sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Jornal do Brasil

de 29/8/2010 a 4/9/2010

"Apesar de não ser profissional da área jurídica, leio e admiro Migalhas desde praticamente o seu lançamento e acho que tenho o direito de comentar que poucas vezes o matutino foi tão infeliz quanto no comentário sobre o encerramento do JB (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB"). Chegou a chocar. Fez lembrar aquela senhora deputada e sua dança constrangedora no plenário da Câmara comemorando a absolvição dos amigos picaretas."

Helvio Dias - 31/8/2010

"A nota da redação do Migalhas sobre o JB, O Jornal do Brasil - certamente motivada pela derradeira edição impressa do histórico jornal carioca - só encontra parelha nas piadas de baixo nível e ignaro humor do grande humorista Lula da Silva (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB"). Consigo dominar a minha indignação e apenas lamento a, digamos para não ser agressivo, desinformação de quem se atreveu a fazer piada descabida, grosseira e de mau gosto com o melancólico fim de um dos órgãos de imprensa mais respeitáveis da História, desde o século XIX. Morreu vítima de um dos flibusteiros capitalistas que arruinam empresas enquanto acumulam bilhões. A exemplo do Mappin, Mesbla, e etc."

Alexandre de Macedo Marques - 1/9/2010

"Lamentável a notícia do encerramento da edição impressa de 'O Jornal do Brasil'. Fosse ela fruto do progresso e seria menos triste (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB")Jornal da minha infância e juventude, quando morava no Rio de Janeiro, sem jornais televisivos e somente com os noticiários das rádios, o JB era sinônimo de confiança, credibilidade e informação, ombreando-se com o nosso O Estado de S. Paulo. Foram-se também o 'Diário de Notícias', o 'Correio da Manhã' e 'Última Hora', onde lia diariamente 'A vida como ela é', do saudoso Nelson Rodrigues !Se estou correto nas minhas informações, pertenceria agora o JB ao mesmo proprietário que detém a  propriedade da Gazeta Mercantil, jornal que acompanhei seu crescimento de um mero jornal de balanços e avisos legais para o mais importante jornal nacional de negócios, editado simultaneamtne em cerca de nove ou onze capitais ! Dizia-se : 'se a Gazeta Mercantil não deu na primeira página, não é importante'. Honra seja feita aos empresários com raízes séria na imprensa e que sustentam seus veículos com credibilidade. E honra seja feita aos boletins eletrônicos especializados que chibatam seus colaboradores mas mantém elevado nível de confiança e credibilidade. Parabéns !"

Antonio F. C. Conde - OAB/SP 18.304 - 1/9/2010

"Concordo e apoio os leitores sobre as palavras dada ontem sobre o fim do JB (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB"). Foi totalmente sem o mínimo respeito e acredito que o de hoje tentando consertar o erro foi pior. Devemos sempre pensar antes de se escrever que a brincadeira, piada para certos momentos é totalmente incoerente. Grata,"

Angela Cristina Reis dos Santos - 1/9/2010

"A nota de hoje do Migalhas, tentando excusar- se do que chama 'brincadeira carioca' é uma emenda canhestra a um soneto mambembe (Migalhas 2.463 - 1/9/10 - "JB") . Há coisas e acontecimentos cujo valor intrínseco e significado não admitem tratamento de duvidoso humorismo. Pelo menos, um respeitoso silêncio. Cabe citar o poeta inglês : 'Não perguntes por quem os sinos dobram. Pode ser por ti' !"

Alexandre de Macedo Marques - 1/9/2010

"Como antigo leitor do Jornal do Brasil - JB, jornal esse, que marcou na história da imprensa, por seus renomados e competentes colunistas, tendo inclusive o maior dos pensadores, articulistas, e homem de moral e reto caráter, a pessoa do Sr. Barbosa Lima Sobrinho (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB").  Gostaria de dizer de minha indignação com a forma que colocaram, em que os 'peixeiros ficariam sem um material de embalagem'. Pode não ter tido a intenção pejorativa, mas, a que se ter cuidado com o que se escreve.  O bom senso tem que prevalecer.  Os últimos períodos, em que a (talvez) má administração, fizesse com que o renomado JB, viesse a ter dias difíceis, não faz com que, falemos ou escrevemos o que bem quiser, sem o mínimo de equilíbrio.'

