segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Crise no governo

de 10/7/2005 a 16/7/2005

"O senador Hélio Costa (PMDB-MG), após negar conhecer Marcos Valério que, em depoimento à Polícia Federal, citou-o como um dos políticos com os quais teria contato, assumiu, na sexta feira, o Ministério das Comunicações. Em briga com o presidente de seu partido, Michel Temer, Hélio Costa aproveitou para criticar o ex-presidente dos Correios, João Henrique, indicado por Temer, por não ter aquele defendido a instituição logo no início da crise. Afirmou Helio Costa: “Lamentavelmente, estamos colocando no foco público do dia-a-dia uma instituição que nada tem a ver com sua cúpula dirigente.” Não, não há mal entendido. O futuro ministro das comunicações, pasta que controla os Correios, acredita que uma estatal nada tem a ver com sua cúpula dirigente. São, então, duas coisas distintas: uma a empresa pública, com seus serviços, suas obrigações e tudo o mais que concerne ao funcionamento de um serviço público. Outra coisa, distinta, é a cúpula dirigente da própria instituição. Graças a Deus os políticos não são convidados a dirigir empresas particulares, da iniciativa privada, nas quais seus dirigentes, tem a ver ? sim ? com a empresa que dirigem, até porque devem dirigi-la. Pinçando uma fala aqui e um ato falho ali, dá para compreender os fundamentos da chamada “ocupação de cargos na administração pública pelos nossos partidários, como explicou o ex-líder do PMDB, José Borba. São só cargos, sem qualquer responsabilidade ou preocupação com a instituição, que nada tem a ver com a instituição propriamente dita. Os novos ministros, agora vindos do PMDB, terão à sua disposição, alguns milhares de cargos para serem distribuídos entre seus eleitores, cabos eleitorais, parentes e apaniguados de maneira geral. Mas, isso não nos deve preocupar, pois os nomeados nesse festim absurdo, nada terão a ver com as instituições de onde receberão seus salários, garantida, porém, a possibilidade de novos desvios. Vamos continuar, hipocritamente, acreditando que está tudo bem? Ou que isso é normal? Ou moral?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 11/7/2005

"A onda de acusações de corrupção na classe política, que ora domina os noticiários dos meios de comunicação do nosso país, está levando a população a ter opinião generalizada sobre a classe. É comum, quase consenso, em bate-papo entre amigos, comentários do tipo "todos são iguais", "isso não é exceção, é regra" e por aí vai. Em sã consciência, na verdade sabemos que no Congresso Nacional existem pessoas honestas e dignas de um mandato, mas, inevitavelmente, na visão do cidadão comum, os últimos acontecimentos contaminaram a classe, não restando outra opção, a não ser crer, comentar e propagar que todos são iguais, que pensam e agem de forma uniforme, sincronizada e defendem, com unhas e dentes, a máxima "Mateus, primeiros os meus", reforçando o estereótipo pejorativo para a profissão. Ultimamente notamos uma pequena, mais importante mudança de comportamento na população em geral, na qual me incluo. Escândalos como esses, há dez anos, a maioria dava pouca importância, era quase irrelevante, apenas mereciam pequenos comentários. Enquanto hoje, notam-se sentimentos de traição, repúdio e revolta. Mas não poderia ser diferente, pois, hoje, o contribuinte tem consciência de que paga uma exagerada carga de impostos, que direta ou indiretamente recai sob a ingerência deles (políticos), que enriquecem num passo de mágica, sem deixar rastro. Fica para o contribuinte, a impressão que de ter este apenas um papel nessa engrenagem: contribuir, contribuir e contribuir. - Mas, o que fazer? - A primeira opção é sempre esperar pelas urnas e renovar o Congresso: não está dando resultado (o vírus é poderoso e contamina na primeira "proposta”). - O que fazer?...O que fazer...? Já sei, vou me candidatar. Vou procurar uma pessoa de negócios públicos, delicada, polida e esperta no assunto, ou seja, .....é ele....é ele: O Político. Desisto."

Adalberto Gurgel - Funcionário Público Federal - 11/7/2005

"Folha de S.Paulo:

'O petismo-lulismo foi um projeto de acaudilhamento do PT em torno do neo pai dos pobres, Lula da Silva, plano concebido e implementado pela camarilha dos quatro, ora escorraçados pelo próprio Lula: José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e Sílvio Pereira. Mentiu. Fez campanha à base de bravatas econômicas, políticas e sociais irrealizáveis, que o próprio Lula admitiu. Vinicius Torre Freire'

Irretocável não fora ter deixado de fora do conluio a "pureza de Garanhuns". A não ser que se confirme o mau diagnóstico sobre acuidade intelectual da atual Excelência Republicana."

Alexandre de Macedo Marques - 11/7/2005

"Bom dia, tenho acompanhado as notícias sobre a corrupção no Brasil e um fato tem me deixado boquiaberto: onde está a reação do povo brasileiro? Por que ninguém sai às ruas para protestar? Onde estão as passeatas indignadas que eu imaginei que seriam organizadas pela OAB nacional, ou outros órgãos da sociedade civil? Ora, o brasileiro de classe média gasta mais de um terço do salário familiar com escola e planos de saúde porque falta verba para esses fins... mas não para a corrupção... e ninguém se manifesta? Em outros países, as capitais teriam sido invadidas por hordas indignadas com a malversação do dinheiro público pelos "governantes", influindo diretamente na qualidade de vida dos cidadãos. Essa passividade é um convite à corrupção!"

Fernando Antonio Santiago Junior - Doutorando, pesquisador contratado da Ecole doctorale de droit public et de droit fiscal de l - 12/7/2005

"Com cem mil dólares na cueca,

Duzentos reais na maleta.

Para onde te bandeava cabra porreta?

Algum paraíso fiscal?

Com toda essa grana, que legal!

Passear lá no estranja.

Porque não usaram algum laranja?

Ah! Se não fosse a polícia federal!"

Mano Meira - 12/7/2005

"Já se foi o tempo em que a população aguardava a nomeação de um Ministro de Estado na ânsia dele dar novos rumos ao Ministério. Hoje, é de pasmar, o Ministro da Educação larga, o termo é largar mesmo, o Ministério para assumir a presidência de seu partido para exercitá-lo. E a "educação" desse País, como fica? Não precisamos, pois temos os valérios e delúbios da vida."

Elcio Vicente - 12/7/2005

"Percebo, aqui e ali, que vai se delineando um conceito de que "um erro justifica outro". Lembro-me bem de um cliente meu que me procurou possesso porque um agente de trânsito lhe aplicara uma multa por estacionar em lugar proibido. Perguntei-lhe se, de fato, havia cometido o ato ilegal de parar seu carro em local proibido. Afirmando que sim, indaguei então qual o argumento que, como advogado, poderia ter para livrá-lo da multa. A resposta foi pronta: na mesma rua, no mesmo lugar, havia vários e vários carros também estacionados irregularmente, que, no entanto, não foram multados! É bem essa a idéia - ou o argumento - que parece se disseminar quando os ínclitos petistas colhidos "com a boca na botija", dizem que as práticas descobertas são antigas, que outros, de outros partidos também faziam a mesma coisa. Senhores, cuidado, poupem os cidadãos de boa fé e de consciência cívica de tamanha heresia! Deus nos acuda"

José Fernandes da Silva - OAB/SP nº 62.327 - 12/7/2005

"Sobre os parlamentares e dirigentes do PT que suspeitam que José Adalberto Vieira da Silva pode ter sido apenas "laranja" em uma trama para derrubar José Genoino da presidência do partido, convencidos de que Silva não era o dono do dinheiro e não acreditam que a prisão do ex-assessor do deputado José Nobre Guimarães, irmão de Genoino, não tenha sido mera coincidência, admitindo que ''Foi uma traição'' (Migalhas 1.206 - 11/7/05 - "Debalde"), sou levado a crer na existência de um grande sentimento, comparável com uma religião, que contamina os adeptos do partidão, na fé que os cega. Não basta toda a gama de fatos e provas da corrupção que corrói a estrutura ética, a fé se sobrepõe, contagia seus membros. Não crêem porque sabem, mas sabem porque crêem. A certeza que agora se tem é que haverá um cisma nessa seita, que o digam os novos corifeus. A propósito, será que o dinheiro da cueca e da maleta não era produto do dízimo?"

