' (Migalhas 2.435 - 23/7/10 - "E agora José?"). Considerando-se que deve conhecer bem a malta que o rodeia e os critérios morais e éticos da figura, para mim é um julgamento quase definitivo do carácter do indivíduo em pauta... O definitivo está na estupidez machista, amoral e aética, da explicação da concepção da sua, agora legal, filha : 'Foi uma noite de farra num puteiro'. 'O Zé é demais'."

Alexandre de Macedo Marques - 12/8/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram