sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Revolução Constitucionalista

de 29/5/2005 a 4/6/2005

"Ao contrário do que pretendeu, as palavras do Dr. Luiz Antonio Caldeira Miretti a respeito do movimento de 1932, confirmaram o que escrevi. No caso da História, na medida que o tempo passa e as paixões diminuem, a verdade vai se mostrando, por vezes, de maneira que não nos agrada. Infelizmente, as elites paulistas de 1932, fizeram derramar inutilmente sangue de brasileiros, jogando irmãos contra irmãos."

Armando Rodrigues Silva do Prado - 29/5/2005

"Em sucinta resposta à réplica do Sr. Armando Rodrigues Silva do Prado, sobre a Revolução Constitucionalista de 32, registro que a história não é feita de paixões, mas sim de fatos concretos que não se apagam com o tempo, recomendando-se a obtenção de informações de quem conviveu com aquele momento da história e a leitura imparcial das respeitáveis obras escritas sobre a Revolução, inclusive algumas com riqueza de informações, também sobre a origem e os propósitos do movimento. E ainda, quem propiciou derramamento de sangue de brasileiros foi a ditadura de Vargas, sendo que a Revolução de 32 em momento algum foi inútil, bastando apenas mencionar um de seus benéficos efeitos buscados, que foi a promulgação da Constituição de 1934."

Luiz Antonio Caldeira Miretti - escritório Approbato Machado Advogados - 30/5/2005

"O sr. Armando Rodrigues Silva do Prado teceu comentários de forma desairosa à valente sociedade paulista, nela entendidos ricos, pobres e não getulista, estudantes de Direito do Largo de São Francisco e da Escola de Engenharia Polythecnica. Bem de ver que, que eu Antônio Orlando de Almeida Prado, conheci, oralmente e não pelos livros a verdadeira história da Revolução Constitucionalista de 1932, os motivos por que o povo paulista enfrentou sozinho o Brasil, pois meu pai, tios, amigos deles e mulheres amigas de nossas famílias, participaram da luta. Meu tio, Antônio Orlando de Almeida Prado, então estudante da Escola Polythecnica, dirigiu-se ao fronte norte e lá serviu como Capitão. Meu pai, João Baptista Anhaia de Almeida Prado, como combatente, foi para o sul e degladiou-se com os gaúchos. Intelectuais ou não, o povo era um só contra Vargas, que espezinhava São Paulo e que como ditador não permitia que tivéssemos Constituição. Jamais houve qualquer interferência de Barão de Café, ou quaqluer outro motivo que não fosse o próprio ditador Getúlio Vargas que infligia ao povo paulista total descárnio e desdém, além, obviamente, de não permitir fosse promulgada Constituição. Após a Revolução, passados dois anos, em 1934 Getúlio promulgou a nova Constituição. O Brasil não está sob o tacão de um Estado, graças aos paulistas de 1932. Salvem os paulistas. Salve o MMDC. Non ducor duco,"

Antônio Orlando de Almeida Prado - 30/5/2005

"Aos amigos migalheiros, peço vênia para acrescentar estas palavras às que escreveu com muita sabedoria Armando Rodrigues Silva do Prado, em Migalhas 1.174 (24/5/05), sobre o movimento paulista de 1932. Digo eu que a verdade nem sempre é agradável. Meu pai, que era bancário, foi um dos ingênuos, ele se alistou como voluntário, enquanto os familiares dos "barões do café", dos "barões do gado", permaneciam resguardados por suas famílias, preocupados unicamente com seus interesses econômicos, apeados do poder por Vargas. Ninguém poderá negar que foi VARGAS quem fincou os primeiros alicerces para uma menor injustiça social no Brasil, onde, na época, os trabalhadores tinham direito a exatamente nada. Os "barões" ainda sentiam o gostinho do tratamento que impunham aos escravos negros e por isso agiam como se ainda tivessem escravos, brancos. Nossa juventude foi, sim, naquele momento histórico, manipulada por falsos democratas."

Aderbal Bacchi Bergo – migalheiro - Juiz de Direito aposentado - 30/5/2005

"Amigos Migalheiros, por meio deste estamos nos posicionando aos comentários publicados na edição Migalhas 1.174, ficaríamos aliviados que o fato fosse devidamente esclarecido. A Sociedade Veteranos de 32 - MMDC esclarece que, a sigla MMDC não pode ser mudada, jamais, pois:

1. A sigla MMDC é patenteada e acordo com o Processo nº 824756118 - INPI e, sua violação constitui crime, conforme capitulado na Lei nº 9279 de 14 de maio de 1996 (...).