José Carlos Mesquita Cavalcante - 1/9/2010

"Não bastasse a decadência e má gestão assolando o finado JB, de tantas glórias, que encerra a edição impressa, ainda vocês atiram pedras na Geni (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB") ? Que história é essa de o JB embrulhar peixe ? Concordo que por fim estava uma ..., mas respeitemos as exéquias."

Oswaldo Duarte de Souza - OAB/RJ 24.397 - 1/9/2010

"O Jornal do Brasil acabou (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB"). O Estado de São Paulo está sob censura há mais de ano. A imprensa finge que não, mas está do lado do PT (leia-se Lula). Serra, para ela não passa de 'candidato da oposição'. Dilma vem aí. Que será de nossa frágil democracia ? É triste para todos nós."

Ademir Ribeiro de Andrade - 2/9/2010

"É consenso no meio jornalístico que jornais levam pelo menos uma década para morrer (Migalhas 2.462 - 31/8/10 - "JB"). Pois o Jornal do Brasil levou mais de três. De fato o JB não morreu quando circulou sua última edição em papel. Acabou mesmo em 2001, quando a marca foi arrendada por gente mais interessada em usar o jornal como plataforma de negócios. Não podia dar certo. Se algum dia houve a ilusão de que o JB velho das melhores guerras poderia renascer, nunca houve empenho, propósito e competência para isso. Daí não valer a pena agora a missa de corpo há muito ausente, esplêndido e insubstituível."

Iracema Palombello - 2/9/2010

"Prezado Diretor,

Tenho acompanhado um tanto perplexa esta polêmica em torno do relacionamento entre peixeiros e jornais. E vou pedir licença aos experientes juristas que aqui comparecem para a intervenção de uma modesta professora sexagenária, ainda assim antenada nos modernos meios de comunicação.

Nos velhos tempos em que eu criava três filhos com o meu labor no magistério, nem todo dia conseguia comprar o jornal cotidiano. Então, muitas vezes, ao desembrulhar o peixinho de sábado trazido da feira da Paulo Barreto, aqui em Botafogo, eu perdia alguns minutos lendo algum artigo do JB que me interessava. E o danado do Seu Manuel, com seu jeito meio rude de peixeiro da Beira, parece que acertava ao escolher a embalagem. Junto com o tambaqui, lá vinha um poema do Thiago de Mello. Ao desembrulhar o peixe para uma moqueca capixaba, saboreio uma crônica do Carlinhos Oliveira. Quando disse que ia preparar um prato mais sofisticado, aparece o badejo embrulhado numa crônica da Clarice Lispector.

Tenho certeza de que as páginas do JB eram escolhidas a dedo, e como tinha senso de humor aquele português bigodudo! As lulas que comprei no fim dos anos 70 vieram com um artigo sobre aquele sindicalista barbudo que andava agitando o ABC paulista. E quando falei que o peixe daquele dia seria acompanhado por batatas ao murro, deparo-me com a foto do General Figueiredo, proclamando: 'prendo e arrebento'!

No mais, que saudades vou sentir daqueles pedaços de jornal sujos de escamas e com cheiro de maresia... as colunas do Castelinho, as sacadas do Zózimo, o Informe JB, as críticas teatrais do Yan Michalski, a Susana Schild comentando filmes, as vociferações do Tinhorão contra a americanização da nossa música. E os artigos de Grace Dantas no Caderno de Ecologia, as resenhas literárias no Ideias, a diagramação limpa e moderna do Caderno B.

Lembro-me bem da maior satisfação que um pacote do Seu Manuel me deu. Taurina, às vezes exagerada, eu tinha feito uma extravagância para comemorar meu aniversário: comprei uma lagosta. Mas o maior presente foi a embalagem: uma crônica do Drummond, com a Carta aos nascidos em maio.

Foi uma festa memorável. Obrigado, poeta gauche! Obrigado, meu saudoso JB!

Espero, senhores causídicos, que eu tenha vendido meu peixe..."

Glamúria Moutinho - 3/9/2010

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram