Direito em questão

30/6/2005
Wilson Silveira - escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados e CRUZEIRO/NEWMARC Propriedade Intelectual

"Que pena. É mesmo difícil aceitar que hoje um centro acadêmico história de tantas lutas se contente com as opiniões de uns tantos idiotas, que acreditam ser tradições acadêmicas a cretinice e a ignorância (clique aqui). Fui aluno da FADUSP, tive aulas com os catedráticos e aprendi a importância da nossa faculdade, de nosso centro acadêmico, de sua história e de suas tradições, de suas lutas e de suas vitórias. Entristece, portanto, e muito, ver nosso centro acadêmico na mão de ignorantes, para os quais as teorias dos "carecas" são, de alguma forma, aceitáveis, ou inteligentes. Um grupo que se qualifica de "A Escória" dá bem a medida de sua intelectualidade. Um grupo que acha motivos para crer boa, ou interessante, a escravatura, só pode ser idiota. Assim como quem se refere a Aids como boa nos tempos em que se "restringia à África e alguns ânus homossexuais", só pode demonstrar despreparo e ignorância. Pior, ainda, é qualificar essa idiotice de "uma brincadeira", o que é desmentido pela alcunha do grupo responsável pela sordidez: "Mãe de Deus". Mas, vamos convir, essa gente foi eleita exatamente pelos estudantes que hoje se dizem contrários à sua manifestação. O jornal "Gazieta", desconhece-se qual o significado da gracinha, circula na faculdade há 4 anos e a faculdade elegeu a escória para seu centro acadêmico. Será que isso reflete a mentalidade dos alunos em geral, já que em eleições livres o grosso dos estudantes optaram por ter a escória em seu centro acadêmico? Realmente, a USP, e o Centro Acadêmico não mereciam esse tipo de pessoas. Se é que há pessoas diferentes lá, a sugestão é que leiam, leiam muito, aprendam bastante não somente acerca de direito, mas da história e tradições das Arcadas, das lutas de seu Centro Acadêmico, de modo a evitar que, também lá, prevaleça a ignorância e floresçam os iletrados, o que, certamente, justifica os resultados dos exames da nossa OAB que, em boa hora se moveu na defesa da nobre profissão dos advogados. Será por mero acaso que a USP ficou para trás no exame da OAB?"

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