sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Cartaz pede a partes e advogados que se levantem para receber juiz

de 28/6/2015 a 4/7/2015

"Com todo respeito à diretora do foro, Dra. Emília, o que aconteceu não foi 'uma tentativa de resgatar a cordialidade e respeito durante o ato judicial' (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Isso aí foi um sintoma puro de juizite aguda. O juiz autor do cartaz ignorou por completo o EOAB e esqueceu que não existe hierarquia entre juízes, promotores e advogados. Brasil não segue o sistema anglo-saxão, onde se usam becas e toucas e na entrada do juiz o policial diz 'all rise' e todos são obrigados a levantar-se para o juiz. Isso o Dr. José Roberto só vê em filme. Infelizmente, ainda existem juízes no Brasil que se sentem superiores a advogados apenas por conta do cargo que ocupam. Muitos nem continuam seus estudos, a exemplo de ministro das Cortes superiores que sequer têm pós-graduação. Juízes, advogados e promotores são iguais perante a lei, perante a ética e perante a academia. Todos fazem o mesmo curso de graduação, todos atuam em processos e decidem a vida do povo brasileiro. Infelizmente, atitudes assim servem apenas para manchar o Judiciário e afastar ainda mais a jurisdição do povo brasileiro."

Paulo Henrique Alves de Carvalho Junior - 2/7/2015

"O que tem acontecido, na minha opinião, é uma crescente falta de respeito de juiz para com o jurisdicionado (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Os direitos passaram a ser 'abstrações', válidos nos limites da cabeça do juízo. Tribunal, a meu ver, homologa decisões a quo, sem enfrentar o argumento contrário (por entender desnecessário, já que o juízo firmou sua compreensão). Quer dizer: desnecessário é o tribunal, pois só poderia existir para analisar, enfrentando os motivos de insurgência contra a decisão a quo. É um 'faz de conta' totalmente contrário ao jurisdicionado. Pior, o jurisdicionado se vê obrigado a suportar a continuidade desses julgamento porque os deuses (juízes) são intocáveis, perpétuos (e cada dia mais unidos, em entendimentos homologatórios, sem necessidade de enfrentar os argumentos e provas que a eles se opõem). Daí, sobra ao jurisdicionado conduta como a desse 'cartaz'."

Hélder Gonçalves Dias Rodrigues - 2/7/2015

"A segunda advertência é incrivelmente mais mentecapta do que a primeira (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui)."

Iran Bayma - 2/7/2015

"Particularmente, acredito na informação prestada pela diretora da vara (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Certamente foi uma uma tentativa mal-interpretada de 'trazer uma solenidade para que as pessoas sintam a seriedade' do momento."

Milton Córdova Júnior - 2/7/2015

"Por certo esse magistrado também deve fazer o juramento com a mão em cima da Bíblia quando da oitiva de testemunhos (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Esse juiz não deve bater bem da bola, para falar-se o mínimo. Ele deve ver muitos filmes americanos e ser um fâ da série 'Law & Order'. Deixa disso rapaz!"

Nilson Theodoro - 2/7/2015

"Sou magistrado há 22 anos e nunca fiz tal exigência e jamais o faria ou farei (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Não é com esse tipo de atitude que se conquista respeito e cordialidade que, aliás, são manifestações espontâneas. Lamentável."

José Fernando Azevedo Minhoto - 2/7/2015

"Respeito deve ser conquistado pela autoridade com seus atos (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Não se impõe."

Carlos Fernando Zarpellon - 2/7/2015

"Em relação à migalha 'Todos de pé para receber...' (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui), com o retorno à Idade Média, em que todos se levantavam e depois rastejavam diante do juiz (afinal, é alguém a ser respeitado muito, pois além do belo salário, ele ainda ganha vale alimentação e vale moradia), esclareço que há um outro tipo de cartaz ofensivo à advocacia espalhado pelas serventias forenses de todo o Rio Grande do Sul. Infelizmente, neste caso, sem qualquer reação por parte da OAB."

Rogério Guimarães Oliveira - 2/7/2015

"O o mais triste disso é que haverá advogados que, em obediência a essa 'determinação', irão se levantar quando o juiz ingressar na sala de audiências (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Nada contra que o advogado o faça, em respeito, sim, ao Poder Judiciário. Mas não por 'determinação' e sim voluntariamente. Em SP, capital, onde advogo, um 'cartaz' desses não ensejaria a intervenção da OAB, para que ela 'reclamasse', 'pedisse', 'suplicasse' à Corregedoria de Justiça. Não! Aqui, se eu ou qualquer outro advogado que honra sua profissão, se deparasse com uma 'determinação' dessas, retiraria (para não dizer 'arrancaria') o 'cartaz' com a própria mão e o devolveria intacto ao autor, para que fosse descartado no lixo."

Ronaldo Tovani - 3/7/2015

"É cada uma que a gente presencia no dia a dia que faz lembrar antigo programa de rádio denominado 'incrível, fantástico, extraordinário' (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Respeito ao juízo é este cumprir seus próprios prazos. É tratar as partes com o mesmo respeito que deseja para si mesmo. É entender as dificuldades de todos e agir para que o processo dure o menor tempo possível. Respeito ao juízo significa o magistrado ler os autos e pautar suas decisões com fundamentações dignas e coerentes. Agindo assim, o respeito ao juízo será mantido sempre. Respeito não se impõe, conquista-se!"

Sérgio Luis Durço Maciel - 3/7/2015

"Sr. redator: isso que dá ficar assistindo muito filme americano (Migalhas 3.648 - 2/7/15 - "Todos de pé para receber..." - clique aqui). Se for juíza a presidir a audiência, o pedido deveria ser acatado: como regra de urbanidade."

Marcio Fernandes - 3/7/2015

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