quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Faculdades de Direito: o problema não é a quantidade, sim, a qualidade

de 19/9/2010 a 25/9/2010

"O texto do Professor Luiz Flávio Gomes é importante (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Ensino "sem" distâncias" - clique aqui). Exige, entretanto, muita reflexão. A mudança de paradigma no modelo educacional não é algo que se defende em poucas linhas, ainda mais quando se percebe o apego a determinados métodos. Espero que o texto permita a reflexão e traga as mudanças efetivamente necessárias no futuro. Mas, é preciso tempo e debate. Olhe o modelo europeu. A EU está discutindo o Tratado de Bolonha desde 1999 e ainda resta dúvida sobre determinados aspectos de tal modelo, que busca o fortalecimento do bloco da UE através do Ensino Superior, cujas primeiras regras obrigatórias curriculares chegaram somente em 2010. O método de ensino sem fronteiras, sem distâncias, ou qualquer outro apelido que se dê, nos moldes do conhecido EAD, realmente é necessário para ampliar o volume de alunos matriculados em cursos superiores no Brasil. Tanto é verdade que os grupos privados de investimento estrangeiro chegaram recentemente ao Brasil ao observar o gráfico do futuro em termos de número de alunos matriculados. Contudo, tal necessidade e tal possibilidade exigem reflexão apurada, ainda mais quando se trata do curso de Direito. Um exemplo : o alto índice de reprovação no Exame da OAB está sim ligado à formação de nossos alunos na educação fundamental e no ensino médio. Basta verificar que aquelas faculdades públicas, que recebem o melhor aluno do ensino médio, exame após exame da OAB, mantém-se com ótimo índice de aprovação. Portanto, antes de propor mudança de modelo educacional universitário - até para evitar o cunho mercadológico e comercial da proposta - deve-se pensar na formação educacional do provo brasileiro, desde o ensino fundamental. E, ainda, vale destacar outro ponto importante. Creio que a motivação - proposta no texto - é ferramenta importante na condução do aprendizado dos alunos, mas de que adianta motivação se o aluno efetivamente não apresenta condição de aprendizado. Motivar um aluno do Largo São Francisco está longe de ser algo próximo de motivar alunos de muitas outras faculdades de Direito do país. O aluno do Largo São Francisco, motivado, conseguirá estudar quase que sozinho para passar no Exame da OAB, pois fez muito bem esse caminho para ser aprovado no concorrido vestibular. O sucesso do método de EAD exige esse perfil do aluno. Precisamos, então, promover uma reviravolta no modelo educacional como um todo, para que os alunos universitários tenham o conteúdo necessário para aproveitar a motivação, bem como consigam andar com suas próprias pernas no chamado EAD. Grande abraço,"

Luis Fernando Rabelo Chacon - escritório CMO Advogados - 22/9/2010

"Disse tudo ! Parabéns (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Ensino "sem" distâncias" - clique aqui). Abraços,"

Amanda de Abreu Cerqueira Carneiro - OAB/RJ 137.423 - 23/9/2010

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