segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Crise no governo

de 3/7/2005 a 9/7/2005

"Notícias dos jornais dão conta de que quando o PT obteve o empréstimo de 2.4 milhões do Banco BMG, sua contabilidade era negativa em 4.1 milhões. A nota de Delúbio confirma que "o patrimônio do PT é notoriamente insuficiente para garantir uma dívida desse valor." Ao se vencerem os primeiros juros, na módica quantia de R$ 349.900,00 o PT não tinha, ainda, caixa, motivo pelo qual, explica Delúbio, esse débito foi pago por um amigo do peito, o publicitário Marcos Valério. A pergunta que não quer calar é como pensou o tesoureiro em pagar o tal empréstimo, se estava à frente de uma contabilidade com enorme saldo negativo? Não é difícil imaginar que a única solução para fazer frente a esse problema que faria Marx corar, seria tornar produtivos os milhares de cargos na administração pública, que permitiram saquear as contas das estatais, em benefício do Partido e, assim, da causa. Delúbio é, de fato, tesoureiro da República do Brasil S/A., essa enorme empresa cuja administração cabe, no momento, a esse tipo de gente."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 3/7/2005

"Mais espantoso que o sertão virar mar, deparar-se com uma mula sem cabeça, gritar com a Xuxa "eu acredito em duendes", pular amarelinha com o Saci, acertar-se com o Caipora, é verificar o melancólico pós "refundação do Brasil"  Lula-petista depender de duas figuraças carimbadíssimas, manjadíssimas, rodadíssimas Teresas Batista cansadíssimas  da guerra: os quimeras  José Sarney e Delfim Neto. O Haiti é aqui, sem medo de ser feliz."

Alexandre de Macedo Marques - 4/7/2005

"Depois de pouco pesquisar, e não foram necessários mais do que dois minutos, descobri o DNA do Presidente Lula. Significa agência de publicidade! Pós-eleição do Presidente, o vernáculo mudou no país e em Portugal, pois passamos todos a dizer: "triplicar por três", "para mim fazer" e "menas". Infelizmente para nós que pagamos  impostos no Brasil, e haja imposto, trouxas!, já não devemos mais falar "menas", e sim "minas", depois desse tal de Valério sabes lá do quê. Lembro-me de ter assistido na TV o ex-Ministro da Casa Civil, Deputado José "Sai Daí Zé" Dirceu, afirmar para quem quisesse ouvir: "não faço nada sem conhecimento e autorização do Presidente Lula. Chega! Basta de hipocrisia! Processo de impeachment nele e JÁ! E, por favor, não me venham com essa de governabilidade, porque esse governo não rouba e não deixa ninguém roubar... Mais: as elites e a direita querem derrubar essa honestíssima república do faz de contas, desde que contadas em hotel de Brasília e em volumes do Banco Rural... Não... pelo amor de Deus, não (!). Não  somos palhaços e muito menos coniventes ou cúmplices com essa canalhice que a Nação assiste. Já se bradou com  razão: "De pé, senhores, de pé! De joelhos somente perante Deus!" Modestamente, acrescentaria,... e perante a História, e perante nossos filhos e nossos netos. ET. - Não se esqueça, Migalheiro amigo, de participar da Loto/OAB: nesta semana de 04 a 08 de julho qual será o escritório de advocacia invadido após novas denúncias do Deputado Federal Roberto Jefferson? Participe pelo site www.guesswho.com.pf/BastadeBastos."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 4/7/2005

"Dona Marisa Letícia insistiu, insistiu até que conseguiu fazer a sua festa junina. A primeira dama tem razão, pois se trata de uma promessa que fez e não poderia ser quebrada. Apesar de não ser nordestina D. Marisa honra mais as tradições do Nordeste que o marido. Assim os convidados para a festa tiveram que comparecer vestidos em trajes matutos ou caipiras, como queiram, e no salão não poderia faltar a quadrilha típica desta época, apesar do clima político não ser o ideal para esse tipo de dança porque no momento só se fala na quadrilha do partido do marido, superando em grandeza e evolução, aquela famosa quadrilha alagoana do início da década de noventa do século passado. É bem verdade que a quadrilha de Lula deixaria a desejar no quesito harmonia, pois se atreveu a expulsar um dançarino famoso, mas este botou a boca no microfone e deixou marcando passo as alas mais famosas (justamente as da frente), as que dão brilho à dança. Também em má hora Lula dispensou o puxador (faltando poucos dias pro São João isto não se faz). Deste modo algumas brincadeiras juninas foram proibidas na festa deste ano: 1) Subir no pau de sebo. Motivo: tem gente escorregando demais em Brasília. 2) Pular a fogueira. Motivo: tem gente que preferiu guardar as energias para pular as fogueiras das CPIs. 3) Assar batata doce na fogueira. Motivo: muitos convidados poderão ser obrigados a descascar batata quente mais adiante e assim não seria prudente queimar as mãos de véspera. 4) Por fim foi proibido que a quadrilha (já formada e ensaiada) dançasse. Motivo: havia um receio muito grande de que o novo puxador estragasse a dança errando o comando, ou os convidados não se sentissem à vontade. "Anavantur, anarrié, balancê, passeio na roça, travessê de damas", até aí tudo bem. "Preparar para o passeio à direita". Aí a coisa já começaria a complicar. "Preparar para o serrote". Causaria mal estar. "Olha o túnel". Este ninguém atenderia porque um esgoto coberto não deixa de ser um túnel e muitos ainda se lembram das palavras de Roberto Jefferson. Mas o que todos temiam era que na hora de gritar "olha a chuva" o puxador cometesse um ato falho e gritasse "olha a mala", aí a festa acabaria imediatamente."

