sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalhas

de 19/6/2005 a 25/6/2005

"Senhores, tenho pensado muito a respeito, e resolvi desabafar. É uma pena que este "jornal" esteja caindo na vala comum ao anunciar, analisar, ridicularizar os escândalos políticos que vemos estampados em TODA a mídia, escrita e falada. Como advogada busco notícias pertinentes à área, pois para tomar conhecimento destas atitudes vis dos nossos governantes, buscaria outros meios. Tenho comentado o fato com outros colegas, que concordaram comigo e manifestaram diminuição de interesse em ler Migalhas diariamente. Um grande abraço."

Dalila Suannes Pucci - advogada - 21/6/2005

"Senhores, o informativo Migalhas anda exageradamente partidário. Faz juízo de valor e opina sobre tudo e sobre todos, tornando a sua leitura, antes agradável e informativa, cansativa e vazia. Tenho diversos colegas também assinantes do Migalhas que partilham da mesma opinião. Lembro que não quero aqui defender governo ou partido algum. Quero apenas frisar que me inscrevi no Migalhas para receber pílulas de informação - não de opinião. Tudo o que peço é um pouco de moderação. Pois, a prosseguir assim como está, terei de cancelar o recebimento do informativo."

Nota da Redação - Nos últimos dias, o informativo Migalhas - jurídico por excelência - tem sido invariavelmente aberto com questões políticas. E o que isso tem a ver com o meio jurídico, perguntam alguns poucos leitores ? A resposta, senão a óbvia - a de que, em verdade, as relações políticas são essencialmente jurídicas - é a de que estamos tratando de representantes, de Estado e de povo. E, ainda, de legisladores. Mas se tudo isso não convencer, lembremo-nos do que ensina Terêncio no Heautontimoroúmenos, e que para nós de Migalhas deve ser o lema do Bacharel, "Homo sum: humani nihil a me alienum puto" ou em vernáculo "sou homem: eu não considero alheio a mim nada do que é humano".

Paulo Roberto Dornelles Junior - acadêmico de Direito - UFRGS - 21/6/2005

"Acerca do marasmo da imprensa, recomendo à Dra. Dalila Suannes Pucci a leitura da revista Carta Capital. Creio, quase tendo certeza, que ela e seus colegas verão que existe outra abordagem de temas de interesse de todos, longe do lugar comum e do discurso uníssono da nossa infeliz imprensa nativa."

Marcos José do Nascimento - 22/6/2005

"Meu total apoio a Migalhas, para que continue noticiando os acontecimentos políticos, pois nós operadores do direito temos a obrigação de discutir e participar da história de nosso país. Quem fica em cimo do muro é chuchu."

Marcelo Antonio Peres - 22/6/2005

"Manifesto aos migalheiros, ou Migalhas, o último, ou penúltimo, baluarte da democracia republicana. Pontes de Miranda dizia que em cada faculdade de direito, deveria ser colocada faixa com os dizeres: "Aqui só entram sociólogos". O mestre queria dizer que o direito só é justo quando se mistura com o social, vale dizer, com a política, a história, a antropologia etc. Kelsen kaput! Não existe, não pode existir o tal do "direito puro". Discurso tudo isso, para dizer que mais do que nunca, Migalhas é necessário, exatamente por trazer o direito vivo, irrequieto, inconformista, envolvido no social. Indiquei-o para vários conhecidos e amigos, uns estão lendo, por empatia, outros para se sentirem contrariados, mas, principalmente, para degustar bom humor, leveza e sabedoria. Alguns me disseram que, se Migalhas virar mero informativo, deixarão de lê-lo. Creio que todos estamos no bom caminho. Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 22/6/2005

"'Sou homem: eu não considero alheio a mim nada do que é humano'. Migalhas está cada vez mais atento, ecoando, refletindo, arriscando, se colocando, expondo, na coragem dos puros de coração - tudo, sempre, na melodia, no espírito estilo jurídico que aprendi a amar e que me civiliza à despeito de tudo. As mesmas notícias têm, no Migalhas, este sabor, se me permitem, este viés se preferem, que nos anima, retempera e alinha na marcha à frente - sem contar as entrelinhas, as informações que só nós sabemos, os diálogos que se desenvolvem paralelos, os Migalheiros atentos. Notícias jurídicas as há, de sobra, na rede e no papel, feias como empoeiradas coleções antigas da Revistas dos Tribunais, as bibliotecas cinzas, os costumes soturnos e o mais; migalhas, estas sobras, só aqui. Dona Dalila e o acadêmico Junior almejam outros tons, pertinentes, apartidários, 'des-alinhados' por assim dizer - o que alguns imaginaram poderia blindar a classe, eternizar-nos como vestais, um projeto de poder sem a responsabilidade do envolvimento. O custo foi tornar aquela parte do Direito e seus operadores distantes da realidade, inevitavelmente cúmplices e assim próximos da estagnação: desavisados; mortinhos, da silva. O ganho inesperado - porque sim se move - foi deixar aberta uma avenida, uma estrada, uma pista de aviação para um veículo tão despretensioso quanto uma migalha, cujo sucesso inegável não se deve ao que já existia no establishment. Muito ao contrário. Ufa."

Oswaldo Pepe - 23/6/2005

"Peço vênia aos colegas que, insatisfeitos descordam das atuais notícias lançadas em nosso informativo acerca do cenário político nacional atual. São poucos os veículos de comunicação que se prestam a levar informação imparcial. Migalhas tem feito de forma séria e magistral."

Jáderson Cláudio Gonçalves - 23/6/2005

"Senhores, as notícias políticas obviamente são de meu interesse e sempre as acompanho. O que não me interessa é a forma valorativa como elas enfadonhamente vêm sendo trazidas há algum tempo pelo informativo."

Paulo Roberto Dornelles Junior - Acadêmico de Direito - UFRGS - 23/6/2005

"O Migalheiro Armando Rodrigues Silva do Prado lembrou que, no regime militar no Brasil, era opinião dos generais que "estudante tem de estudar e trabalhador tem que trabalhar". E o advogado? Tem só que advogar? É o que se depreende do comentário de Dalila Suannes Pucci, que se manifesta no sentido de que é pena que Migalhas anuncie, analise e ridicularize as notícias de todos os dias, que aparecem na mídia escrita e falada. Não concordo. Migalhas abriu um espaço para que os advogados, além das notícias pertinentes à área, possam se manifestar livremente. Para a busca de notícias específicas da área, existem uma série de outros meios. Migalhas cumpre sim, uma função excelente, a de dar voz aos advogados, fora das notícias somente pertinentes à área. As sanções de reclamações dos jornais, ou que publicam opiniões dos leitores de forma genérica não se comparam ao que Migalhas publica: a opinião dos advogados, sobre assuntos que interessam aos advogados, dentre as quais, é evidente, as coisas da política, da corrupção, das más sentenças, da demora do judiciário, das ilegalidades, das arbitrariedades etc, etc. A troca de opiniões, dentro da universalidade de assuntos que interessam aos advogados deve ser incentivada. Nada melhor que uns conheçam os outros, e suas opiniões sobre os mais variados assuntos. Ou existe algum assunto que seja vedado aos advogados, ou que estes devam ser impedidos de opinar. Quanto aos Suannes, não podemos nos esquecer do Adauto que mesmo de lá, na longínqua Noruega, vem nos alegrando com seus pertinentes comentários sobre praticamente todos os assuntos. Parabéns Migalhas por manter essa leitura tão boa e eclética."

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Propriedade Intelectual - 23/6/2005

"Deu no Migalhas 1.194 (23/6/05): "Dona Dalila e o acadêmico Junior (Migalhas 1.193) almejam outros tons, pertinentes, apartidários, 'des-alinhados' por assim dizer - o que alguns imaginaram poderia blindar a classe, eternizar-nos como vestais, um projeto de poder sem a responsabilidade do envolvimento." Oswaldo Pepe."

"Ao longo de minha vida já passei várias vezes por essa situação, que muito me constrange: minha mulher, Maria Helena Fonseca de Souza Rolim, professora doutora em Direito Internacional pela USP, atualmente prestando serviços a organizações internacionais, pois o Brasil é muito pequeno para sua capacidade, é chamada em toda parte de "dona", enquanto eu, mero detentor de um bacharelado, sou chamado de "doutor", coisa que nunca fui. Doutor, disse eu em parecer no Tribunal de Ética da OAB, só os que concluem o doutorado. Entretanto, fui voto vencido e no Brasil todos os advogados são tratados por "doutor", mesmo os mais despreparados, maculando, com isso, algo muito sério, como é o curso de doutorado. O seu Goffredo foi meu professor, o seu Reale foi meu professor, dona Ester foi minha professora, dona Ada é minha eterna professora. Como eles reagiriam se eu os chamasse assim? Ninguém razoavelmente culto pode desconhecer que o "dona" contém um sentido pejorativo: dona de casa. Ou seja, mulher cuja opinião não deve ir além da pia e do fogão. Lamentável que um espaço que se diz democrático tenha esse tipo de restrição a quem ouse contrariá-los. Profundamente decepcionado, seu"

Adauto Suannes - 24/6/2005

"Eu, que sou bem-humorado, que sou pelo bom humor e que sou ávido por humor inteligente, encontro em Migalhas o de que gosto, escrito como gosto de ler. Continuando assim, prefiro Migalhas à fartura."

Francimar Orres Maia - OAB/RS - 21.132 - O Cearucho - 24/6/2005

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