Eldo Dias de Meira - 12/7/2005

"Caros, as últimas "malas" comprovam que o problema não é do PT, do PFL, do PSDB ou deste ou daquele governo. A questão central é do sistema político que permite que se avance além dos limites éticos. Resumir que a corrupção é o nosso principal problema é falso moralismo, na pior linha udenista. Dizer que o PT é igual a todos os outros partidos é cinismo liberal para nivelar por baixo. Como não se pode "democratizar" completamente o Estado, deve-se ampliar os espaços de participação popular, fazendo com que a democracia republicana aconteça na prática. A própria constituição federal tem algumas tentativas no sentido de viabilizar a ação popular no sentido mais amplo, ainda que com várias dificuldades. É preciso ampliar esses direitos populares. A reforma política agora seria casuísmo, assim como a proposta de eliminar a reeleição. Mudar as regras do jogo aos 20 minutos do 2º tempo? Indignam-se os falsos moralistas, alguns na melhor linha fascista, outros puros oportunistas. Falar em compra de votos é o mesmo que falar "em corda na casa de tucano, quero dizer, de enforcado". "Romae omnia venalia esse". Portanto, não adianta proibir as vendas, as compras e muito menos o estabelecimento de preços. É preciso lutar pela educação pública de qualidade, pelo voto republicano, pela cidadania, por uma política econômica que favoreça as maiorias, enfim, menos cinismos, pois hoje prevalece a inversão da famosa tese 11 de Marx: "Primeira tarefa da atualidade é precisamente não sucumbir à tentação de agir... e mudar as coisas". Fraternalmente,"

Armando Rodrigues Silva do Prado - 12/7/2005

"O nosso Dom Quixote (presidente Lula) será bem sucedido contra os moinhos de vento (mensalão e propina), se montar o valoroso Rocinante (PMDB), com a ajuda de um Sancho Pança sábio, respeitado e íntegro (o deputado Pedro Simon), seu conselheiro e protetor."

Conrado de Paulo - 12/7/2005

"Então a deputada Neide Aparecida mandou o motorista (o que seria do Brasil sem os motoristas?) buscar, com Delúbio, uns "cascalhos", coisa pequena, US$ 200 mil. E se descobre que o tal Marcos Valério é avalista de outro empréstimo ao PT, dessa vez de R$ 3 milhões. De que Banco: Do Banco Rural, vejam só. Já o Gênio Sabbad Guedes, que já recebeu R$ 902 mil do Marcos Valério, tanto procurou na Fazenda Nacional que acabou achando a possibilidade de, com seus vencimentos (é claro!) erguer em 4 anos um patrimônio de R$ 5 milhões. Enquanto isso, descobre-se que os executivos do Banco Rural enviaram, em 4 anos, de 1996 a 2000, um total de US$ 4.8 bilhões ao exterior, por meio de contas CC-5, exatamente aquelas que a CPI do Banestado não descobriu porque o Banco Rural foi isentado pelo procurador Glênio, que é amigo de Marcos Valério, que avaliza  PT, porque é amigo do Delúbio. Sim, a CPI do Banestado é aquela que foi abortada em razão dos desentendimentos entre o Relator e o Presidente, um deles o José Mentor, que é o que a secretária Fernanda Karina diz que, após telefonar ao Marcos Valério, este se pôs a destruir documentos que guardava na sua agência e que diziam respeito a depósitos no exterior. Sim, o Marcos Valério, estão lembrados? É o que fez um não depoimento na CPI dos Correios o que discutia com o José Borba, líder do PMDB, e a liderança do PT, a distribuição dos cargos públicos na administração federal, aqueles cargos públicos cujos ocupantes tinham a obrigação de conduzir gigantescos recursos para as campanhas do PT e da base aliada. Base aliada de quem, do Lula. Lembram-se do Lula? É aquele que jamais soube de qualquer coisa e que será implacável com quem demonstrar incontinência urinária fora do recipiente próprio para tanto. Gente, estamos diante da velha nomenklatura? Quando começarão a aparecer os endereços das "Dachas", hoje travestidas em haras?"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 12/7/2005