Abílio Neto - 4/7/2005

"Os acontecimentos políticos têm apimentado a agenda política do País, denúncias e escândalos que atormentam o cotidiano do governo e paralisam as agendas positivas, tornado-se o assunto do dia. Neste quadro, até tentando buscar soluções, a Reforma Política acabou sendo abraçada como tabua de salvação, para minimizar a corrupção existente. Sabemos e temos apregoado que a Reforma Política longe de ser a panacéia que resolveria todos os problemas é ao contrario muito mais complicada do que possa parecer. Depois de mais de dez anos de debates no Congresso quase nada ou muito pouco se conseguiu avançar nos debates internos, provavelmente os ajustes regimentais e pontuais tenham evoluído muito mais do que o pacote que se espera da Reforma. O que acabou se transformando em Reforma Política são alguns pontos que resultaram de consenso na Comissão Especial da Reforma Política, bem aquém da almejada pela Sociedade Civil organizada e pelos cidadãos. A começar pela fidelidade partidária, item importante da Reforma que foi colocado em projeto isolado e sequer colocado em pauta na votação que aprovou os outros pontos da reforma. As propostas começaram com o prazo de filiação em oito anos que coincidiria com o mandato dos senadores, sendo diminuída por diversas propostas chegando ao prazo de dois anos, o que praticamente não mudaria nada do que hoje se exige, antecipando somente o prazo de filiação em mais um ano. Sequer fora acrescentado à questão mais importante que é a perda do mandato ao parlamentar ou chefe do executivo que mude de partido, fixando que o mandato pertence ao partido e não ao candidato, o que obrigaria a permanência ao partido ao qual foi eleito. Os temas contemplados no projeto que avança no Congresso são, listas pré-ordenadas, financiamento publico de campanha exclusivo, fim das coligações proporcionais e alteração da clausula de barreira de 5% para 2%. Temas polêmicos e que exigem um amplo debate com a Sociedade para que se possa chegar a soluções viáveis para aplicação. Vejamos, convencer o eleitor e cidadão, contribuinte de que as campanhas serão financiadas com dinheiro publico exclusivamente não parece ser tarefa fácil, muito ao contrario o que se houve é que se irá desviar recursos de áreas tão carentes como saúde e educação para financiar campanhas. Portanto além do debate se faz necessário também uma campanha de divulgação e esclarecimento destes assuntos e os prós e os contras, que poderia muito bem culminar com um plebiscito para escolha pelos eleitores da forma em que querem a reforma, como o voto em lista fechada, em um país que no período da republica sempre votou em candidato. Não há duvida de que o aperfeiçoamento das regras eleitorais com maior rigor para moralização dos costumes e procedimentos poderá melhorar o quadro político já desgastado, bem como proporcionar uma maior governabilidade às instituições políticas seja do Parlamento ou do Executivo, criando independência administrativa e política dos entes conforme prevê a Constituição. Urge, portanto o debate e a discussão com a Sociedade do que se entende ser o melhor para a Reforma Política e Eleitoral."

Luciano P. Santos - Advogado especialista em Direito Eleitoral – Membro Honorário do IDPE – Instituto de Direito Político Eleitoral e Coordenador do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral de São Paulo - 4/7/2005

"Sr. Diretor... Sobre tudo o que anda acontecendo no Planalto Central, tenho uma pergunta a fazer a todos os migalheiros: Se é tido e sabido que a eleição de um Deputado Federal custa aqui em São Paulo, algo variando entre 1 e 3 milhões de reais (dependendo da legenda); como acreditar em homens que despendem esse valor para se eleger se, mesmo com os jetons e gratificações além dos salários, mesmo em 4 anos de mandato jamais conseguiriam recuperar o valor investido? Só tem uma resposta... essa gente se elege mesmo é com o fim de "se arrumar"!"

Renato Fogaça de Almeida - 4/7/2005

"Nosso presidente, em reunião ministerial com a presença de ao menos 8 ministros declarou que

'Se algum dos nossos amigos fizeram algo errado, vão sambar... Quem mijou fora do penico, tchau e benção.'

Não obstante a delicadeza da manifestação e a elegância no uso das palavras e expressões, esse comentário dá margem a dúvidas. Quem vai sambar (além do dançarino do Ministério da Cultura)? Estará o presidente se referindo a Dirceu, ou ao Delúbio, ou ao Genoino, ou ao Silvio Pereira? Ou ao amigão Marcos Valério? Se for assim, não deveria o presidente ir além das palavras que lança aos ares todos os dias, fazer algo a respeito? Por exemplo, ordenando ao Genoino que ordene aos parlamentares do PT que, ao contrário do que estão fazendo, passem a investigar as denúncias? Quanto a mijar fora do penico, considerando-se o que Lula prometeu quanto à ética e retidão, e o que vem acontecendo, estará ele pensando em renunciar? Se estiver, tchau e benção. Ainda que não se saiba o tamanho do penico do PT, não há penico que contenha tudo o que tem se derramado fora dele. Aproveitando a liberdade lingüística do presidente, à vista de tudo, o PT deve estar completamente mijado. Para prevenir novos acidentes, os diretórios do PT deveriam utilizar aqueles cavaletes explicativos: chão molhado, evitando que outros filiados venham a escorregar nesse mar de mijo."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 4/7/2005

"Bem que vaticinava o iluminado Abraham Lincoln:

"você pode enganar todas as pessoas por algum tempo; você pode até enganar algumas pessoas o tempo todo; mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo."

Será que os políticos brasileiros acreditavam piamente que iam ou vão continuar nos enganando o tempo todo?"

Samuel Bianco Baptista - advogado - Vice-Presidente da 49ª Subsecção da OAB - Dracena/SP - 4/7/2005

"Sobre a última Migalha do sempre brilhante Alexandre Thiollier, apenas algumas palavras: Bravo! Em poucas palavras resumiu o pensamento de milhares de cidadãos brasileiros. Meus Parabéns pelo desabafo."

