sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Constituição européia

de 29/5/2005 a 4/6/2005

"Bem-aventurados os franceses... Porque eles - apesar de tanta mescla em sua sociedade - não perderam e, ao visto, nem perderão, a idéia básica de que são um Estado soberano e democrático. E, diante da febre globalizadora de povos e nações (não só econômica, como alguns alardeiam), diga-se de passagem, restrita nos benefícios apenas àqueles que tenham algo a oferecer ao grande jogo, conforta verificar que os batavos tendem a dizer Não! Uma Constituição Européia! Como bem perguntou ontem o Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho, ao final da Mesa de Debates do Instituto Pimenta Bueno, na USP: "Onde está o seu Poder Constituinte?"

Robson do Boa Morte Garcez - Professor de Direito Constitucional e da Cidadania da FACCAMP, em Campo Limpo Paulista-SP - 2/6/2005

"A rejeição da Constituição européia é resultado do temor dos franceses, acostumados à proteção estatal, de reformas liberalizantes que aumentariam a competição entre indivíduos, empresas e países. Era a chance da Europa conseguir revigorar sua economia e contrabalançar, no futuro, o poder dos Estados Unidos. A chance foi perdida, e os franceses pagarão o preço da mesquinharia nacionalista com a inevitável e já iniciada decadência de seu país e do continente."

Gustavo Carvalho - 3/6/2005

"E com essa democrática decisão dos holandeses e franceses sobre a Constituição européia, susto devem ter tomado alguns dos nossos políticos de velhos e  novos governos, pois se deram conta estupefatos que, em suas pretensões futuras, não poderão, por ora, disputar o cargo de presidente do mundo..."

Fernando Paulo da Silva Filho - advogado em SP - 3/6/2005

"Prezados senhores, conversando com um holandês, chamado Dimitri, na terça-feira 31/5/05, ele afirmou que os franceses não aprovaram e os holandeses não aprovariam a Constituição da União Européia basicamente por discordarem do seu presidente e/ou primeiro-ministro, respectivamente. O grande problema para eles é a condição de vida que piorou, pois o euro encareceu o custo de vida, basicamente o que ocorreu com a transformação da URV para o Real, no Brasil - mantiveram os números e trocaram a nomenclatura que a indicava a moeda. Em suma, tanto a maioria dos franceses como a dos holandeses desconhecem por completo o que está escrito na Constituição Européia. Sds,"

Jucelino Freitas - 3/6/2005

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