2. Historicamente, MMDC é conhecido mundialmente e não se pode alterar o curso dos acontecimentos;

3. Pessoas muito mais inteligentes do que nós, como Guilherme de Almeida, Ibrahim Nobre, Aureliano Leite, Alfredo Elis e outras centenas de autoridades que viveram a época não mudaram a sigla. Como agora alguém altera o MMDC ao arrepio da história?

4. Alvarenga merece ser homenageado no dia 12 de agosto, data de sua morte, pois a bala que o matou não foi a mesma que o feriu em 23 de maio de 1932, pois, sua entrada no Hospital Santa Rita, mortalmente ferido (medula seccionada), foi em 13 de julho de 1932 (44 dias após o 23 de maio), conforme prova o livro daquele nosocômio, médicos atestam que se a bala de 23 de maio tivesse seccionado a medula naquela tragédia causaria a sua morte instantaneamente e não 81 dias depois."

Sociedade Veteranos de 32 - MMDC - 30/5/2005

"Migalheiros, a história precisa ser reescrita constantemente, pois a ideologia está sempre a criar mitos, lendas e meias verdades. Peço vênia aos leitores para, à guisa de contribuição para a reflexão, colocar mais algumas ponderações. A "República Velha" manteve-se no poder graças ao filhotismo, à violência, o voto fraudado (de cabresto) e outros meios, onde o povo não tinha presença. Tanto isso é verdade, que as oposições (todas) tinham como lema a "moralização política e queda das oligarquias". Vejam que atualidade! A Revolução de 1930 foi saudada pelo povo de todos os quadrantes do país, como a que trazia o fim dos "carcomidos". O Partido Democrático (nascido da fusão dos partidos Popular de Antônio Prado, o Evolucionista de Marrey Júnior, o Liberal de Valdemar Ferreira e o da Mocidade) junto com o P.R.P. dos oligarcas tradicionais resolveram "mobilizar", principalmente, a classe média e os jovens da Academia de Direito. A "mobilização" aconteceu com propaganda pesada que hoje chamaríamos de "marketing político". Esses partidos acostumados que estavam com a repressão contra os trabalhadores, sobressaltavam-se com a discussão aberta de reformas favoráveis aos operários. Esses setores reacionários repetiam com o arcebispo de S. Paulo: "O soldado de outubro trouxe na mochila, para S. Paulo, a erva daninha do comunismo". O resto quase todos sabemos: manifestações e, numa delas, jovens foram mortos, pela polícia comandada pelo "herói" e líder da então Força Pública, Miguel Costa. A bem da verdade, Vargas tentou negociar, mudando várias vezes os interventores de S. Paulo. Entretanto, a verdadeira luta travava-se entre os tenentes que, queriam as reformas prometidas pela Revolução de 30, e os políticos que, para resgatar o poder perdido, falavam em reconstitucionalização. Além disso, Vargas não confiava nesses políticos, pois para ele P.D. e P.R.P. eram a mesma coisa. Some-se a isso o fato de que os tenentes impediram Vargas de ceder. É preciso que se lembre que Vargas não tinha poderes totais ainda, sendo tutelado pelos tenentes revolucionários. Esse poder total virá no dia 10 de novembro de 1937, mas aí é outra História. Finalmente, em 9 de julho, as elites e os partidos dos latifundiários iniciaram a luta insana. Em três meses restaram centenas de jovens mortos e uma trágica derrota. Não de Vargas ou de S. Paulo, mas dos tenentes, pois a partir daí Vargas vai se livrar da mediação tenentista, atuando diretamente junto às massas para o bem e para o mal. Quanto ao "non ducor, duco", apesar de achá-lo bonito, fico preocupado, pois esse slogan serviu para a aventura do "separatismo" paulista, além de me lembrar de coisas como "Deutschland über alles". Prefiro "Terra da garoa" ou "Sampa". Santayana ensinava que quem "não aprende com o passado está condenado a repeti-lo". Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 31/5/2005

