sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Escravidão

de 17/4/2005 a 23/4/2005

"O passeio do Presidente Lula pela África serviu para mostrar sua ilimitada hipocrisia, sobretudo quando, ao lado de seu Ministro da Cultura (?), o cantor Gilberto Gil, conseguiu a proeza de chorar relembrando o embarque dos escravos para o Brasil. Esqueceu-se o bizarro Lula de que sob sua inepta presidência o Brasil mantém neste terceiro milênio um razoável contingente de meninas e adolescentes escravas da prostituição, em estranho comércio que serve de chamariz para atrair turistas do exterior; esqueceu-se de outro razoável contingente de trabalhadores escravos, ainda mantidos sob cativeiro em grandes fazendas perdidas por este Brasil; esqueceu-se da população escrava da industria da seca, que mantém cada vez mais ricos os políticos “artesianos”, versão moderna dos antigos coronéis e capitães de engenho; esqueceu-se dos escravos da fome, dos escravos de doenças já erradicadas em outros países e dos escravos das trevas do analfabetismo crescente; e esqueceu-se dos demais, escravos de impostos escorchantes, escravos da insegurança, escravos da injustiça e da desigualdade, e condenados a terminar esta curta trajetória pela superfície da existência sem perspectivas de qualquer melhora, pelos menos sob sua presidência."

Léia Silveira Beraldo - advogada em São Paulo - 18/4/2005

"O companhêro Presidente pedir desculpas pela escravidão, tudo bem. Agora, comparar a escravidão com cálculo renal... É "um pouco meio muito" como diria a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo."

Valéria Terena Dias - 18/4/2005

"Sim, o Presidente Lula chorou e pediu desculpas pela escravidão... Sem sombra de dúvida um gesto nobre, de estadista. Pediu perdão em nome da nação brasileira. Mas, e como temos tanto que pedir perdões? Perdão aos paraguaios, aos imigrantes alemães, aos índios, e certamente aos sem-terra, seus próprios concidadãos e irmãos nacionais. E Sabem por quê? Por causa de uma "elite" selvagem que domina com tacões desde quando invadiram este país. Não se podemos esquecer que geneticamente somos tão descendentes de negros africanos quanto de degredados psicopatas. Mas alguns ainda insistem se dizerem do sangue azul degenerado da nobreza branca européia, justificado pelo grau de doutor que "larapeiam" das universidades."

Volnei B. de Carvalho - 19/4/2005

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