segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 22/8/2010 a 28/8/2010

"Troca idade o Mano Meira :

Era inverno e dos bravos,
ouviu-se um berro de touro,
no pós-guerra,
reduto do Almirante,
ventre do mato-grande,
foi derrubado no mundo.

Foi assim ou parecido,
que nasceu esse gaudério,
na sombra do Umbuzeiro,
e do 'Pinheiro Solito',
gado de osso,
potro na espera, ...

Deu-de-mão num violão,
e soltando forte a goela,
anda cantando e encantando,
os que tem o privilégio,
de acampar na sua volta.

Troca de ano,
fica velho,
mas não vira boi-de-canga,
c'a inspiração de um Hermano,
monta no seu Tubiano,
esporeia seu destino, ...

Lá no meio da picada,
o baio parou num rato, ...
não é tua hora patrício,
o Agosto dá adeus,
resiste a quincha do rancho,

... então, encilha esse teu ruano,
puxa a sincha sem enforque,
pezinho na ponta do estribo,
rédea e buçal afinado,
e suba coxilha acima,
cortando trança de china,
e surrando macho a facão!

... do teu carregador de pasta e violão,"


Cleanto Farina Weidlich - Carazinho/RS - 25/8/2010

"Cleanto, meu parceiro,
Amigo, muito obrigado;
Embora meio atrasado
Eu justifico por inteiro,
Ando nesse entreveiro,
Nessa minha vida rude,
E ao fim e ao cabo a miude,
Eu sendo um velho sem sono,
Digo que o tempo não tem dono
E confesso que não pude.

Gracias! Fiz mais um tento.
Mais um ano não é nada
Pra quem já tá de pua atada;
Cleanto. Gostei do comento,
Teus versos são um alento
Pra um índio como eu
Que pouco tem de seu
Mas segue buscando o rumo,
Enquanto houver pica fumo
O mundo não se perdeu!


Mas, de inhapa, te cito o velho brocardo: Tudo é lucro depois de meia centena! Gacias!"

Eldo Dias de Meira - 26/8/2010

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