quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Correios

de 15/5/2005 a 21/5/2005

"Senhor editor de Migalhas. Sou empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, há 12 anos, empresa por quem tenho enorme admiração, pois ajudo a construí-la exercendo junto com os mais de 105 mil empregados, nossas atividades com dedicação e comprometimento, e não poderia deixar de responder ao infeliz equívoco no texto intitulado "Os estertores do monopólio postal - II" (Migalhas 1.168 – 16/5/05). A ECTé (sim senhor) a instituição de maior credibilidade no país, revelada por pesquisa de opinião pública. Além disso, ela está presente em todo o território nacional para levar cidadania aos brasileiros, bem como integrar pessoas e empresas nos mais distantes pontos do nosso país. Agora, o senhor acha que se houvesse essa "desordem" que nos é imputada pela sua matéria de forma generalizada, nós conseguiríamos ser a instituição de maior credibilidade neste país? Somos uma empresa séria e não há desordem. O que ocorre é que em toda parte existem pessoas corruptas e minha opinião pessoal é de que me sinto aliviado que essas práticas (devidamente investigadas) como a última denunciada pela imprensa são descobertas e os responsáveis afastados e punidos."

Sergio Fischer – funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT – Blumenau/SC - 17/5/2005

"Sergio Fisher,li com admiração sua carta e baseado em suas afirmações sobre a qualidade da empresa, pergunto porque não abandonam a proteção abusiva do monopólio, dão segurança legal às franqueadas e desmontam o intimidatório aparato legal?"

Oswaldo Pepe - 18/5/2005

"Agora, essa história dos Correios e do Deputado Roberto Jefferson. A Revista Veja publica, acerca dos correios, as ligações entre certos funcionários e seus padrinhos, sempre integrantes do Legislativo. Cá entre nós, alguém tem alguma explicação para que deputados, eleitos para cumprirem um mandato legislativo sigam, na maior cara de pau, para a direção de Estatais? Alguém pode explicar os motivos que levam os senhores deputados a brigar para introduzir seus apadrinhados em certos cargos públicos? Você que me lê, já pensou em indicar alguém para um cargo público de confiança? Confiança de quem? Porque motivo você que me lê indicaria sicrano ou beltrano para essa ou aquela diretoria dos Correios? Porque esse assunto interessaria a você, deputado ou senador? Alguém pode pensar em algum outro motivo para alguém brigar para colocar um apaniguado seu em um cargo de confiança em uma Estatal, a não ser posicionar um peão seu para a barganha de alguma coisa? Por que os membros do legislativo não legislam, se para isso foram eleitos? Por que os do executivo não executam, se lá estão para esse fim? Ou não é para isso que lá estão? Ninguém tem, é obvio, que indicar alguém para lugar algum, a não ser para o seu próprio gabinete, e isso se não for um parente. Quando você ver que alguém, um legislador, ao invés de estar legislando está mendigando, exigindo, barganhando ou negociando a colocação de alguém em um certo cargo de confiança, tenha em mente, trata-se de um corrupto, utilizando a posição que lhe foi conferida pelo voto popular para fins próprios e particulares. Ou alguém ainda não percebeu que fincar amigos ou subordinados em cargos públicos que controlam dinheiro é o principal objetivo dos nossos políticos, posto que isso favorece sua reeleição ao cargo que ocupam no legislativo, essa sim sua única intenção, seu único interesse. Uma publicação como o Migalhas, que atinge um público bastante grande e preparado, que tem influência na opinião pública, poderia manter aberto um espaço próprio e permanente para a corrupção no país, em todos os níveis, de modo a tornar esse assunto obrigatório, no intuito precípuo de tornar execráveis e execrados todos os políticos que, ao contrário de exercer o mandato para o qual foram eleitos, dedicam-se à politicagem, politicalha, ou o que quer que isso signifique."

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Patentes e Marcas Ltda - 18/5/2005

"Em apoio aos comentários do colega Sergio Fischer, e mostrando que a ECT é uma empresa séria, segue abaixo, providências tomadas pelo Ministro das Comunicações e divulgadas pela Agência Brasil, visando apurar as irregularidades apontadas nas denúncias.

O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, anunciou no último sábado, por meio de nota oficial, o "imediato afastamento" de suas funções do chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho. Eunício também anunciou "abertura de inquérito administrativo com vistas à sua demissão a bem do serviço público".

Reportagem da edição 1905 da revista Veja aponta a participação de Marinho em um esquema de corrupção nos Correios. A reportagem traz uma gravação em vídeo, de cerca de 1h50 de duração, que flagra a existência de um esquema de propina nos Correios envolvendo Marinho, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB.

Segundo a nota, o ministro aceitou também o pedido de afastamento do diretor de Administração, Antônio Ozório Batista, do cargo até a conclusão do processo. Eunício Oliveira também decidiu solicitar ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a imediata abertura de inquérito para apurar todas as denúncias contidas na reportagem da Revista Veja. Ao ministro da Controladoria Geral da União, Waldir Pires, Eunício solicitou, segundo a nota, que inicie investigação de todos os indícios de corrupção contidos na gravação divulgada pela revista.

Em nota, Eunício reafirma que "o ministério seguirá rigorosamente os preceitos do governo federal que não tolerará qualquer ato de corrupção nas empresas e órgãos a ele subordinados".

Flavio Cardoso - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT - 18/5/2005

"Cada vez mais é necessário interpretar o sentido das palavras. Por exemplo, o que significará, no entender das televisões, ao anunciar um filme, a palavra inédito? Aurélio informa que inédito significa “nunca visto”. No entanto, o tal filme inédito é sempre uma velharia. Acreditar, segundo o Aurélio, significa crer, ter como verdadeiro, dar crédito. Se é assim, acredite quem quiser no teor das respostas dadas por José Dirceu às perguntas que lhe foram feitas no programa “Roda Viva”, da TV Cultura. Clique aqui. Não sei porque, já que estamos falando de significados, ocorreu-me a conhecida frase de Bertold Brecht, sobre o analfabeto político":

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.” (Bertolt Brecht).

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Patentes e Marcas Ltda - 19/5/2005

"Interessante observar os rumos da política no Brasil. Iniciada a coleta de assinaturas para instalação da CPI, logo a lista tem mais nomes que os necessários. Até o pseudo ofendido a assinou, como jogo de cena para essa platéia de idiotas que somos nós. Mas, de outro lado, surge super Dirceu que, conforme noticiado "inicia operação para retirada de assinaturas da CPI." E esse edificante trabalho da casa civil tem alguns resultados, principalmente com relação a certos deputados do PL que, como sabemos, é o partido do vice-presidente. Este, o vice presidente, afirmou que se ainda fosse senador assinaria o pedido de criação da CPI. Mas, fica a dúvida. Os tais deputados que assinaram, fizeram-no irrefletidamente? Depois, abertos seus olhos pelo solerte Ministro da Casa Civil, notaram a injustiça que tinha antes aprovado? Ou tudo, com relação aos nossos parlamentares não passa de moeda de troca? Quanto custo, aos cofres públicos, e à dignidade nacional, essa dança do tira e põe assinaturas?"

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Patentes e Marcas Ltda - 20/5/2005

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