Claudio Scarpeta Borges - sdvogado - 5/7/2005

"Lula chama de "uma certa turbulência" o verdadeiro tsunami que se abate sobre o PT. Essa falta de clareza na visão presidencial deve ser o que o faz discursar afirmando que será implacável na luta contra a corrupção, enquanto seu partido protege exatamente a ala podre que nele existe. Lula afirma ter consciência do "sacrifício que se fez no Brasil para que o povo pudesse sentir o gosto da coisa chamada democracia". A verdade é que o único gosto sentido, e não foi pelo povo, foi o de fruto da árvore proibida (como é bom utilizar metáforas como o presidente...), com seus partidários, militantes históricos e histéricos, afiliados e associados de todo o gênero metendo a mão em tudo o que encontram pela frente, como coisa de ninguém (será essa a origem da palavra República). É notório que, até agora, ao menos, só a economia funciona, nesse terceiro mandato do Malan, que pode ser prejudicado pelos conselhos do Delfim Neto. Mas, se Lula trabalhar um pouco, e conseguir manter a economia como está, sem mexer, poderá aliviar a carga do fardo que tem de ser carregado pelos que neles votaram e também pelos que nele cautelosamente não votaram."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 5/7/2005

"Por falar em ROTA 51 (Migalhas 1.201 - 4/7/05 - "Rota 51"), Lula embarca para a Escócia. Vale a pena alguma comparação? A notícia sugere alguma relação? Ou é produto de minha mente embriagada?"

Antonio Cândido Dinamarco - 5/7/2005

"Não é que Jefferson tenha se tornado santo, mas em qualquer jurisdição moderna, inclusive em certa forma na nossa, aquele que resolve delatar os esquemas dos quais participava tem o perdão ou pelo menos redução substancial da pena. E quando corre risco de vida como o Roberto Jefferson, merece pelo menos um mínimo de admiração (independentemente de o motivo da delação ser uma tentativa de salvar a própria espécie). Causou estranheza também o Deputado Bolsonaro falando em identificar os homossexuais ativos no Brasil, que deveriam ser perseguidos também, numa linguagem de fazer inveja a Hitler, Menguele, Goebbels e tantos outros da mesma laia. Será que alguém vai processá-lo pelo absurdo? Já já estará falando dos negros, judeus, ciganos, inválidos, talvez evangélicos num futuro próximo. Desculpe mas não resisti..."

Fabio Eduardo de Pieri Spina - 5/7/2005

"Quais serão as próximas do ORÁCULO DE JEFERSON?"
Vanderlei R. Silva


 

"Quem são as tão decantadas elites? Dirceu e Delúbio acusam sempre as elites de estarem por trás de todos os seus dissabores. Houve um tempo em que eu pensei ser elite. Acreditei, mesmo, fazer parte da elite dominante, como se chamava então. Com o tempo, fui percebendo que eu não passava de classe média. Quanto a dominante então, nem pensar. As elites hoje, parece-me, se constituem de algumas dezenas de milionários, bem poucos aliás, além dos jogadores de futebol, certos artistas, traficantes e... políticos, esses sempre aguardando o desembarque daquelas malas pretas, cheias de dinheiro. Será que certos milionários são as elites acusadas pela cúpula do PT? Mas, se forem, porque Lula pensa em integrá-los no governo? Será que o PT está diante de um execrável plano urdido pelos milionários jogadores de futebol e artistas de sucesso? Por que? Estarão os traficantes decididos a tirar o PT do poder? Não me parece acertada, também, essa hipótese. E os políticos corruptos, os tais que enriqueceram à custa do governo do  PT? Teriam motivo de se insurgir contra o mensalão que os alimenta? Desdenharão os cargos públicos? Também parece improvável. Quem, então, são as elites? Quem souber, por favor informe."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

- 5/7/2005

"Paradoxo?! ... seus efeitos e conseqüências na vida de relação. Então entre expressões de: ...é um paradoxo!, ...e 'temos que administrar essa crise política!' e diga-se de passagem, sobreviver a ela, temos levado as nossas 24 horas. Paradoxo então é não se ter ouvido, lido ou assistido a notícia das notícias, quem será o Político - ou representante do povo - que irá por um basta nessa 'CRISE', a ponto de agravá-la ao seu ápice com o protocolo do requerimento de impeachment do senhor presidente da república Luis Inácio Lula da Silva. Os fatos denunciados reclamam, urgente essa medida, ou assistiremos um governante já enfraquecido e sem moral tentando 'recosturar roupa podre'. Efetivamente, o povo brasileiro, não agüentará assistir a implantação de um novo mensalão, semanão, ou ainda diarião, para tentar tapar o furo. Principalmente, quando se anunciam 'reformas políticas', com a ala fisiológica e jurássica do PMDB. Esse pessoal, em meio a urgência da hora não se contentará com um simples 'mensalão'. Então, que venha o IMPEACHMENT, consertando o tecido social, sem remendos que sem dúvida além de inadequados à apodrecida textura, acabarão elevando ainda mais os custos da roubalheira já urdida e praticada. É chegada a hora de desocupar o Palácio, pois, 'Rei morto, Rei postoticada. É chegada a hora de desocupar o Palácio, pois, 'Rei morto, Rei posto'."

Cleanto Farina Weidlich - 5/7/2005

"Perdoem-me migalheiros amigos, adversários e inimigos, mas tentarei resumir o atual momento político do país. Que ousadia, mas tentarei: o Deputado Federal, legítimo representante do povo, elege-se com o dinheiro do caixa dois e vota contra a entrega, no dia seguinte da votação, de volumes sacados à vista no Banco do Brasil. Pior, na maior cara dura, instaura-se uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar esse escambo. Os investigadores e juízes podem ser, quem sabe, talvez, os investigados... Que tal uns cabritinhos para tomar conta da horta, que lindo, que meigo...!!! Mas não é só. Os deputados do chamado baixo clero, aqueles que vivem à sombra da galeria do plenário estão a exigir uma auditoria nesse acerto porque foi dito e redito que o valor pago era de 30 mil e só receberam, ao que parece, 10 mil. Sim, essa é a nossa terra: mete-se a mão até no mensalão do Lulão. Tá ruim, hem!!! Por favor, acalmem-se migalheiros, acalmem-se, pois gostaria de esclarecer de imediato que sempre há as exceções de praxe, até para confirmar a regra, ou não?"

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 5/7/2005

"Diálogo republicano no Alvorada - Antes da festa atrasada do São João do Torto, enquanto D. Marisa cuidava de limpar a estrela que ela mandou colocar no Alvorada, travou o seguinte diálogo com o marido-presidente: 

-Galega pega o uísque

E bota aí uma lapada

-Neste momento num dá

Eu estou muito ocupada

Com a limpeza da estrela

Que está toda enlameada!

-Num fique preocupada

O Zé Dirceu vai limpá

Partido mais transparente

Nesse brasilzinho num há

Isso é coisa da direita

Querendo me derrubá

- A crise veio pra ficá

No Planalto já galopa

Se jogaro os burro nágua

Vai se perder toda tropa

É mió nóis se esquecê

Viajando pra Europa!

-Galega nesse momento

Eu num posso me afastá

Nem também pegá em mala

Que a imprensa vai mostrá

Já pensô eu com a mala

No Jorná Nacioná?

-Eu tinha falado a tu

Olha bem pro Zé Dirceu

Num dá pra confiá muito

Num cabra que é ateu

Ele juntou-se a Valério

E veja só no que deu!

-Como eu ia adivinhá

Que Zé gostava de mala

Pois se eu desconfiasse

Num entrava nem na sala

Mas se já tirei o Zé

O resto nada me abala!

-Te lembra do Collorido

Que ficou sem a cambota?

Te prepara pra campanha

Que tu vai ouvir lorota:

Se Lula soube é omisso

Se não soube é idiota!

-Pode contá minha loura

Com a minha reeleição

A Federá todo dia

Tá em nova operação

O povão faz muita fé

E eu abafo o mensalão!

-Eu vou limpá a estrela

Que precisa de esfregão

E não quero nem saber

Desse tal de mensalão

Deixa essa mala de lado

E vamos festejá São João!"

Zé Preá - poeta popular pernambucano - 5/7/2005

"Se procede a notícia de que a crise faz Lula cogitar não disputar a reeleição, então ficará demonstrada sua total decepção com os correligionários do PT, seu desconhecimento das mazelas que atolaram o país num verdadeiro mar de lama, e sua identificação com os eleitores que o elegeram em 2002. Seria sinal de sabedoria deixar espaço para o ministro Antonio Palocci. Se eu fosse o Lula, fundava um novo partido: o PTO, que em inglês significa 'please turn over', ou seja: por favor, vire a página. E levava comigo só o Suplicy e tentava tirar o Palocci do PT."

Iracema Palombello - 5/7/2005

"Senhores, Não tenham dúvidas, a aqui chamada "ROTA 51" é premente."

Miguel Arcanjo



 

"Deu na Folha, em 23/6/05, que o Deputado Virgilio Guimarães (PT-MG) afirma ter sido ele que apresentou o publicitário Marcos Valério ao círculo Petista em Brasília. E, mais, que o fez em agradecimento por ter a DNA, Agência de Marcas Valério, feito, de graça, a programação visual de sua campanha à câmara em 2002. Informou que conhece Valério desde a infância, quando viviam em Curvelo, MG. Não se lembra bem a quem apresentou Valério, mas informou que, com certeza, ao Delúbio Soares. Delúbio é aquele de quem Marcos Valério se diz muito amigo, pois ambos são “bichos do mato”. Virgilio também é um "bicho do mato"? Parece ser uma boa vertente investigar quantos e quais são os outros "bichos do mato" E ver quem, afinal, dessa bicharada, está envolvido nas falcatruas que chocam o país. Em tempo: não adianta perguntar nada ao Genoino. Ele não sabe de nada, não viu nada, não ouviu nada e não falou nada, como vem afirmando."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

- 5/7/2005

"Hoje (5/7/05), Migalhas publica esclarecimento do advogado de Gloria Trevi. Lembrei o quanto a cantora foi execrada, motivo de chacota da imprensa brasileira. Ela foi exposta pelos jornalistas como culpada ("Novelão mexicano" era a manchete mais freqüente). O tempo falou a seu favor, hoje ela está em liberdade, inocentada pela Justiça. Essa história me remete ao tratamento irônico que a mídia da elite (leia-se Migalhas também) dá ao presidente Lula. Caso da notícia sobre a Escócia. Ele cometeu erros? Cometeu e graves. Mas e Fernando Henrique Cardoso que, em oito anos, teve 14 ministros da Justiça? E o INSS em greve, um descalabro que FHC deixou de arrumar e que Lula, pelo jeito, vai pelo mesmo caminho? E os prefeitos do PSDB que foram processados pelo Ministério Público e cassados? E o tratamento diferenciado que a nossa JUSTIÇA pode dar,  e está dando, para autores similares em seus crimes (a garota que matou os pais). E por que a imprensa em geral não menciona os escândalos em nossa assembléia legislativa (o empreguismo sem necessidade de trabalho, conforme mostrou a Rede Globo)? No programa Roda Viva,  Roberto Jefferson mencionou que o PSDB tinha Caixa 2. Mas a acusação passou em branco, não teve conseqüência na Imprensa, nos sites, ninguém do partido o desmentiu, protestou. E um sujeito como o Jefferson que diz ter recebido 4 milhões, mas não passou ao PTB que diz não ter visto a cor do dinheiro e fica por isso mesmo... Ele e o PTB tinham que ser expulsos do Congresso por grave falta de ética. Não se contabiliza 4 milhões? Apesar dos casos Alceni Guerra e Escola Base (lembram?), a imprensa, os sites, continuam fazendo pré-julgamentos, enveredando pela ironia fácil (e sem resposta) que costuma estigmatizar pessoas, quase sempre inocentes. Principalmente contra o PT. É preciso cuidado."

Alfredo Sternheim - jornalista - 5/7/2005

"Onde é que estamos? Que Brasil de contos de fada é esse? O que significa essa super proteção ao Presidente Lula? Diretor me responda, por favor! Por que tentam nos fazer acreditar e engolir que o nosso Presidente não sabia de nada e que, coitadinho, é um homem sério? Ora essa, admitir que o Presidente da República não saiba do que se passa debaixo da sua vasta barba (ou no gabinete ao lado) é admitir, no mínimo, falta de seriedade com o povo brasileiro que o elegeu. Será que ninguém mais se recorda da entrevista dada por Dirceu no Roda Viva pouco antes de estourar o escândalo? Disse ele: o presidente Lula sabe de tudo!"

Lúcia Carames Sartorelli - cidadã brasileira - 6/7/2005

"O PT, muito bem articulado para ser oposição, e criticar severamente as antigas bases governistas, não suportou um mês de Roberto Jefferson e Cia."

Rodrigo Baldocchi Pizzo - advogado - OAB/SP - 201.993 - 6/7/2005

"O macaco Simão, da Folha, não perdoa. Para resumir a situação atual do Brasil, ele conta que: Uma senhora teve trigêmeos, Lula, PT e Brasília. Aí, a vizinha perguntou: 'Como vão os trigêmeos?'. Ao que ouviu: 'O Lula está brincando de aviãozinho, o PT está mamando e Brasília está cagada'."

Iracema Palombello - 6/7/2005

"Segundo Aurélio, Hipocrisia é a afetação de uma virtude, de um sentimento louvável que não se tem. Sinônimos seriam a impostura, o fingimento, a simulação, a falsidade. Já é tempo de nós, todos nós, deixarmos de lado a hipocrisia. Vamos parar de fingir que não sabíamos que a política, no Brasil, é um lamaçal. Vamos parar de fantasiar que imaginávamos que havia vida honesta na política brasileira. Vamos parar de simular que não tínhamos conhecimento do valor de uma eleição (para os eleitos). Vamos deixar de lado esses argumentos de vestal, que acreditávamos que os políticos não teriam de pagar, de alguma forma, os seus gastos eleitorais. Vamos deixar de fingir que nos surpreendemos a cada nova acusação do Roberto Jefferson. Vamos ser sinceros e assumir que sempre soubemos o motivo de colocar apaniguados políticos na direção de estatais. Ou alguém vai continuar dizendo que deputados e senadores tem o perfil adequado para dirigir empresas? Que tal assumirmos que todos nós temos a certeza de que os eleitos para cargos no legislativo tem obrigação de cumprir seus mandatos até o fim? Acharemos alguém que acredite que os políticos não devem representar, com fidelidade, seus eleitores nessa, por assim dizer, democracia representativa em que pensamos viver? Alguém, algum dia, acreditou na honestidade dos Políticos? Ou imaginou, exatamente em razão de sua flagrante desonestidade, que seria possível alcançar, também, uma boquinha? Algum de nós, do povo, acha justo que os políticos enriqueçam no cargo para os quais foram eleitos ou nos que lhes são oferecidos? Ou deixamos assim porque, sendo humanos, sempre achamos que chegaríamos a uma boquinha, com um bom conhecimento na área? Alguém é capaz de imaginar que um político, eleito por um partido, deva poder ter liberdade de mudar de partido quantas vezes quiser, sem perder o mandato? Alguém, que assista as TVs da Câmara ou do Senado, ou as do Município em que vive, pode dizer que ter orgulho de seus, por assim dizer, representantes? Quando acusam, ou prendem, um ou outro, não fica sempre aquela idéia de que todos são iguais? Senão, como teriam conseguido se eleger, ou reeleger? Porque ficamos quietos, e voltamos a votar neles, senão por um desejo oculto, até mesmo nem sempre tão oculto, de tirarmos disso alguma vantagem? Quando você vê um político falando na televisão, ele parece merecer sua confiança? O que dizer de certos políticos que parecem utilizar nomes de fantasia, como Genoino, Inocêncio, professor isso ou aquilo? Estamos nos surpreendendo com as informações que todos os dias vem a público? Ou só passamos os nossos dias antegozando o circo pegar fogo, um velho desejo de todos os que ainda não alcançaram seu lugar à sombra? Ora, pelo amor de Deus, vamos acabar com a hipocrisia. Sempre soubemos que tudo era exatamente do jeito que é e que, agora, vem a público."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 6/7/2005

"Sei não, mas depois de assistir o programa do Jô, acabei por decidir que gosto mais do Roberto Jefferson em prosa do que em verso. Pelo menos quando fala do mensalão ele não erra o texto e não desafina. Sai dessa, deputado! Pare de gastar dinheiro com aulas de canto, que essa praia não é a sua! E já que o assunto envolve o Lupicínio Rodrigues, ao invés de cantar (mal) "Nervos de aço", continue a declamar "Esses moços" na CPI ("Esses moços... pobres moços... ah! se soubessem o que eu sei...")."

Paulo Lara, advogado - 6/7/2005

"Ao receber o Jornal "O Globo" via e-mail, deparei-me com a notícia de manchete em primeiro lugar "Impacto profundo no cometa Tempel 1". Veja só como são as coisas: estou tão acostumado a ver em manchetes, sejam em revistas, jornais escritos ou televisionados, somente sobre a atual (e grandiosa) crise política que se encontra nosso país. Quando comecei a ler a chamada da manchete, juro, pensei que estava diante de mais uma denúncia "Jeferseniana" ou outro escândalo qualquer. É... isso é lamentável. Precisamos, realmente, parodiando nosso ilustríssimo presidente da república, "levantar os traseiros de nossas cadeiras". Mas é para contestar, protestar, movimentar. Essa pouca vergonha da política nacional tem que ter fim. Senão nós, brasileiro, vamos acabar achando que é tudo muito normal. Daí..."

Hely José de Oliveira Filho - advogado - 6/7/2005

"Será que nos cursos de direito, certos professores ensinam (?) usando trocadilhos infames, do tipo 51, Escócia etc. É assim que se ensina cidadania, com gracinhas de mau gosto e desrespeito à dignidade humana? Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 7/7/2005

"Enquanto as denúncias do Dep. Roberto Jefferson ganham corpo, revestindo-se de credibilidade, ante a inação e o silêncio revelador dos denunciados, bem como às provas que insistem em pipocar na Imprensa, Brasília assiste ao nascimento de uma nova "moral", a do bom corrupto, que admite que "faz o que todos sempre fizeram". Quem não entendeu, que leia as recentes declarações do líder do PMDB na Câmara, Dep. José Borba. Ao dizer que todas as contas eleitorais do Congresso eram mentirosas, pois não se elege um Deputado com menos de R$ 1 milhão, "Bob" Jefferson obteve dos seus pares nova confissão muda. Outra vez o revelador silêncio... dos réus confessos. O Movimento Viva Brasil faz um alerta grave: votações importantíssimas no Congresso podem ter sido compradas! Hoje, quarta-feira, 6 de julho de 2005, a Câmara dos Deputados pode aprovar (se é que já não aprovou por antecedência, a R$ 30 mil por cabeça) a pergunta fatídica do nefasto referendo previsto no Estatuto do Desarmamento, aquele em que perguntarão aos cordeiros se preferem ser servidos bem ou mal passados ao lobo sanguinário. Que legitimidade há em uma lei que nasce da imoralidade, do tráfico de influências e da corrupção parlamentar? Rever tais votações poderia criar uma "instabilidade jurídica" diriam alguns. Pode até ser verdade, mas a desmoralização do processo democrático pela transformação dos salões verde e azul do Congresso numa feira ao ar livre, talvez represente um custo muito maior à estabilidade da Democracia. Que Deus nos proteja!"

Adonis Crivelli Neto - Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região - 7/7/2005

"Enquanto se focam as atenções em torno da CPMI dos Correios, alguns fatos vão passando desapercebidos e, sorrateiramente, não nos damos contas de outros fatos. Tramita no Congresso a PEC 02/2003, que, se aprovada, poderá efetivar servidores requisitados de outros órgãos públicos nos órgãos de destino, como o texto é genérico vai dar margem a interpretação variada, podendo vir a ocorrer novos trens da alegria, como aconteciam nos tempos de ARENA, hoje PFL e PP. Também tem-se notícia de que estaria tramitando no Congresso PEC tratando da revogação de parlamentares cassados, o texto já teria sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, este contactado via e-mail sobre o assunto, até hoje não retornou a resposta. Saliente-se que a CCJ do Senado é presidida pelo Senador Antônio Carlos Magalhães, do PFL, que, para não ser cassado no escândalo do painel eletrônico renunciou a tempo, assim como outros seus pares. Todos esses assuntos vão passando sem ser notados, sem que ninguém os veja, sem que ninguém se dê conta, tamanha a atenção que é dada à crise do governo, e a algum possível novo ângulo do assunto, esquecendo-se de que há também outros assuntos importantes que não estão no ar ou na mídia, sempre preocupada em aumentar tiragens, em audiência, e que não se furta em omitir outros tantos fatos sobre muitos assuntos."

Marcos José do Nascimento - 7/7/2005

"Lula chorou, Genoino chorou, Delúbio chorou, Marcos Valério chorou! De vergonha? De arrependimento? De medo das conseqüências? Ou só para impressionar a "galera" e continuar achando que somos imbecis?"

Cláudio B. Costa - OAB/SP - 11.087 - 7/7/2005

(Migalhas 1.203 - 6/7/05) - "A ministra Ellen Gracie, STF, concedeu ontem uma liminar no HC 86.232,..."

"Ministra is a "Little grace"... Pergunta do Cearucho: a propósito da notícia segundo a qual Lula estará na Escócia: "Será que, lá, ele se negará a tomar uísque nacional"?"

Francimar Torres Maia - 7/7/2005

"Para depor na CPMI dos Correios, em 6/7, o publicitário Marcos Valério chegou com um habeas-corpus preventivo do STF. Não é preciso perguntar se ele tem culpa no cartório. Contudo tenha se comportado com muita fleuma e sangue frio, deixou escapar no finzinho do interrogatório que gostaria de poder entrar num buraco, e desaparecer, para de lá não mais sair. Será por vergonha, ou por medo? Já o senador Pedro Simon (PMDB-RS), com muita classe, e matando a charada do porquê de tanta mentira e descaramento, lastimou-se de que os depoentes não tenham compromisso com a verdade, para não chamar o Valério de mentiroso."

Conrado de Paulo - 7/7/2005

"É imoral e ilegal tal ato, e nos faz ter vergonha do país em que estamos vivendo, até quando esse governo será mantido, precisamos de mudanças urgentes, chega de ver a corrupção, o direito de liberdade e privacidade, entre outros sendo violados, e nós ficarmos assistindo de camarote, como se fôssemos alheios a tais fatos, é necessário novo governo, novas atitudes. E pode começar por nós."

Maristela L. M. Walz - 7/7/2005

"Esperamos que vocês do Migalhas publiquem também o inteiro teor da sentença criminal condenatória deste tremenda safado estafeta de luxo do Marcos Valério, o que Oxalá não tarde. As milhões e milhões de crianças que vivem em condições de miséria absoluta neste país e que ele e seu bando lesaram, agradecem. Deploramos a concessão da liminar em prol de um cretino como esse. Saudações de um humilde observador da cena política atual do país."

Renato Bing Reis - escritório Advocacia Bing & Reis - Porto Alegre/RS - 7/7/2005

"Em alguns governos a falta do que fazer é comum, principalmente quando os cofres estão abarrotados, o sistema educacional fazendo mestres em fôrmas e a saúde dando sinais que muitos janeiros ainda virão. Outros, entretanto, apesar da atarefada responsabilidade de fazer o impossível e tirar os súditos da lama, ainda têm tempo pra gastar com um referendo sobre a comercialização de armas de fogo. Noutro dia, li num pequeno comentário de um leitor da Revista Época uma informação que poucos sabem. O custo do tão aclamado referendo para o erário brasileiro, pasmem, será de, aproximadamente, R$ 600 milhões (ou poderia ser R$ 300 mil, pouco importa). Curioso é que o próprio mercado interno de armas de fogo, anualmente, não deve faturar tanto. Curiosidade maior, bandido não compra arma em lojinha autorizada. Curiosidade espantosa, vamos (eu, você e qualquer outro contribuinte) gastar milhões para decidir se seremos mesmo reféns de pilantra, mas iremos continuar constrangidos pela violência de qualquer forma, ao passo que a verba destinada ao referendo poderia ser de grande valia para construção de casas, hospitais e aparelhamento da polícia. Depois crucificarão o Presidente. Como há muito diz o José Simão "nóis sofre mais nós gosta" (deve ser isso mesmo)."

