quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Racismo

de 10/4/2005 a 16/4/2005

"A imprensa gosta de vender a informação, por mais que ela esteja errada. Ontem o zagueiro argentino Desábato foi preso e as emissoras de televisão logo anunciaram que ele praticou o crime de racismo contra o atacante do SPFC, Grafite. Pelo que foi exibido, é claro que não houve a prática do racismo, afinal, o jogador argentino não promoveu segregação racial ou mesmo excluiu o jogador Grafite do meio social... Os chamamentos de "preto", "pretinho" e outros foram direcionados ao atacante do clube paulista. Houve nenhum tipo de inibição, de cerceamento ou discriminação em relação à Raça Negra, como um todo. Na verdade, o que aconteceu está tipificado no Art. 140, §3º. É uma injúria qualificada, não o racismo, propriamente dito (previsto na Lei 7.716/89). Nessas horas a imprensa poderia utilizar seu potencial para passar a informação corretamente e evitar a apelação."

Claudio Antonio de Paiva Simon - 15/4/2005

"Verdadeira patacoada a detenção do atleta do Quilmes, por ter chamado de ‘negro’ o jogador Grafite, do São Paulo. Qual é o branco que jamais foi chamado de ‘branquelo’, durante uma partida de futebol? Aí, parece que o racismo maior acontece entre os próprios negros que, por rejeitarem o fato de serem negros, detestam serem chamados de negros, renegando assim a própria raça. Dar o nome aos bois não é crime."

Conrado de Paulo - 15/4/2005

"Os crimes contra a honra têm uma particularidade: somente o alvejado pode dizer se foi ou não atingido em sua honra, se vivo for. Assim, não pode a autoridade pública tomar qualquer providência antes disso, pois o crime ainda não está integrado. Ou, tecnicamente falando, falta uma condição de procedibilidade. Costumávamos dar em classe um exemplo: alguém diz a outrem "espanhol estúpido". O alvejado representa à autoridade policial, dizendo-se ofendido, pois não é espanhol, mas português. Se instaurada a ação penal, o juiz não poderá condenar o autor da frase por ter empregado a palavra "estúpido". Curtindo o sol brasileiro, por breves dias,"

Adauto Suannes - 15/4/2005

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