domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Problemas mentais

de 5/6/2005 a 11/6/2005

"Um estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry, elaborado por um grupo de psiquiatras liderado por Ronald Kessler, da Escola de Medicina da Universidade de Harvard concluiu que um em cada quatro americanos tem problemas mentais. Será que isso explica os resultados das últimas eleições nos EUA? Ou as pesquisas de opinião naquele país?"

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Propriedade Intelectual - 8/6/2005

"Permitam-me meter a colher na migalha do Dr. Wilson Silveira. As coisas, lá nos States, com uma incidência de distúrbios mentais de 25%, não está tão mal. Num cálculo informal a coisa em São Paulo está muito pior. Ao sair de casa você corre um risco muito maior de dar de cara com um irmãozinho Lélé. No Brasil  os transtornos mentais afetam, num período de um ano, 30% da população adulta. (Atualização Terapêutica, 2003). Nos Estados Unidos a prevalência é de 25%, média mundial. Na minha observação, sem valor científico, por aqui a coisa é muito pior e vai muito além dos 30% das dados oficiais. Vá a um estádio de futebol, a um show, entre num ônibus. Note como as pessoas se comportam e interagem. Observe o consumo de bebida, de drogas, o comportamento agressivo no trânsito, a transgressão das mínimas regras de civilidade; veja as estatística de consumo de tranqüilizantes, hipnóticos, antidepressivos. O consumo absurdo de "fórmulas secretas" para emagrecer e seus efeitos na indução de estados paranóides. Dê uma olhada no seu meio social e veja a freqüência de sinais dessa zorra. Portanto, caro migalheiro, você pode não gostar do Bush, mas não vale exagerar. A sua eleição é tão válida para validar - ou não - a saúde mental dos americanos quanto a eleição do Lula para indicar a saúde mental deste povo varonil, sob este céu azul cor de anil. Na minha avaliação informal, sem valor científico, o índice de transtornos mentais é superior a 50% da população adulta. Metade disso não passa pela avaliação ou atenção médica. Estamos mais para hóspedes da Casa Verde de Machado de Assis que os nossos vizinhos lá de cima. E eles têm sobre nós vantagens enormes. Da menor impunidade à uma ética mais rígida. Ah!, e o voto não é obrigatório."

Alexandre de Macedo Marques - 10/6/2005

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