"Caros Migalheiros, sim, é dever investigar, punir, desde que provadas todas as denúncias até aqui apuradas. Há de se falar, também que o PT, é um partido, e Lula é governo. Estou um pouco decepcionado com algumas denúncias, pois sei que São Paulo está fazendo de tudo para sua NÃO-ELEIÇÃO, salientando que hoje temos um governo sólido, muito melhor do que os antigos governos. Se há corrupção, há de se punir, mas desde quando há? Deveras, ninguém sabes dizer... E mais, o Collor, o grande corrupto, foi condenado por ter uma "Belina" no meio de tantas denuncias que não foram provadas, e o mesmo foi absolvido de todas as outras, por que? Porque existem vários atores em Brasília querendo tirar os méritos de ex-metalúrgico que conseguiu governar um país, o que é um descrédito aos intelectuais, cheio da grana também... e claro, mais maquiavélicos para tramas, talvez nunca entendidas por um povo ignorante como o nosso. Talvez mude, se acaso ocorrer alguma catástrofe e começarmos tudo do zero."

Gutemberg Araújo - 12/7/2005

"O professor de Ética e Deontologia, no último ano do curso, afirmava para nós que, no Brasil, não existe imprensa, mas órgãos de doutrinação coletiva. A assertiva cabe muito bem no momento presente. Com muito escassas exceções, percebe-se, na grande maioria da imprensa, escrita ou televisiva, a preocupação do escândalo pelo escândalo, em meio a interesse de tiragem e audiência, se não houver outros interesses de encomenda não revelados, haja vista que já se fez presente a denúncia de empresário que encomendava matérias de capa de revista, e da briga entre dois periódicos semanais, ocorreu até a ameaça de dossiê de um contra o outro, reinando, posteriormente, entre os dois a mais perfeita paz e harmonia. Nesse momento, nós nos perguntamos: é possível confiar numa imprensa como essa? O mínimo de razão recomenda-nos que de maneira alguma podemos receber o que nos fala ou que se escreve com o mínimo de prevenção e análise crítica. Vamos aos fatos. E este é recente, numa gravação no Rio de Janeiro sobre a investigação de fraude no INSS, coisa não tão nova, há o relato de uma investigada sobre esquema de propina (de ouvir falar), que envolveria várias administrações federais, no entanto o jornal estampa na matéria o nome do PT, como bola da vez que é, sem mencionar os outros possíveis envolvidos. Há muito interesse em jogo rondando o Planalto Central, alguns contrariados, assim como as investigações é que devem falar por si. Quem não se lembra da campanha de Tancredo Neves para a Presidência? Pois bem, naquele instante político, em Brasília, houve farta distribuição de panfletos, que associavam Tancredo Neves a comunistas (ranço da guerra fria), procurando incutir temor na população, mais tarde presos e interrogados, descobriu-se que se tratavam de agentes do extinto SNI. Assiste-se, de maneira explícita, de parte a parte, o uso político do instrumento da CPI, como sempre deve crer tenha sido, faltando, em muitos momentos imparcialidade e perícia técnica da grande maioria de seus participantes. Nesse aspecto, nem mesma a Deputa Denise Frossard, com a sua experiência de magistratura, não escapou a atitudes parciais, como se percebeu na intervenção feita ao Deputado Bittar, do Rio de Janeiro, quando este interrogava a ex-secretária de Marcos Valério, lembrando a Deputada que se deveria ater-se a fatos e não a juízos de valor nas indagações, quando no dia anterior, a Deputada Laura Carneiro, do Rio de Janeiro (não só ela), ao indagar o publicitário Marcos Valério, usou e abusou (como muitos outros) de juízos de valor sobre o depoente. Não que defendamos a isenção de ninguém, mas esse simples fato, não desapercebido para quem assistiu aos trechos ilustra bem o quão de político, em lugar de técnico, é o instrumento de uma CPI, sem falar nas manchetes do dia seguinte, estampando para a população que, por um motivo ou outro, não tem acesso à transmissão dos enfadonhos interrogatórios. Todos esses fatos ilustram, como muitos outros o argumento nosso, bem como abundam muitos outros, em vários instantes, envolvendo inúmeros personagens da imprensa e do legislativo federal."

Marcos José do Nascimento - 12/7/2005

"Será que os banqueiros donos do BMG e do Rural esqueceram-se de suas mineirices e não exigiram provas de que o "avalista" José Genoino possui bens de valor igual ou maior do que Cr$ 5.400.000,00 para poder honrar o compromisso caso necessário?"

Arthur Vieira de Moraes Neto - 12/7/2005

"Antigos militantes do PT desejavam a estrela vermelha cheia de pureza e de sonhos sociais, mas o que viram foi uma imagem deformada dos desejos do poeta Manuel Bandeira traduzida no poema Estrela da Manhã. Assim testemunharam a estrela vermelha ser degradada até a última baixeza (quando foi apanhada chocando na intimidade de uma cueca junto com pinto, ovos e dinheiro), a demonstrar uma harmoniosa convivência pra quem escolheu o número 13, galo no jogo do bicho, como símbolo das suas campanhas. Esta ave depois que subiu no poleiro não se insurgiu contra o latido sedutor das raposas do Planalto e das Gerais, determinando o sepultamento da estrela numa cova rasa coberta com esterco. Esse triste fim já tinha sido anunciado pelo ex-frei Boff no começo deste ano, ao afirmar que ao PT tinha sido ministrada a unção dos enfermos, ou seja, a antiga extrema-unção da Igreja dada aos moribundos."

Abílio Neto - 12/7/2005

"NOTA PRÉVIA DE FALECIMENTO:

"Se eu ganhasse a Presidência para fazer o mesmo que o Fernando Henrique Cardoso está fazendo, preferiria que Deus me tirasse a vida antes para  não passar vergonha.  Por que sabe o que acontece? Tem muita gente que tem o direito de mentir, o direito de enganar.  Eu não tenho. Há uma coisa que tenho como sagrada: é não perder o direito de olhar nos olhos de meus companheiros e de dormir com a consciência tranqüila de que a gente é capaz de cumprir cada palavra que a gente assume. E, quando não as cumprir, ter coragem de discutir por que não cumpriu". [Luiz Inácio Lula da Silva, novembro de 2000, em entrevista à revista Caros Amigos].

Se tudo der certo, como ele próprio previu, DEVE MORRER POR ESTES  DIAS."

Jose Aluizio de Andrade - 12/7/2005

"Entre todos os que opinaram sobre a crise do governo, o colega Fernando Antonio Santiago Júnior foi o mais sensato! Tratando-se de investigação preliminar, toda e qualquer CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), seja esta mista ou não, deveria se pautar mais pela seriedade. No entanto, presenciamos os ventríloquos do poder levando à catarse brasileiros que nem se lembram em quem votaram na última palhaçada eleitoral. Os tais desonestos, mal preparados e mal intencionados andam prometendo demais com as suas aberrações teatrais. É para lá de transparente que a primazia do escrúpulo resta olvidada há muito tempo neste país! Chegou a hora de repensarmos os escritos de Willian Godwin e José Oiticica."

Tathiana Lessa - 13/7/2005

"Comentando a carta de José Fernandes da Silva (Migalhas 1.207), está na primeira página de nossa Constituição: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza..." Parece-me que existiria um defesa simples, direta e eficiente: perante uma mesma transgressão da lei, não pode haver tratamento diferenciado por parte do agente que a fiscaliza e aplica sanções. Ou todos os transgressores devem ser punidos, ou não se puna ninguém. Agir diferente seria atropelar o espírito da lei maior, que obriga a eqüidade de todos perante a lei. Observe que me atenho especificamente ao caso do estacionamento em local proibido. Nas situações políticas, existem questões éticas e morais que extrapolam esse breve relato de um questionamento. Atenciosamente,"

Paulo Sérgio Pinto - 13/7/2005

"AS SETE PRAGAS

Dez milhões e pico,

sete malas empanturradas,

sete pragas foram lançadas

contra o Faraó do Egito,

o payador prende o grito

pois não pode ficar calado,

só falta ver misturado

mensalista com pastor,

praga não há maior

que bispo deputado."

Mano Meira - 14/7/2005

"Meus caros migalheiros. Em deuteronômio 14/6 lemos que são "animais impuros" = maus: 1) os que não tem as patas fendidas = não separam as coisas. 2) Os que não remoem = não pensam. Isto posto, eu pessoalmente penso que a polícia federal deu um aval nas palavras do pastor da universal. Vejamos: 1) quantas máquinas de contar dinheiro existem em média em uma agência bancária média? 2) Quantos funcionários são precisos para operar cada máquina?, com a palavra a FEBRABAM 3) O tempo gasto para a polícia federal contar o dinheiro podemos saber pela mídia = praticamente 6 horas = um expediente bancário com o uso de 5 máquinas. 4) A PF também gastou um batalhão de rambos para a segurança do local da contagem, que agência bancária tem uma segurança igual? Fosse eu um gerente de banco de interior simplesmente diria ao pastor: Vai com seu dinheiro para o diabo que o parta, e garanto que qualquer companhia aérea também faria o mesmo, e qual o migalheiro teria coragem de viajar em um avião que lavasse como bagagem 10 milhões em reais vivo? Ou entrar em uma agência onde estivessem sendo contadas esta grana? Um abraço de"

José Roberto Amorim - 14/7/2005

"O notório petista/jurista ou jurista/petista - a ordem dos fatores não altera a bobagem - Dalmo Dallari, porejando estrelas vermelhas e luta de classes, pontifica no Estadão de hoje sob a sugestiva manchetinha, "Para jurista, privilégio dos ricos está acabando." Para não perder a chance "o jurista discorda de muitos advogados que dizem que a PF age arbitrariamente." Parafraseando Lord Acton diria eu que todo o sectarisma emburrece. E o sectarismo absoluto emburrece absolutamente. Está explicada a voracidade do petismo pelo dinheiro público e privado. Há que levar à míngua a sociedade e o Estado burguês. Faça-me o favor, dr. Dallari!"

Alexandre de Macedo Marques - 14/7/2005

"Do alto de meus 6 meses como advogado, peço licença para discordar do Dr. Paulo Sérgio Pinto (Migalhas 1.208). "Todos são iguais perante a Lei"... É com esta citação que o migalheiro pretende garantir que quem comete um crime não seja preso caso existam outros, que cometeram o mesmo crime e não foram presos. Isso é simplesmente um atentado ao Direito. É errado que só alguns paguem quando muitos erram? Sim. Mas mais errado é quando um crime é cometido e ninguém paga. Se eu erro, o erro do outro não me absolve. Não corrige o mal que fiz. Acima de tudo, não muda a Lei. Se o que fiz é crime, pagarei. Se outros também pagarem por terem cometido crimes semelhantes, tanto melhor. Pior seria se todos os cidadãos de bem, vendo a balbúrdia que o mundo se tornou, passassem a cometer crimes, pela certeza de que, a menos que todos fossem punidos, ninguém o seria."

Fernando Racy Markunas - 14/7/2005

"Senhores, estas conclusões a que chegou Millor Fernandes, publicadas em 2000, se aplicam aos dias atuais, com toda propriedade.

I-A Justiça é igual para todos. Aí já começa a injustiça.

II-A Justiça não é apenas cega; sua balança está desregulada e a espada sem fio.

III-A Justiça pode ser cega, mas que olfato!

IV-A Justiça, todo mundo sabe, é a busca da Verdade. Ao contrário da Lei, que, como ninguém ignora, é o encobrimento da Mentira.

V-Generalizando-se a corrupção, restabelece-se a Justiça.

VI- Pode ser até que tenhamos alguns direitos iguais. Mas nossa Justiça faz os deveres bem diferentes.

