segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Mídia e política

de 19/9/2010 a 25/9/2010

"As considerações feitas por esse poderoso órgão midiático (mídia e política) merece nosso aplauso (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política") ! Na verdade, o que temos assistido, há muito tempo, é que parte da mídia se travestiu de 'média', passando a utilizar em suas rotativas, outra matéria prima a título de tinta, extraída talvez, das entranhas humanas... Qual o jornalista tem coragem e estofo de colocar os pingos nos iis diante de qualquer autoridade desta velha, calejada e desgastada república ? Com exceções de praxe - que não são mais repórteres atuando na linha de frente, caso de Villas Boas Correia, Dora Krammer, Janio de Freitas etc - a grande maioria se limita a repetir a fala oficial ou transcrever press release. Essa é a realidade do jornalismo que sem trocadilho, vive de migalhas. Recebam meu abraço,"

Márcio Peixoto - 22/9/2010

"Embora o presidente Lula não tenha consciência exata, ou finja não a ter, do seu papel como representante do Estado, seria bom que soubesse que a impressa, há mais de duzentos anos, é livre para fazer suas reflexões a respeito da sociedade, para denunciá-la e por que não para vigiá-la, não é de jeito nenhum um partido político, por isso mesmo não pode ser derrotada nas urnas, como deseja pretensiosamente este mandatário (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política"). O presidente, sim, seria derrotado se tivéssemos um povo com maior discernimento e capacidade de entendimento sobre os problemas a serem enfrentados pelo país afora, ou, simplesmente, pela salutar disputa, ato saudável a qualquer democracia, e por cima disso, soubesse que um governo não pode achatar a oposição de modo a não admitir as críticas, tampouco exterminar partidos e abafar a voz daqueles que discordam, sempre em busca de uma popularidade total, de um regime de governo que deste modo beirará em breve o totalitarismo. Logo ele tão afeito às criticas ferrenhas quando andava a desfilar pela oposição, a tudo e a todos, sem nenhum critério que não fosse o da retórica veemente e da falácia gananciosa de seus pares vermelhos. Não é mais possível nem aceitável que a cada eleição ou disputa política, fiquemos todos, pelo menos aqueles que consigam atinar, a mercê dos achaques deste presidente que tão somente pensa na faixa presidencial, quiçá no poder vitalício como querem seus colegas venezuelano, cubano, norte-coreano, iraniano, e por ai além da simpatia. Desse modo, concluo dizendo que a imprensa faz-se necessária, irrevogavelmente, ainda que saibamos : também ela, a imprensa, comete erros dos mais graves, mas não tão grave quanto o deste presidente que pretende cerceá-la. O voto é mesmo o mais belo armamento de que dispomos, mas para usá-lo eficazmente, precisamos saber manuseá-lo, não como moeda de barganha — um tijolo e duas telhas —, mas como instrumento de avaliação inequívoca, de modo que ponhamos dentro da urna não apenas a opção simplória de um candidato loquaz, mas a opção consciente e plena de que naquele candidato estamos depositando as expectativas e a esperança de todo um país e, consequentemente, nosso futuro também, sob pena de passarmos à história como meros coadjuvantes de um Brasil eternamente promissor. Ah, se Gutemberg tivesse inventado também a Censura !"

Achel Tinoco - 23/9/2010

"Na nota 'Mídia e política', Migalhas faz acertada crítica a repórteres, vistos copiando o ditado do candidato em seus laptops (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política"). Repórteres costumam usar gravadores, que podem registrar centenas de horas de áudio. Por que não usá-los, fazendo a degravação posteriormente, e ficando livres para questionar, imprensar (no sentido de pôr contra a parede, embora o verbo no sentido que imaginei, relacionado à imprensa, não exista) o orador e fazer-lhe perguntas incômodas ? A pressa não combina com a qualidade, não é ?"

Luiz Leitão - jornalista - 23/9/2010

"Há uma enorme diferença entre criticar veículos de imprensa, por notória falta de isenção e equilíbrio na cobertura das eleições, e pretender cercear a sua atividade (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política"). A postura da imprensa é, sim, criticável, e tal crítica, mesmo quando feita pelo Presidente da República, não representa qualquer ameaça à democracia, ou retorno aos tempos da censura. Se os jornais podem criticar, também podem ser criticados. Ou será que estão acima do bem e do mal ?"

Gustavo Martins dos Santos - 23/9/2010

"O manifesto dos juristas (nem todos eram juristas) teve nítido cunho eleitoral (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política"). Parecia mais um grupo de órfãos da quase finada candidatura serrista. Atribuir a Lula dons de fascista por ele ter criticado a mídia é óbvia criação de factóide. Lula apenas se defendeu e disse que a mídia mente muito. Isso é verdade ou será que não ? O manifesto dos 'juristas', neste contexto ficou parecendo aquele movimento 'cansei', alguém lembra ?"

João Batista da Silva - OAB/SP 128.976 - 24/9/2010

"Que mídia é essa que só quer fazer valer o que ela pensa (Migalhas 2.476 - 22/9/10 - "Mídia e política") ? Desde quando Globo e Folha podem ser considerados como arautos da Democracia ? A verdade é única e lamentável : não 'engolem' Lula."

Frederico Augusto - 24/9/2010

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