Impeachment

22/12/2015
Cleanto Farina Weidlich

"Voltando ao impedimento do presidente da República, em devaneios 'facebuqueanos' ouvi um tributarista falando como contribuinte de impostos. Sabem quantas pessoas a presidente Dilma levou para Paris, para o encontro da cúpula das Nações sobre o meio ambiente? E fiz essa mesma pergunta hoje ao final da manhã para uma moça - vendedora de uma loja comercial - e ela arriscou em 10 pessoas a resposta. Pedi para que fosse subindo o número e que não pensasse pequeno, foi para 20 e depois de minha insistência chegou em 50. E quando eu falei, errou longe menina, foram 900 (novecentas pessoas) que acompanharam o séquito presidencial. Em conclusão, igual ao exemplo dado pelo nobre 'contribuinte fiscal', aceitar o ajuste fiscal proposto pelo governo Federal, com o aumento de impostos (tipo a CPMF), é o mesmo que concordar em aumentar o valor da mesada para o filho que está se drogando. E não é só isso, e nem por isso, que esse governo inteirinho tem que sofrer o impedimento legal. Não temos outra saída, ou se impede esses disparates com a 'res publica', ou, como diria o imortal Jayme Caetano Braum, 'só um Deus nos salve, e mais nada'. E para não fugir do tom da processualística sobre o tal de impedimento da presidente da República, palpito que o STF deu uma decisão do tipo 'vamos deixar a carreta andar, para ver como as abóboras se ajeitam'!"

Envie sua Migalha