terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalhas de peso

de 5/6/2005 a 11/6/2005

"Sobre o artigo da colega Tatiana Lessa (Migalhas 1.181 - 6/6/05 - clique aqui), não descobri se ela está a favor ou contra as conclusões do colega Suannes. Dizer que o costume é somente aquilo que o Estado aceita como tal é afirmar que o Tribunal de Nuremberg foi arbitrário, pois os juízes alemães agiram de acordo com o sadio espírito do povo alemão. Como, então, puderam ser punidos. Há ou não, ao ver dela, princípios superiores que, no Direito Internacional, são binding, como dizem os internacionalistas? Cordialmente,"

Mário Henrique Rolim - 7/6/2005

"Cordialmente respondo, caro colega: acho que quando se fala (atualmente) em internacionalistas só há uma frase que deve ser (bem) colocada, e esta é de Marcel Proust: "Cada um chama de claras as idéias que estão no mesmo grau de confusão que as suas próprias". Ademais, odeio frases feitas!"

Tathiana Lessa - 8/6/2005

"Parabenizo o Prof. Dr. Renato Flávio Marcão, Promotor de Justiça, pela constante elaboração de trabalhos jurídicos (Migalhas 1.183 - 8/6/05 - "Crise na execução penal II: da assistência material à saúde" - clique aqui), realização de palestras e, ainda, atuação na atividade docente, expondo suas idéias com a linguagem clara e direta que lhe é peculiar."

Eunice Gomes - advogada do Partido Progressista/SP - 9/6/2005

"Caro Dr. Jayme Vita Roso, gostei de ler seu artigo (Migalhas 1.182 - 7/6/05 - "Expressar-se bem distinguirá o jovem advogado" - clique aqui), embora não domine com tanta versatilidade a linguagem escrita. Como Diretora e Professora de teatro, detenho-me, com prazer, nas entrelinhas, no  subtexto, nas personagens que expressam as palavras e as suas intenções. A minha dissertação de mestrado aborda aspectos que poderiam ser utilizados também para os advogados. O título é: "O Jogo Teatral como uma possibilidade na formação do professor". Acredito que a formação da maioria dos profissionais deveria conter disciplinas, tipo: Expressão corporal, Desinibição, Projeção da voz, enfim, espaços vivenciais visando uma melhor auto-expressão. Percebo em  alguns advogados que após realizarem cursos com a intenção de aprimorar "a desenvoltura",ficam menos naturais, e a preocupação com a técnica supera a espontaneidade, a vivacidade e até mesmo a sensibilidade para perceber o "clima" do momento em que estão atuando. O senhor tomou conhecimento se há cursos deste tipo em Universidades por onde têm andado?! Qual sua opinião sobre o assunto? Ficaria satisfeita em receber algumas palavras suas. Um abraço,"

Miriam Benigna - Porto Alegre - 10/6/2005

"Cara Miriam, obrigadíssimo pela mensagem que me enviou sobre o artigo de minha autoria, que ontem foi publicado pelo Migalhas (n° 1.182 - 7/6/05 - "Expressar-se bem distinguirá o jovem advogado" - clique aqui). Gostaria eu de ter o talento da representação e expressão das palavras e suas intenções. Não tenho a menor dúvida de que o título e objeto de sua dissertação de mestrado também se presta ao exercício da prática da advocacia. Concordo, também, que o advogado deveria compor, no seu currículo com a participação nas disciplinas que você sugere. Só que existe um senão: a auto-expressão vai representar aquilo que o advogado é enquanto pessoa, enquanto ser. Se ele não é aculturado, sem formação adequada, sem cultura humanística, ele não é e entrará em pânico. Aliás, você colocou bem que os advogados, depois de fazerem cursos a respeito da sua própria desenvoltura, ficam menos naturais. Lógico porque a profissão da advocacia se esconde através de diversas máscaras e uma delas é a mascara da pseudocultura, da pseudo-erudição, donde serem utilizadas palavras arcaicas e despidas de conteúdo. Isso é comuníssimo hoje em reuniões de advogados, sobretudo em peças forenses. Por favor, esta é minha opinião, que, sem dúvida, pode e será contestada por muitos, mas eu não estou me importando, porque já estou mais do que suficientemente calejado com essas experiências pessoais e profissionais. Ainda ecoa em meus ouvidos a música popular, que tem um refrão de frase feita, mas que serve para o nosso diálogo: "não estou nem aí". Não conheço nenhuma universidade que cuide do assunto que você elaborou e sobre o qual tenho a honra de dialogar. Cordial abraço. Seja muito feliz."

Jayme Vita Roso - escritório Jayme Vita Roso Advogados e Consultores Jurídicos - 10/6/2005

"É bom relembrar que Galileu Galilei, Newton e tantos outros figurões não cobraram um centavo por suas grandes descobertas. Já está na hora de imperar no mundo a liberdade de comunicação e tráfego irrestrito de conhecimento (Migalhas de peso - "Pirataria"- clique aqui)."

Ruy de Avila - 10/6/2005

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