VII-A Justiça começa em casa. A injustiça não sai de lá.

VIII-A Justiça é cega,mas quando vê um pobre-diabo por perto baixa a bengala nele.

IX-A Justiça não é cega, mas perdeu a lente de contato.

X- A Justiça tem que ser urgentemente ilegalizada.

XI-Imaginem o horror de um mundo em que tribunais fossem a única maneira de se conseguir justiça. É o em que vivemos.

XII-Justiça-loteria togada.

XIII-Justiça poética?Nunca vi. Pra mim toda, justiça é em prosa.Quase sempre palavrões.

XIV-Livrai-me da justiça, que dos malfeitores me livro eu.

XV-O problema é que o crime é perto. E a justiça mora longe.

XVI-Se a tua causa é justa, o melhor é dar no pé.

XVII-Tenho a certeza de que o mundo está-se aproximando de uma era de verdadeira justiça e estabilidade social em que todas as boas ações serão devidamente punidas.

XVIII- No Brasil, as únicas portas que estão permanentemente abertas a toda a população abaixo  da classe média são as da cadeia.Justiça seja feita: pra entrar e para sair. (Millor Fernandes, in Caderno 2 Cultura, do jornal "O Estado de S. Paulo" em 5 de março de 2000.)"

Dalila Suannes Pucci - 14/7/2005

"'Direito Criminal do Terceiro Milênio' Qual será a próxima incursão da espaventosa caravana repressiva da República em que "não se rouba e não se deixa roubar"? Quem serão os próximos a sucumbir à "tsunami" deflagrada pela compulsiva obsessão por desmentir, a qualquer preço, o provérbio de que "rico não vai para a cadeia"? Onde ocorrerá a próxima demonstração de força dos pregoeiros do "punir e castigar, ainda que sem julgar", com direito à exibição, em rede nacional e tempo real, de seus portentosos artefatos de guerra? Quem serão, enfim, os "convidados" para a próxima festa de esculhambação pública em nome do combate à "impunidade", para o qual elegeram os arautos dessa nova "ordem jurídica", como primeiro passo, a prisão antecipada, o encarceramento prévio dos suspeitos, ou melhor, dos de antemão "culpados"? Tal, tamanha e assim tão férrea e ilimitada a disposição revelada pelos "gladiadores da lei e da ordem", impossível saber! Tanto quanto, porém, não ver que, embora recém-chegado à puberdade, aqui jaz, fuzilado por esse transfigurado e falacioso modelo de persecução penal, o Estado Democrático de Direito."

Leônidas R. Scholz - advogado criminal OAB/SP - 85.536 - 14/7/2005

"O PT vive crise moral devastadora", disse o novo presidente do partido. A frase é verdadeira e dá o que pensar. A grande mentira em que se transformou o partido, começou há tempos e, teve a sua coroação na Carta ao Povo Brasileiro, inspirada no marketing emocional e portanto, desonesto, em que o partido se deixou levar para chegar ao poder. Confesso que fico angustiado ao ver o presidente da República, tentando defender o indefensável, pois o seu desempenho pessoal e da sua gestão é carente e muitas vezes beira ao ridículo! Infelizmente, senhor presidente, nem kit descarrego, figa, sal grosso, ou chamando o Duda Mendonça o senhor encontrará tão cedo a paz. Atenciosamente,"

Eduardo Augusto de Campos Pires - 14/7/2005

"Obrigar um indivíduo a contribuir com dinheiro para a disseminação de opiniões nas quais ele não acredita é pecaminoso e tirânico." (Thomas Jefferson)

"É  surreal o governo fazer propaganda de si próprio, gastando o dinheiro do "contribuinte" (pagador de impostos). Seria se como tivéssemos uma governanta em nossa casa, a qual pagássemos uma verba, imposta por ela, para falar bem de seu trabalho e de si mesma para nós, em detrimento dos serviços prestados por ela! Não é um absurdo? Você deixaria isso acontecer em sua casa? Pensando bem todos nós estamos deixando, não é mesmo?"

Michael Forkert - 14/7/2005

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