"Como a história da Revolução de 1932 não foi contada somente por paulistas e paulistanos, consta que havia em 1932, em São Paulo, dois partidos predominantes, o PRP (Partido Republicano Paulista) que mandava desde o fim do século XIX, e o PD (Partido Democrático), doido pra mandar com a ascensão de Vargas em troca do apoio contemplativo dado à Revolução de 1930, pois não pegou em armas. Como Vargas, desprezando o PD nomeou o tenente João Alberto para interventor, começou a nobre luta da elite de São Paulo para voltar ao poder, trazendo (para alguns como pano de fundo), a bandeira pela constitucionalização. Tanto é assim que a sigla MMDC passou a designar uma sociedade secreta para derrubar Vargas. Em janeiro de 1932, os dois partidos PRP e PD que eram antagônicos, resolveram fundar a FUP (Frente Única Paulista). O manifesto da frente exigia a devolução da autonomia política a São Paulo com a nomeação de um civil paulista para interventor e uma constituição para o País. Foi um movimento da classe média paulista e dos ricos, liderado por Júlio Prestes, ex-governador, eleito Presidente, (mas afastado pela Revolução de 1930) e composto por intelectuais, industriais, profissionais liberais, militares, comerciantes, produtores rurais e políticos da velha república, trazendo os estudantes a reboque. Os fazendeiros do café, grandes derrotados em 1930, queriam que Getúlio lhes concedessem favores oficiais, pois na época viviam bastante endividados com o Banco do Brasil, desde a recessão de 1929, a qual provocou uma quebradeira na oligarquia dos cafeicultores, mas afinal conseguiram em agosto de 1933 que o governo Vargas prorrogasse o pagamento das suas dívidas. O povo mais pobre não teve nenhuma participação espontânea no movimento, a não ser os trabalhadores da agricultura paulista, os quais viviam em regime de semi-escravidão e foram manipulados pelo patronato. Se todo o povo paulista tivesse participado da Revolução, São Paulo não teria se rendido tão cedo. A opinião do Sr. Armando Rodrigues Silva do Prado está coerente com a História."

Abílio Neto - 31/5/2005

"Devo expressar minha admiração aos paulistas que defendem a sua luta aqui na Bahia tivemos também um dia, em um mês de julho, em um século longíquo, onde a atitude de muitos baianos de fibra significou o fim do jugo português sobre a nossa terra, o dia 2 de julho. Em homenagem aos muitos baianos que dignificaram nosso solo, o aeroporto internacional de salvador recebeu como nome a data magna do nosso estado, e embora não tão reconhecida, fundamental para a independência do Brasil (ao menos em relação aos portugueses, naquela época, pois agora eles voltam trazendo o euro e recomprando as terras do nosso litoral, construindo mega hotéis, ou investindo em empresas). Há cerca de 8 anos um grupo de puxa sacos resolveu modificar, talvez o projeto de lei aprovado com maior rapidez na historia do Congresso Nacional, o nome que dignificava todo um exército para homenagear nosso príncipe herdeiro, tragicamente falecido, rebatizando nosso aeroporto de ALÉM... E os baianos continuam calados, nada dizem... Parabéns, paulistas."

Alexandre Andrade - 1/6/2005

"O covarde se matou em 1954. Como metástase, sua triste figura ainda carcome masoquistas. Paixão necrófila de getulistas é assunto para sexólogas não para seres humanos."

Moacyr Castro - migalheiro, Ribeirão Preto - 1/6/2005

"Como bem observou o Sr. Moacyr Castro, migalheiro, Ribeirão Preto, o populismo da pior ditadura (Vargas) instaurada no país, ainda encontra defensores para tentar mostrar um lado bom que nunca existiu. A respeito da menção feita pelo Sr. Armando Rodrigues Silva do Prado, de que os dizeres de nosso brasão paulistano "Non Ducor, Duco", serviu para "a aventura do separatismo paulista", equivoca-se mais uma vez quanto à verdadeira história, pois o brasão foi criado em 8 de março de 1917, e seu significado, que traduz fielmente o que é ser verdadeiramente paulistano e também paulista, é muito bem retratado pelo psicanalista Jorge Forbes em seu artigo "Non Ducor Duco - O Espírito de São Paulo" (www.jorgeforbes.com.br), que em parte de seu teor expressa: "Non Ducor Duco comenta o historiador Hilton Federici em sua obra Símbolos Paulistas, ' é a famosíssima e incisiva frase, que bem se coaduna com o sentido dinâmico da história paulistana, que foi um continuado suceder de grandes realizações... essa divisa tornou-se, de pronto, caríssima não só ao coração dos paulistanos, mas de todos os paulistas. Sentia-se, em seu conteúdo, uma extrema afinidade, entre paulistanos e paulistas, capaz de amalgamar todos os naturais do Estado de São Paulo, qualquer que fosse o seu torrão natal... tal a forma com que se enquadrava à mentalidade criadora e condutora de todo o seu povo'.(....) Non ducor duco pode ser cotejado com a frase de Göethe citada por Freud em Totem e Tabu, quando se pergunta: "quais são as maneiras e meios empregados por determinada geração para transmitir seus estados mentais à geração seguinte?" Responde ele então com Göethe: "Aquilo que herdaste de teus pais, conquista-o para fazê-lo teu". Quanto à pretendida associação do lema de nosso brasão "Non Ducor, Duco" com marcha do nazismo alemão, além de ser totalmente incabível, é desprovida de bom senso e de qualquer sentido ou relação com o seu conteúdo e significado, sendo necessário lembrar os laços de admiração e aproximação quase concretizada de Vargas com "Der füher" (Hitler). Parece inacreditável que passados mais de setenta e dois anos da Revolução Constitucionalista de 1932, ainda é necessário refutar argumentos que desvirtuam a verdadeira história, o que demonstra despeito, ou até mesmo complexo de inferioridade, ao serem atacados os ideais paulistas."

Luiz Antonio Caldeira Miretti - escritório Approbato Machado Advogados - 2/6/2005

"De boa lavra e parabéns ao comentário de Moacyr Castro - migalheiro de Ribeirão Preto e Luiz Antonio Caldeira Miretti do escritório Approbato Machado Advogados, os quais merecem nosso total respeito, concordância e admiração. Ainda existem aqueles que defendem os antigos Paulistas e brasileiros, que sofreram as vicissitudes impostas por um impiedoso ditador. Sim, os fatos são fatos e independem do conhecimento jurídico, ou da cor política, daqueles que tentam re-inventar a história contrariamente aos fatos. Bem de ver que, o maior ditador da história deste País, suicidou-se, após a investigação da República do Galeão - Aeronáutica - ter descoberto um mar de lama que os cobria porões do Catete e respingava em nossa Pátria. Pois é, Vargas, tentou mancomunar-se com o Führer; Vargas foi um ditador cruel e exilou diversos brasileiros e paulistas de nossa elite, que, por sinal, não eram comunistas, mas sim faziam resistência às pretensões do ditador; Vargas editou medidas de cunho populista e, infelizmente, ainda existem pessoas que, sem qualquer conhecimento dos motivos que levaram os paulistas a fazerem a Revolução Constitucionalista de 1932, atiram pedras nos velhos paulistas e brasileiros, que se opunham ao descalabro que acabou por surgir na investigação levada a efeito pela República do Galeão. Seus defensores devem ser getulistas. Paulistas, com certeza não são. Nós, paulistas e brasileiros, não só pela raça, mas pelo coração, ficamos perplexos com a defesa que Vargas, o ditador, ainda tem. Non ducor duco, está no brasão a dizer que não somos carneiros, e que não nos vergamos às injustiças e tentativas golpistas, venham de onde vier. Recebemos de nossos antepassados o espírito cívico, que em alguns já não existe, sendo, pois, presa fácil de político populista. É, existem pessoas que gostam de brincar de informados e metem os pés pelas mãos, demonstrando quão piegas são seus entendimentos."

Antônio Orlando de Almeida Prado - 2/6/2005

"Caros migalheiros, Antes que alguns paulistas declarem nova guerra fratricida, quero dizer que a História não é propriedade de uma classe social, por mais poderosa que ela seja, mas, espelho refletido das contradições de classes, interesses e valores, quaisquer que sejam. Apenas para encerrar minha participação nessa discussão, quero dizer que a bandeira de São Paulo com o brasão agressivo e provocador, só tomou força às vésperas do movimento de 32. Essa bandeira, com suas faixas pretas e brancas (13) significam que os paulistas, "noite e dia", estão prontos para verter o seu sangue (vermelho no canto da bandeira) em DEFESA DO BRASIL (perfil geográfico), e NÃO MATAR BRASILEIROS por ideais reacionários de interesse restrito das elites que fizeram 54, 61, 64 e, que, ainda hoje, infelicitam São Paulo e o Brasil. Quanto a Vargas, basta-me saber que, como disse o doutor Aderbal Bacchi Bergo, o pouco que favorece os trabalhadores, deve-se a decisões tomadas nos anos varguistas, o que é triste, pois pouco se fez depois, mas é a verdade. Vargas, pior ditadura do país? Realmente, Médici e os outros presidentes generais pós 64, foram exemplos de democratas e garantidores dos direitos individuais. Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 3/6/2005

"O sr. Armando Rodrigues Silva do Prado, tece novamente comentário, que estarrece. Primeiramente, a ditadura militar foi de uma instituição e a de Vargas de um único homem. Ou não é verdade? Ora, a revolução de 1932, existiu por Vargas e não pelos paulistas. Aliás, os paulistas não cometeram fratricídio. Mas Vargas cometeu. Quem invadiu o Estado de São Paulo, pelo Sul foram os gaúchos. Pelo Norte do Estado de São Paulo, foram os mineiros. Ou foram os paulistas que invadiram o Rio Grande? Ou foram os paulistas que invadiram Minas Gerais? Não, os paulistas defenderam o Estado de São Paulo, contra a sanha de um ditador. E saiba V. Sa. que não só os paulistas mas todos os brasileiros, se acoitados por uma ditadura, se sublevarão. Aliás, a violência que campeia por todo o Brasil, mata mais do que uma guerra e o governo do PT faz o que para contê-la? Nada. Por acaso, não são brasileiros que estão sendo mortos?"

Antônio Orlando de Almeida Prado - 3/6/2005

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