sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Roedores

de 29/5/2005 a 4/6/2005

"A peste da corrupção

estampa roedores

em ataques sem pudores

ao erário da nação,

são como rato ou ratão

corruptos e corruptores.

Há ratos de várias espécies

uns são alados,

já que cruzados

com morcegos,

que amiúde

estão sendo pegos

no escândalo da saúde,

enquanto a sorte não mude

com vampiros formam arreglos.

A infiltração é grande

em inúmeras repartições,

nos palácio e porões,

em qualquer dia e hora,

põem as garras de fora

em propinas e conchavões.

E a peste se propaga

sem alarde na calmaria,

fazendo estripulias,

falcatruas e artimanhas,

uns possuem manhas

de formarem parceria.

E afinal, qual a solução?

CPI - meus irmãos ou fogo!

Este lembra o exemplo Romano,

vejam que Nero, o soberano,

pra acabar com a solapa

da peste bubônica, num tapa

fez uso deste artefato bagual,

mandando a guarda imperial,

lascar fogo! E foi tocar harpa."

Mano Meira - 30/5/2005

"Ajudando Zé Preá - (Migalhas 1.171 – 19/5/05)

Do Preá, a idéia é porreta

Pensemos juntos, é hora de ajudar

E pr’a não parecer vil mutreta

Rápido! ... vamos as ratoeiras comprar

Waldomiro, campeão dos bingos, sugere

E fica na moita, raposa matreira

"Que a licitação sempre supere

Meus trinta milhões, Cachoeira..."

Já o previdenciário Jucá

Dono de sítios fantasmas, terras mil

E, dos frangos,  no sistema "dá-lá-toma-cá"

Rompe o silêncio: - "Tudo pelo bem do Brasil"

Comprar ratoeiras em Rondônia

Eis solução entre as boas

Mas, alguém estrila: "É pura  parcimônia..."

E lasca:-"Por que não, na minha Alagoas?"

Campos: eis  um bom lugar

Perto do Rio, quintal do Pagodinho

Assim os dois param de chorar

E volta a sorrir, o casal Garotinho

Concordem comigo: não há solução

As ratoeiras do Preá, aonde se tenta comprar

Surge a propina, repete-se  o "molha-mão"

Portanto:

"Justiça: sufraguemos os ratos para o devido lugar..."

Pio Pardo - 30/5/2005

  

Nero era doido varrido
Pois até a mãe matou
Um sujeito tão perdido
Que até Roma incendiou
Era Roma se queimando
O doido harpa tocando
E delirando se acabou

A própria vida deu fim
Foi seu último prazer
Mas ainda disse assim
Pouco antes de morrer
O fogo faz bem à vista
Pena que este grande artista
Nosso mundo vai perder!

Eu não adoto a fogueira
Me lembra coisa de Nero
Uma pena mais maneira
Eu desejo e considero
Pra findar a ladroeira
É melhor a ratoeira
Pelo fogo não espero!

Eu convoco o Pio Pardo
Mano Meira bem arisco
Pra me ajudar com o fardo
Pois o povo corre risco
Vamos sair na carreira
Pois agora a ladroeira
Vem do rio São Francisco

Dois anos dessa desgraça
E não fez nada que preste
Só vive a tomar cachaça
E a mentir feito a peste
É a praga da Nova Era
Cismou feito a besta-fera
De acabar com o Nordeste
Ele não faz, mas desfaz
É duma ruindade que dói
Quando alguma coisa faz
Outra coisa ele destrói
Sem Itaipu pra deixar
Estrada pra inaugurar
Ou ponte Rio-Niterói

Como um excomungado
Ou coisa ruim, mau cristão
Lula quer fazer finado
O rio da Integração
Vinte e cinco de largura
Por mais cinco de fundura
São as medidas do Cão!

Ele e o Ciro em ação
Vão lascar nosso destino
Achando a transposição
Brincadeira de menino
Aventura molequense
Desse falso cearense
Traveco de nordestino!

O Lula quer essa obra
Pra ganhar nova eleição
E também pra ver se sobra
Pra campanha seu quinhão
Nem a fome ou desemprego
Tira do peste o apego
Pelo seu novo avião

Dou a mão à palmatória
Se não houver desunião
O sedento da história
Fica de lata na mão
A água é pra irrigar
Terra pro rico plantar
Fruta pra exportação

O valor já é sabido
São mais de quatro bilhões
Em tudo está incluído
As verbas das comissões
Caixas dois pra sustentar
Campanhas pra alimentar
Fora a parte dos ratões

Os ratos das construtoras
Vilões do campo e asfalto
Pois obras são causadoras
Da ladroagem de fato
Tribunal de faz de conta
Que a ninguém mais afronta
Pois é refém do Planalto

Triste coisa meu irmão
É a constatação do fato
Que o progresso da Nação
Depende do fim do rato
Essa espécie tão sabida
Que eles dão a mordida
E a gente paga o pato

Pra rato tem ratoeira
Pra igreja tem devoto
Pra o rio a ribanceira
Pro desonesto uma foto
Pro povo a arma na mão
Fuzilar numa eleição
Quem avacalhou seu voto

Zé Preá - 31/5/2005

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