quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

PMDB

de 26/6/2005 a 2/7/2005

"Caros migalheiros, Ufa! Não estava reconhecendo o velho PMDB, quando saiu nota oficial aderindo ao pacto de governabilidade do presidente Lula. Vivemos, no dizer do filósofo Habermas, a "neue Unübersichtlichkeit", onde a ideologia é disfarçada e vendida como politicamente correta, onde a redução de liberdade, passa por alargamento das oportunidades, onde o fascismo é revisitado, confundindo, propositalmente, "democracia pura", com a simples "proibição de pensar", tudo empacotado na "hegemonia liberal" dos que foram derrotados em 1984, voltaram em 1989, foram apeados, disfarçaram-se em social-democratas em 1994 num "projeto para 20 anos", para serem, novamente, afastados em 2002. Como 2006 se aproxima, é preciso que as forças democráticas republicanas repudiem e denunciem a falsidade dessa prematura comemoração "do fim dos sonhos sociais" e nivelamento de que todos são iguais politicamente. Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 29/6/2005

"O PMDB, que vem rejeitando uma oferta pública de aquisição hostil por parte do Governo Lula, acredita que o preço oferecido deveria ser superior ao das promessas feitas por Lula. A oferta hostil lançada pelo Governo Lula, com apoio de alguns elementos do PMDB, foi rejeitada por uma considerável ala do partido, que não aceita a idéia de ter sido a proposta solicitada. Desde que se tornou pública a rejeição da oferta, o valor das ações do PMDB tem subido gradualmente, sinal claro de que os investidores do partido esperam por uma proposta mais elevada por parte do governo. De sua parte, o governo dá a público sua posição no sentido de que os números mencionados pela Diretoria do PMDB são irreais e que a proposta feita, de acordo com o porta-voz do palácio, é adequada. O governo pretende unir-se ao PMDB para formar uma base que lhe permita concorrer melhor nas próximas eleições, principalmente contra o PSDB. Já o PMDB, que tem sofrido uma quebra gradativa em seus quadros, poderia beneficiar-se da fusão, sendo clara a idéia dos analistas de que esta deverá mesmo ocorrer. As ações do PMDB fecharam hoje com substancial alta, enquanto que as do governo caíram sensivelmente. Mas, apesar da aparente relutância de certas áreas do PMDB, uma fusão tem bastante probabilidade de acontecer, desde que o governo melhore, substancialmente, sua proposta."

"É comentário corrente que quando o Governo estava forte, era do interesse do PMDB entrar nele. Agora, com o poder algo deteriorado, será difícil convencer os partidários do PMDB a aceitarem posições nesse barco fazendo água, em troco de votos que representem algum colírio para Lula. Então, a compreensão geral é a de que o preço do PMDB está aumentando, e muito. Trocar votos por dinheiro, como o fizeram os do Mensalão, ou por cargos e ministérios que permitam chegar ao dinheiro por outras formas, não dá exatamente no mesmo? Ou seja, ao invés das mesadas que tanto trabalho davam ao Valério, Delúbio, Genoino, Dirceu etc, parece melhor a venda do controle do partido? Em termos de mercado, o PMDB está diante de uma oferta pública de aquisição hostil. Ora, ainda em termos de mercado, desde a aparente rejeição da oferta hostil, as "ações" do PMDB tendem a subir, num sinal de que os "investidores" do PMDB esperam por uma proposta mais elevada por parte do comprador. O que fará o comprador? Haverá fusão, afinal?"

Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Propriedade Intelectual - 30/6/2005

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