sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Religião

de 26/6/2005 a 2/7/2005

"Indecente, preconceituoso e desconhecedor da realidade este artigo ("Temp(l)o é dinheiro - Regis Fernandes de Oliveira - clique aqui). Inicie-se que o seu autor fala em "cobrança" de dízimo - como se os fiéis não o entregassem de coração. Depois o Autor - um ressentido com a prosperidade dos países protestantes - liga a prática das igrejas à obra de Webber; temos aí a carolice da pobreza (como se os católicos romanos também não pregassem a doutrina do dízimo). Posteriormente ele traveste-se de cientista da religião e teólogo, para, a partir de seu conhecimento empírico e "de ouvir dizer" formula um conceito de religião feito apenas para desqualificar as religiões evangélicas e seus pastores. Ora, a vida de tais pregadores não é realmente das mais simples; mas suas organizações são grandes - e eles são bem resolvidos com relação ao dinheiro e à vida. Suas reuniões são às claras e de portas abertas; eles têm suas mulheres que todos conhecem; alguns têm até seus vícios publicados. Em outras religiões, as reuniões são fechadas, na penumbra e de madrugada; alguns sacerdotes transam escondidos (até com crianças) e o casamento não é permitido (para não gastar os bens da instituição). Sabe? Eu ainda prefiro o dízimo sendo apregoado deste jeito..."

Carlos HB de Castro Magalhães - 30/6/2005

"Meu integral apoio ao texto do advogado e professor Regis Fernades de Oliveira, Migalhas 1.199 (30/6/05) ("Temp(l)o é dinheiro" - clique aqui). Sou levado a crer que religião sempre foi um negócio como outro qualquer, templo é dinheiro, e na luta pela conquista de catecúmenos, vale até a redução do dízimo, que nesse caso perde o sentido literal, passando a ser oitavo, sétimo, sexto, quinto, etc... A propósito, sobre essa disputa entre corifeus na conversão de almas, durante o fim do período catequético dos jesuítas em terras do extremo sul do Brasil, na parte do que antes fora denominado País Del Tape, o imortal payador missioneiro Jayme Caetano Braun, refere em versos: "Já morria a redução e a catequese do monge, que o pajé olhava de longe rezando a contra oração, para que um deus de outro chão não matasse o que existia, porque para ele servia a primeira religião!"

Eldo Dias de Meira - 30/6/2005

"Excelente a boutade de meu velho amigo Régis Fernandes de Oliveira ("Temp(l)o é dinheiro" - clique aqui). Que se aplica, ao fim e ao cabo, a praticamente todas as religiões. Aliás, quem pouco conhece da história das religiões teve no excelente "Código Da Vinci" (vem aí o filme, que, certamente, não terá as filigranas do livro) oportunidade de conhecer muita coisa escandalosa que já era bastante sabida daqueles que se vinham dedicando ao tema. Outras afirmações ali contidas ficam, certamente, por conta da imaginação do autor. Aliás, a luta entre "Opus Dei" e Maçonaria na Magistratura de São Paulo não é desconhecida nem pelos ascensoristas. No excelente "Isto És Tu", Joseph Campbell nos fala também de religião, invocando Jung: "uma das funções da religião é nos proteger da experiência religiosa (p. 46)". Quando, porém, estarão ao alcance de qualquer pessoa, dadas as exigências culturais que encerram e como atua, no Brasil, o Ministro da (ha, ha, ha) Cultura, obras como essa? Até lá, haja bispo disto e bispo daquilo, que são sagrados sem precisar conhecer teologia, como me dizia um deles, bastando-lhes a inspiração do Espírito Santo e o texto bíblico. Só que o busilis também é bíblico: como separar o joio do trigo?"

Adauto Suannes - 30/6/2005

"Parabéns ao professor Régis Fernandes de Oliveira que de maneira muito coerente e objetiva abordou a questão destacando a função do dízimo e a destinação questionável que algumas "igrejas" tem dado ao mesmo (clique aqui)."

Leandro Martinez - Chubb Group - 1/7/2005

"Devo admitir que são mais do que descentes as migalhas enviadas pelo sr. Carlos de Castro Magalhães. Demonstram que seu autor é um legítimo conhecedor da doutrina Cristã, e um de seus mais fiéis arautos, vez que expõem de maneira clara e aberta sua crítica a Igreja Católica – supostamente defendida por Regis Fernandes de Oliveira (clique aqui), a despeito de ele próprio tê-la censurado acidamente, quando se referiu aos palácios suntuosos do Vaticano. De fato, não foi o próprio Cristo quem disse: "E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?" (Mateus 7:3) Parabéns pelo exemplo de Cristianismo."

Tiago Bana Franco - 1/7/2005

"A maioria das igrejas quando se preocupa demasiadamente com arrecadação (a de Edir Macedo é o maior exemplo disso), só faz afirmar a primazia do material sobre o espiritual e deste modo luta por uma causa contrária aos mandamentos divinos. Como justificar a ostentação nos templos e a compra de rede de televisão, tudo financiado com dinheiro livre de impostos, cobrado em nome de Cristo? A rede de TV de Edir fatura comercialmente e também propagandeia com pastores altamente remunerados para atrair novos fiéis, sem observar que as palavras do verdadeiro Salvador foram: "Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração" (Mt. 6, 21). Se o tesouro dessas igrejas está neste mundo..."

Abílio Neto - 1/7/2005

"Das negociatas do dízimo

pra mais fiéis arregimentar,

o payador quer opinar

sem cair no abismo

do mundano ecletismo.

Quem sabe voltando no tempo,

antes mesmo do descobrimento,

quando aqui só vivia o incréu,

e o pajé lhe apontava o céu

onde Tupã era senhor dos ventos.

Naquele tempo imemorial

não existia o tal dízimo,

se acreditava no fatalismo

de uma terra sem mal,

e a hoste celestial

tendo Tupã por realeza,

lá de cima, com certeza,

protegia o meio-ambiente

e se anunciava para o crente

com as forças da natureza.

Agora, tudo anda mudado,

dízimo, promessas de cura,

exorcismo, fé que se costura

num misto de plata e sagrado,

dizem que pra perdoar os pecados

hay o índio que acreditar

em quem tem dom de se comunicar

com o criador, pai-eterno,

se não, pros quintos dos inferno

o ameaçam de mandar!"

Mano Meira - 1/7/2005

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