Ubaldo Juveniz Jr. - escritório Juveniz Jr. Advogados Associados - 7/7/2005

"Ficaram todos tão impressionados com os títulos das músicas que Roberto Jefferson disse que pretendia ouvir ("vingança" e "nervos de aço"), que até se esqueceram de "judiaria", não tão conhecida, mas que bem retrata o fim da relação PT x Jefferson, antes um caso de amor

Agora você vai ouvir

Aquilo que merece

As coisas ficam muito boas

Quando a gente esquece

Mas acontece que eu não me esqueci

A sua covardia, a sua ingratidão

A judiaria que você um dia

Fez pra o coitadinho do meu coração

Estas palavras que eu estou lhe falando

Tem uma verdade pura nua e crua

Eu estou lhe mostrando a porta da rua

Pra que você saia sem eu lhe bater

Já chega o tempo que eu fiquei sozinho

Que eu fiquei sofrendo

Que eu fiquei chorando

Agora que eu estou melhorando

Você aparece pra me aborrecer

La ra ra ia

La ra ra

Mas, se o ambiente político brasileiro vai ficar mais musical com a cantoria do Dep. Roberto Jefferson, humildemente venho sugerir que ele adote como tema a composição de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro, trocando apenas, no refrão, Terezinha por Zé Dirceu:

Não venha querer me consolar

Que agora não dá mais pé

Nem nunca mais vai dar

Também quem mandou se levantar

Quem levantou pra sair

Perde o lugar

E agora, cadê teu novo amor

Cadê que ele nunca funcionou

Cadê que nada resolveu

REFRÃO:

Quaquaraquaquá, quem riu

Quaquaraquaquá, fui eu

Quaquaraquaquá, quem riu

Quaquaraquaquá, fui eu

ainda sou mais eu

Você já entrou na de votar

Agora fica na tua

Que é melhor ficar

Porque vai ser fogo me aturar

Quem cai na chuva

Só tem que se molhar

E agora cadê, cadê você

Cadê que eu não vejo mais, cadê

Pois é quem te viu e quem te vê

Todo mundo se admira da mancada que o Zé Dirceu deu

Que deu na pira

E ficou sem nada ter de seu

Ele não quis fazer fé

Na virada da maré

Mas que malandro sou eu

Pra ficar dando colher de chá

Se eu não tiver colher, vou deitar e rolar"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARCPROPRIEDADE INTELECTUAL




"É mercê meter cuidados
nas sortidas da polícia,
porque surte assaz malícia
arrombando os cadeados;
invadindo advogados,
os gravames se aceleram
quando as tropas se revelam
curiosas dos segredos
misturando nos enredos
mesmo os quantos não se apelam

E amanhã mandão de agora
pode ser quem sofre e chora."

Antônio Carlos de Martins Mello - vate cearense do longínquo Séc. XX



"De quem é a culpa? Há uma versão que vem correndo pela internet, que carreia toda a culpa do que vem acontecendo ao Fernando Gabeira. Não, não é por causa da entrevista dele nas páginas amarelas da Veja, e nem pelos ácidos comentários que vem fazendo sobre o PT. É porque, como todos sabemos, foi ele um dos que trocaram o Zé Dirceu pelo embaixador americano. Em razão daquele seqüestro, tão bem orquestrado, o Zé saiu da cadeia e, agora, voltou com tudo..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARCPROPRIEDADE INTELECTUAL

- 7/7/2005

"Não foi falta de aviso, eu falei

A rota não poderia ser a pior

Deixaram qu’ele aceitasse, eu sei

Agora, força...vamos tentar o melhor

Sobram dinheiro e problemas no “partidão”

Buscapés explodem pelo país inteiro

Cuca fresca, o casal entornava quentão

Comandando tudo..., até o fogueteiro

De repente, pula pr’o avião e decola lascado

Estaria atrás de sossego? – seria um spa?

Ou, outra abertura, em algum país formato mascote

“Nada disso...”, do fundo, responde mezzo irado

“Não curto dieta...muito menos essa de Bagdá

“Rápido: vira o nariz desse avião pr’a “terra do escote..."

Pio Pardo




"Discursando no Parlatino, durante o 12º Encontro do Foro de São Paulo, nosso presidente declarou que pretende ser implacável no combate à corrupção e na punição aos que usam o dinheiro e se enriquecem indevidamente. Nesse ponto, como todos viram, o presidente emocionou-se intensamente, ficando com a voz embargada e os olhos marejados. Será o presidente tão bom ator quanto Roberto Jefferson? Ou estaria Roberto Jefferson dizendo a verdade quando afirmou que o presidente chorou ao saber do Mensalão? Porque tanto chora o presidente? Será pensando nos companheiros que mijaram fora do penico? Será pensando no penico? Ou será por estar percebendo que o penico, perdão, o funil das investigações vá chegar, afinal, a deixar claro sua cumplicidade, sua leniência ou sua inépcia? Como na canção de Roberto Carlos: Emoções, são tantas as emoções..."


Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

- 7/7/2005

"Respondo a Fernando Antonio Santiago Junior. Ninguém saiu ainda às ruas para protestar porque hoje é vitrina quem antes era estilingue. Se o partidão não estivesse no governo, o azul do céu estaria vermelho, encoberto pelas bandeirolas."

Eldo Dias de Meira - 8/7/2005

"Tesoureiro do PL: Jacinto Lamas (sic)."

Armando Rodrigues Silva do Prado - 8/7/2005

"Quando os 4 cavaleiros do apocalipse do PT – José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, e Sílvio Pereira – oferecem a quebra do sigilo bancário deles, isso não prova nada. Claro que a quebra não vai servir para coisa nenhuma. Mais que o poder financeiro, o poder pelo poder fala mais alto. O poder não tem preço e não deve ser medido só pelo dinheiro. Com certeza não vai aparecer nada de suspeito na conta bancária deles. Os 4 tem sede de mandar, e isso é tudo para eles. Chegaram aonde queriam, e é só o que conta. Schopenhauer que o diga."

Conrado de Paulo - 8/7/2005

"Do pouco que se assiste aos depoimentos da CPMI dos Correios, haja vista que é necessário muito estômago e paciência para ficar vendo o palanque eleitoral que se forma em várias ocasiões, percebe-se, claramente, uma diferença muito grande entre o que a imprensa, de maneira geral e na grande maioria, noticia sobre os eventos que ocorrem naquele cenário e o que, efetivamente, acontece naquele cenário. Os momentos e as versões não são fidedignos, há uma verdadeira edição dos eventos, de molde a que algo pareça como verdadeiro para a opinião pública em geral. O linchamento político do PT é precipitado, uma vez que as investigações estão andando, tanto no legislativo federal, quanto na Polícia Federal e no Ministério Público, e ainda que alguns membros do partido sejam comprovadamente culpados e condenados pelos seus delitos, no âmbito civil, penal e/ou administrativo, sobram outros bons quadros no partido. O mais curioso, contudo, é que políticos com passado não tão ilibado, hoje propugnam por uma ética de que não se tem notícia nos seus atos e vontades, em especial, alguns dos quais tiveram participação ativa e deram apoio ativo ao regime de exceção, que vigorou entre 1964 e 1985 neste país. Nunca é demais lembrar a história, pois se não ela se repete, e estes atores, se não fora outro o momento político nacional e mundial, quem sabe, não estariam de novo a porta dos quartéis, pedindo por uma intervenção em nome de uma democracia que não lhes interessa, na proteção de seus interesses de ganho silencioso, sem oposição e investigação."

Marcos José do Nascimento - 8/7/2005

"Antonio Ermirio de Moraes para a pasta da Saúde? Saúde de quem? A nossa? A dele? Isso me lembra a fase do Delfim na Agricultura. Quando é que os políticos vão compreender que os Ministérios, Estatais, Agências Governamentais etc. devem caber a pessoas "do ramo"? E mais, que nada vai dar certo pelo preenchimento de cargos decorativos, com civis ou políticos importantes ou conhecidos do público. Se é assim, daqui a pouco vai acabar retornando aquela idéia velha de aproveitar o Silvio Santos na política, já que conhecido por conhecido, ele é certamente mais. Depois, poderíamos pensar no Ratinho, no Raul Gil, no Faustão e no Gugu. E até na turma do Pânico na TV. Porque pânico é o que não falta  nos dias de  hoje."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 8/7/2005

"Estranha o migalheiro expatriado Fernando Antônio Santiago Jr. a passividade do povo brasileiro diante das bandalheiras petistas. Vou tentar alinhar algumas razões. 1ª.- Existe muito pouca capacidade de indignação no que ele chama de Povo Brasileiro. 2ª.- O que ele toma, no passado, como "Indignação do povo" não passava de orquestradas manifestações petistas, na melhor receita marxista de mobilização das massas, pobres rebanhos de inocentes úteis. E contando com a "alegria" nacional para incrementar um carnavalzinho fora de hora. Caras pintadas, sr. Diretas, histerias sindicais, OAB's cacarejantes, adolescentes embandeirados em crise de identidade, barbudos de "olhos rútilos" (minha homenagem a Nelson Rodrigues) eram apenas pérfidas manipulações dos malandrões, hoje desmascarados. 3ª.- Em síntese. O PT não é oposição. Está no banco dos réus. Então, desgraçadamente, não há quem carnavalize a famosa "indignação do povo" cuja ausência é tão sentida pelo sensível migalheiro. 4ª.-Afinal de contas um povo que tem um comportamento social como o brasileiro não tem que se indignar com nada. Nem com o PT. 5ª.- Por último, e aos costumes, ressaltem-se as exceções de praxe que, acho, não dá meia dúzia."

Alexandre de Macedo Marques - 8/7/2005

"Saiu publicado no jornal "O Tempo" (Belo Horizonte/MG), do dia 30/6/2005, matéria sobre suposto "mensalinho" envolvendo Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, conforme denunciado da Tribuna por advogado renomado. É o país do "Dilúvio" mesmo! Espero a apuração de tal fato, que, até o momento, não teve a repercussão necessária."

Flávia Cristina Mendonça Faria - 8/7/2005

"A questão da corrupção no Brasil exige uma necessária atuação corajosa por parte dos legisladores (pena que estes mesmos é que são os corruptos). Somente quando deixarmos de ser ineptos e cobrarmos dos políticos tal situação é que iremos começar a ver uma luz no fim do túnel. Mas o que considero mais importante é que esse tipo de crime seja duramente apenado: primeiro, durante todo o julgamento, os bens dos acusados devem ficar bloqueados e, caso sejam condenados, deveria ocorrer a pena de perdimento dos bens (isso mesmo, perdimento!) em favor do erário. E essa pena deverá, obrigatoriamente, passar da pessoa do acusado e alcançar cônjuges e parentes até determinado grau (exceto, claro que houver prova robusta de não participação e origem dos recursos), incluindo-se, igualmente, qualquer outra pessoa (laranjas) que concordaram em participar da operação. Precisamos parar com essa hipocrisia de "tudo pela Constituição" e alterá-la imediatamente em prol da justiça, da honestidade, da cidadania e do patriotismo. Abraços aos amigos migalheiros."

Marcelo Claudio do Carmo Duarte - 8/7/2005

"Por que não saímos as ruas? É simples a resposta ao migalheiro Fernando Antonio Santiago Junior sobre seu questionamento ao indagar a acomodação dos brasileiros em não sair às ruas. Não saímos às ruas pois aqueles chamados "revolucionários" que aos brados outrora clamavam pela ética, hoje ocupam os altos escalões do governo. Os dirigentes dos movimentos sociais antes reconhecidos internacionalmente pela luta aguerrida aos direitos das minorias, hoje sopitam à espera das concessões federais. A classe estudantil sempre vigilante do moralismo político, hoje apóia uma reforma universitária medíocre e paliativa, além de encabeçar o apoio aos partidos da base governista. Os que ontem participavam das "passeatas indignadas", hoje estão no comando do país, e aqueles que às ruas saírem para reclamar a "malversação do dinheiro público" amanhã lá estarão. E viva o populismo."

Victor Hugo Domingues - Presidente do Diretório Acadêmico Clotário Portugal - escritório Abagge Gomes & Advogados Assessoria Jurídica S.C - 8/7/2005

"DesPeTizar esse país é preciso, agora saber quem está fazendo isso dói na alma..."

Rodrigo Lopes - 8/7/2005

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram